Como pesquisar voos low cost?

Em tempos de dólar nas alturas, a gente sempre fica atrás de formas para economizar e não extrapolar o orçamento de viagem. O desafio para nós, brasileiros de classe média, é contornar o câmbio desfavorável sem prejudicar o nosso rolê internacional. Como o blog é escrito por alguém que sofre como você na batalha contra os boletos, vou te dar uma dica preciosa para ajudar a gastar menos.

Talvez você já tenha ouvido falar ou lido uma reportagem sobre as companhias aéreas low cost. Essas empresas são famosas por oferecer passagens de avião bem baratas. Às vezes, até como promoções enlouquecedoras de menos de 10 dólares ou euros. As low cost são mais conhecidas na Europa, mas existem praticamente no mundo todo e podem ser estratégias para dar um upgrade no seu roteiro, sem pagar uma fortuna.

O conceito de empresa low cost teve origem nos Estados Unidos e se popularizou na Europa durante os anos noventa. Essas companhias oferecem baixas tarifas eliminando custos derivados de serviços tradicionais oferecidos aos passageiros, como marcação de assentos, refeições, despacho de bagagens e entretenimento de bordo.

Como funcionam os voos low cost?

O negócio é baseado na simplicidade do serviço e não há distinção de classes nos voos (todo mundo é econômica hehehe). O preço básico ofertado ao passageiro inclui apenas o direto do embarque e uma mala pequena de proporções e volume específico. Sempre confira (e siga!) a informação sobre a bagagem no site antes de confirmar a compra para evitar dores de cabeça.

Você pode comprar peso adicional ou o despacho de bagagens. Mas atenção:  se precisar do volume extra, compre pela internet antecipadamente porque o preço geralmente será mais extremamente mais barato que no balcão do aeroporto. Aliás, o check-in do voo também deve ser feito online. Do contrário, será preciso pagar taxa extra. Em resumo, se você quiser algum atendimento além do básico, será cobrado a mais.

Quando vale a pena voar de low cost?

É bom sempre avaliar as outras alternativas de transporte disponíveis na região, como o trem, o ônibus ou até o aluguel de carro. Na Europa, por exemplo, se a viagem de trem for inferior a 4 horas, a linha férrea é uma melhor opção do que um voo low cost. Até mesmo se o bilhete de trem for um pouco mais caro.

Digo isso porque as companhias áreas de baixo custo operam em aeroportos secundários e que geralmente ficam localizados em áreas distantes e nem sempre com acesso fácil. Já as estações de trem estão dentro da cidade e, muitas vezes, já conectadas com o transporte público para conexão com diversos bairros. Então, faça sempre um comparativo antes de decidir como será o seu deslocamento, ok?!

Como pesquisar e encontrar voos low cost?

Diferente das empresas normais que a gente conhece de cor e vai direto no site para pesquisar passagens, saber todas as companhias áreas low cost e em quais rotas atuam é uma tarefa difícil. Só na Europa são mais de 20 atualmente  e a lista sempre tem alterações por causa do fechamento ou abertura de novas empresas. Então, conferir uma a uma para encontrar o voo desejado seria um processo demorado. Para quem não fala outros idiomas,  é mais um problema porque nem todos permitem tradução para o português.

Por isso, as ferramentas de busca são uma mão na roda  para ajudar a encontrar essas passagens baratas. A pegadinha é que os sites mais populares, como Decolar.com, Viajanet e Submarino Viagens não mostram os bilhetes das companhias low cost ou quando mostram o preço aparece com uma taxa enorme embutida.

Então, para quem quer aproveitar as companhias low cost e economizar com deslocamentos em outros continentes, preparei uma lista dos melhores sites (todos em português!) para pesquisar e encontrar essas pechinchas:

1- Skyscanner

Esse buscador de passagens aéreas já se tornou conhecido no Brasil e foi uma excelente descoberta quando vi que o sistema trabalha com o itinerário das low cost. O site tem funcionalidades como o outlet com promoções para voar de última hora e também o banco de dados que mostra mês a mês os destinos com passagens mais baratas.  Além disso, oferece um aplicativo de celular gratuito compatível com o sistema Android e iPhone (iOS), onde é possível ativar um alerta e ser notificado quando houver bom preço da passagem que o usuário tem interesse. Para buscar passagens low cost, clique aqui!

 

2 – Omio (antigo Go euro)

Descobri esse site ao planejar minha viagem à Inglaterra e fiquei fã porque o buscador oferece um comparativo de todas as opções de transporte disponíveis. Basta digitar a origem e o destino que a ferramenta procura por voos, horários de trem e até linhas de ônibus que fazem o trajeto. No resultado são apresentados o preço do bilhete e o tempo de viagem em cada modalidade. Super prático! Quer fazer a comparação? Clique aqui.

 

3 – Kiwi

Outro site muito prático para encontrar voos low cost pelo mundo. O grande destaque para mim é uma funcionalidade que permite ver os destinos com passagens mais baratos para o período da viagem, igual o sistema que começou a ser oferecido no Google Flights. Para ver o levantamento, é só digitar a cidade de partida (sem especificar o aeroporto!) e no destino colocar a opção “qualquer local”. Voilá! É só verificar os preços no mapa e escolher para onde ir. Faça sua pesquisa!

 

4 – Momondo

Ainda não é um site tão conhecido entre os brasileiros, mas é ótimo para encontrar as passagens low cost. O site tem um diferencial porque na hora da pesquisa mostra uma barra com os preços das passagens em outros dias da semana para você comparar e escolher as datas com valores mais em conta para voar. Consulte!

 

5 – Kayak

Também é um buscador de passagens que inclui os voos low cost no sistema de pesquisa, porém não é o meu preferido. Na minha opinião, a ferramenta é muito simples e não oferece nenhuma das outras funções bacanas que encontramos nos outros sites citados. Confira!

Quanto custa viajar para o Peru?

Você já se encantou com as fotos de Machu Picchu no Instagram, virou expert na história da civilização inca depois de tanto pesquisar na internet e ficou com água na boca para experimentar os pratos típicos da culinária peruana. A única dúvida para confirmar a viagem ao Peru como próximo destino de férias é: será que cabe no orçamento?

Para te ajudar a fazer as contas, reuni neste post todos os custos para o roteiro básico de primeira viagem ao Peru, desbravando o Vale Sagrado dos incas e Machu Picchu. Os preços são apenas uma referência para facilitar o planejamento e podem ocorrer variações dependendo do perfil do viajante.

O orçamento abaixo é de um viajante econômico-moderado, com hospedagem em quartos privados de hotéis menores e alimentação em restaurantes locais baratos no Peru. Os valores aproximados em reais foram calculados com base na cotação de fevereiro de 2019.

preço Passagens aéreas para o Peru

Entre R$ 1200 e R$ 1500, saindo de São Paulo.

 

custo Hospedagem no Peru = R$ 900 reais  

A hospedagem é o item mais variável do orçamento de viagem, pois o gasto depende do perfil de cada pessoa. Os valores citados abaixo são para hotéis pequenos de 2 ou 3 estrelas, sem luxo, mas com boa estrutura.

  • 4 noites em Cusco = R$ 530 (R$ 130/noite)
  • 2 noites no Vale sagrado (1 Pisac/Urubamba + 1 Ollantaytambo) = R$ 200 (R$100/noite)
  • 1 noite em Águas Calientes = R$ 170

Topa compartilhar um quarto com outros viajantes no hostel?

Então, o gasto com hospedagem pode ser dividido por três para adequar o orçamento ao seu perfil de viajante!

Booking.com

 

preço Passeios no Vale Sagrado = R$ 580

  • Boleto turístico integral = 130 soles (R$ 155) *o boleto parcial custa 70 soles (R$ 83)
  • Excursão guiada em grupo Sacsayhuaman, Qenqo, Puca Pukara, Tambomachay = 20 dólares (R$ 80)
  • Excursão guiada em grupo Vale Sul = 20 dólares (R$ 80)
  • Excursão guiada em grupo Mara e Moray = 20 dólares (R$ 80)
  • Ingresso simples Machu Picchu – 45 dólares (R$ 180)

 

custo Transporte no peru = R$ 750

  • Passagem van de Cusco a Pisac – 14 soles (R$ 17)
  • Passagem van de Cusco a Ollantaytambo – 14 soles (R$ 17)
  • Bilhete de trem Ollantaytambo a Águas Calientes (econômica) – 70 dólares (R$ 270)
  • Bilhete de trem Águas Calientes a Ollantaytambo (econômica) – 70 dólares (R$ 270)
  • Passagem de ônibus de Águas Calientes a Machu Picchu – 24 dólares (R$ 100)
  • Passagem van Ollantaytambo a Cusco – 14 soles (R$ 17)
  • Táxi do aeroporto de cusco/hotel (ida e volta) – 40 soles (R$ 48)

 

custo Alimentação no Peru = em torno de R$ 400

40 a 50 soles por dia, incluindo café da manhã, almoço, lanche e jantar em lanchonetes/restaurantes locais. Para sete dias de viagem, o gasto total fica entre 290 a 350 soles (R$ 350 a R$ 420).

O orçamento final fica em torno de R$ 3.900 a R$ 4.000 para o roteiro de 7 dias de viagem por Cusco e demais cidades do Vale Sagrado até Machu Picchu

preços para o roteiro de viagem com lima

  • Hospedagem 3 noites em Lima – Acrescente R$ 500 (R$ 165/noite) *em caso de hostel, divida o valor por 3 para adequar o orçamento ao seu perfil
  • Ingresso Huaca Pucclana – 15 soles (R$ 18)
  • Ingresso Circuito Mágico das Águas – 4 soles (R$ 5)
  • Tour guiado a pé no Centro Histórico de Lima – 10 a 15 soles (R$ 18)
  • Ingresso basílica e catacumbas do convento de São Francisco – 15 soles (R$ 18)
  • Ingresso Museu Larco – 30 soles (R$ 35)
  • Ônibus executivo do aeroporto de Lima a Miraflores (ida e volta) – 15 dólares (R$ 60)
Ampliando o roteiro para incluir 3 dias de estadia em Lima, o custo final fica em torno de R$ 4.500.

 

Quanto dinheiro levar para o Peru?

Para o roteiro de 10 dias com stop-over em Lima, eu levei 250 dólares + 150 reais para trocar por soles. Todos os hotéis, os bilhetes de trem e o ingresso para Machu Picchu já estavam pagos. O dinheiro foi suficiente para os gastos com alimentação, compra dos outros passeios, transporte e lembrancinhas.

Águas Calientes: parada estratégica antes de Machu Picchu

Machu Picchu é impressionante e não pode faltar no roteiro de primeira viagem ao Peru, mas preciso dizer uma coisa que poucas pessoas lembram de avisar: o passeio pela cidadela inca demanda um certo grau de esforço físico.

Só para chegar ao local de observação onde são clicadas as fotos mais populares nas redes sociais já será necessário encarar uma baita subida e o sítio arqueológico tem muito mais a oferecer a quem estiver com disposição para movimentar o corpo. Então, estar descansado é fundamental para aproveitar o máximo da visita ao lugar.

Justamente por isso, Águas Calientes ocupa uma posição estratégica no roteiro básico de viagem ao Peru. O vilarejo com pouco mais de 6.000 moradores fica localizado aos pés da montanha onde as ruínas repousam, ou seja, é a parada ideal para quem precisa de uma boa noite de sono antes de encarar os altos e baixos no interior de Machu Picchu, com incontáveis degraus adaptados para a estatura dos incas – cuja a fama é que eram bem maiores do que nós.

Sendo sincera, além da parada para descanso, Águas Calientes não tem outros grandes atrativos. O vilarejo possui apenas fontes de banhos termais (entrada: 10 soles) para oferecer aos turistas, o que pode ser uma boa pedida para quem gastou energia o dia todo em trilhas por Machu Picchu. No entanto, eu preferi mesmo foi de vagar pelas ruas pequenas do povoado no tempo livre,  observar os moradores locais e admirar as imponentes montanhas ao redor.

Como chegar em Águas Calientes

Não há rodovias que ligam diretamente Águas Calientes a Cusco e Ollantaytambo. O meio de transporte mais prático é o trem, que deixa os visitantes na estação dentro do povoado. O único problema da ferrovia é o preço. O percurso ida e volta custa a partir de 150 dólares.

A alternativa para quem quiser economizar pode ser o caminho da hidrelétrica, que custa em torno de 30 dólares. O trajeto combina transporte de van e uma caminhada até Águas Calientes.  Entretanto, leve em consideração que a viagem de van dura em torno de 6 horas até a hidrelétrica e depois mais quase duas horas a pé para chegar ao vilarejo.

Águas Calientes: Hotéis perto de Machu Picchu

Com o fluxo intenso de turistas para conhecer Machu Picchu, muitas opções de hospedagem se disseminaram pelas ruelas de Águas Calientes. Há desde aluguel de quartos em casas de família até grandes hotéis de luxo para atender a todos os orçamentos de viagem.

Águas Calientes é cortada por um riacho e se divide em duas partes: o lado da estação com o mercado de artesanato e o lado da avenida principal Hermanos Ayar – de onde saem os micro-ônibus que levam até Machu Pícchu.  Na minha passagem pelo vilarejo, optei por ficar perto da avenida, tanto pela proximidade do ponto de ônibus quanto por ser uma área mais movimentada durante a noite – estava viajando sozinha e me senti mais segura.

Entre as diversas alternativas próximas à avenida Hermanos Ayar, minha escolha foi o Mantu Boutique Hotel e super recomendo. A estrutura é novinha, a cama muito confortável, banheiro moderno e tudo estava perfeitamente limpo.

O preço não é tão caro. A diária sai por volta de R$ 250, com café da manhã incluso. Se você sair de madrugada como eu para pegar os primeiros horários de ônibus para Machu Picchu, a equipe prepara uma marmita com lanche para você. A única ponderação que faço é para quem tiver problemas de locomoção, pois o hotel não tem elevador.

Quem procura opções mais baratas e com boa estrutura na região pode conferir: Angie’s Inn, El TamboHostal Urpi, Margarita’s House e Varayoc Bed & Breakfast. As diárias giram em torno de R$ 150.

Os interessados em hotéis cinco estrelas também tem como opções: Casa del Sol, Inti Punku Hotel & Suites, Hatun Boutique Machu Picchu, Tierra Viva Machu Picchu e o ultrarenomado (e mega caro!) Sumaq Hotel.  O preço das diárias varia de R$ 300 a mais de R$ 1300.

Onde comer em Águas Calientes

Por causa da enxurrada de turistas, encontrar alimentação boa e barata pode  ser um desafio no vilarejo. Para fugir de armadilhas, recomendo sempre olhar antes o cardápio que fica disponível do lado de fora e perguntar sobre taxas adicionais de serviço.

Faço um alerta para os restaurantes da avenida Imperio de Los Incas (perto da estação de ônibus e do letreiro de Machu Picchu Pueblo). Deixei quase um rim (mais de 30 soles) para pagar um almoço sem nada demais e uma garrafinha de inca cola.

Uma dica de preços melhores são os restaurantes chifas, que misturam a culinária oriental e peruana. Tem algumas coisas exóticas no cardápio, mas, em geral, será possível encontrar pratos simples como frango na chapa com batata frita (pollo a la plancha, con papas fritas).

Eu experimentei o Yakumama (103, Antisuyo), onde tem menu econômico com entrada e prato principal a partir de 15 soles. Com o meu copo de chica morada (adoro!), a conta saiu por menos de 20 so-les na época e a comi-da estava gostosa.

O Yakumama fica numa pequena tra-vessa que dá acesso à praça principal e on-de tem vários restau-rantes e cafés com valores interessantes. São diversos estilos e tem até espetinhos para quem estiver com saudade de um churrasquinho.

Além disso, tem muitos mercadinhos e pequenas padarias espalhadas pela avenida principal e também nas pequenas ruas de Águas Calientes que podem suprir com lanchinhos para enganar o estômago.

Um mergulho no passado pelas ruas de Ollantaytambo

Já pensou visitar uma cidade inca ainda habitada? Se esse é um dos seus sonhos, Ollantaytambo não pode faltar no roteiro de viagem ao Peru. Pisac, Moray e Machu Picchu foram todos abandonados após a chegada dos colonizadores espanhóis e hoje estão em ruínas, mas Ollanta nunca chegou a ser desocupada. Por isso, preserva o traçado de estreitas ruas e a organização urbana projetada por seus primeiros moradores.

Ollantaytambo era um importante centro religioso, agrícola e também militar. De acordo com as leis incas, as terras eram reservadas para a dinastia dos governantes . Devido à localização estratégica durante a invasão espanhola, o lugar serviu como um posto de defesa contra os europeus.

É claro que os incas foram substituídos ao longo dos anos pela população de nativos peruanos, mas a marca do antigo povo permanece nas vielas rústicas de Ollantaytambo, onde o asfalto nunca chegou e será possível pisar o mesmo chão de pedras por onde passaram os incas.

Ao se embrenhar nas ruas agora frequentadas por cholas – mulheres com vestes típicas do Peru –  o visitante se depara também com muros de pedra de encaixe perfeito dos incas e verá a água correr por canaletas construídas pelo antigo povo que habitou o Vale Sagrado. Tudo convivendo com as simplórias casas coloniais que abrigam os moradores e turistas, bem no meio das montanhas onde repousam as ruínas da imponente fortaleza inca.

O maior erro na visita a Ollanta é passar pelo vilarejo rápido demais. O lugar geralmente faz parte do itinerário básico de visita ao Vale Sagrado, mas a maioria dos pacotes não inclui sequer uma tarde inteira por ali. A passagem é apenas para conhecer as ruínas da fortaleza, que parece feita de ouro quando bate a luz do sol. Nessa correria, você perde a chance justamente de andar pelas antigas ruas de pedra do povoado e absorver a história contada nesse museu habitado a céu aberto.

Então, para aproveitar a experiência em Ollantaytambo, o roteiro básico de sete dias sugerido aqui no blog prevê reservar uma noite no vilarejo antes de seguir rumo a Águas Calientes e se preparar para a visita a Machu Picchu.

O tempo será suficiente para curtir o clima das ruas históricas no primeiro dia em Ollanta e desbravar a fortaleza na manhã seguinte, antes de partir para a próxima parada (não se esqueça: é necessário o boleto turístico para o ingresso ao sítio arqueológico).

Se decidir estender a estadia por Ollanta, outras ruínas rodeiam a cidade e podem ser acessadas gratuitamente por trilhas de curta duração. As principais são a colina Pinkkaylluna, com o que sobrou dos antigos armazéns incas, e a pirâmide e ponte inca de Quello Raqay. Você também pode visitar as pedreiras abandonadas de onde material de construção da cidade foi extraído, caminhar até Pumamarka ou visitar a lagoa Yanacocha. Veja mais locais encontrados a curtas caminhadas a partir do centro da cidade (site em inglês).

COMO CHEGAR EM OLLANTAYTAMBO

A partir de Cusco, é possível contratar um táxi particular para fazer o percurso até Ollanta. Outra opção é ingressar em um tour guiado em grupo pelo Vale Sagrado, com parada final no vilarejo. Eu escolhi essa opção e comprei o pacote da empresa Viajes Pacífico, incluindo todo o trajeto por Pisac, Moray, salineras de Maras e Ollantaytambo.

Além disso,  existem vans de linha que saem do centro de Cusco, de hora em hora, e custam 14 soles. As  vans são também uma opção para quem quiser retornar a Cusco, pois funcionam como uma espécie de ônibus intermunicipal.

Hospedagem: Onde ficar em Ollantaytambo

Há muitas opções de hotéis, pousadas e hostels no entorno da plaza de armas, bem perto da entrada do sítio arqueológico. Essa área é a mais interessante para ficar durante a estadia no vilarejo, pois a praça central concentra os cafés, restaurantes e mercadinhos para matar a fome. A boa notícia é que não será difícil encontrar camas em quarto compartilhado por até R$ 50 ou menos por noite e quartos privados por até R$ 150.

No alto da avenida Ferrocarril e da avenida Estudiantes, há pousadinhas simples, bem localizadas e com bons preços. Entre as alternativas estão as hospedagens Dona Catta Inn, El Chasqui, Las Orquideas Ollantaytambo, Sol Miranda, Hostel Andenes e Hospedaje Inka’s.

Na minha viagem, fiquei hospedada no Hostal Los Andenes e paguei cerca de R$ 120 por um quarto privativo, com café-da-manhã incluso a diária. Tudo estava limpo e o banheiro era todo renovado, inclusive com água bem quente no chuveiro. Oferecem até aquecedores portáteis sem custo adicional e guardam as malas após o check-out para os interessados em explorar mais Ollantaytambo. O local tem ainda dormitórios compartilhados para quem quiser economizar mais. O preço gira em torno de R$ 40 cama/noite.

Na parte antiga da cidade, há ainda diversos tipos de hospedagem com preços bem acessíveis. Só faço uma ponderação: à medida em que as ruas se afastam da praça, a região é bem menos iluminada e mulheres viajando sozinhas podem se sentir um pouco inseguras depois do anoitecer. Se for o caso, escolha os estabelecimentos que ficarem mais perto da Plaza de Armas, como: Killari Hostal Ollantaytambo, Pousada Inka Wasi, B&B Chayana Wasi e Mama Killa Hostal.

A região com maior concentração hoteleira fica a aproximadamente 15 minuto da estação ferroviária de onde saem os trens com destino a Águas Calientes, o povoado mais próximo de Machu Picchu. O trajeto pode ser feito a pé ou nos pitorescos tuk-tuks, que cobram apenas 2 soles por viagem.

Onde comer em Ollantaytambo

A região da Plaza de Armas em Ollantaytambo reúne a maior parte das lanchonetes, restaurantes e cafeterias do povoado. Sanduíches e pratos simples podem ser encontrados nos cardápios por algo em torno de 15 soles. Já refeições mais elaboradas não sairão por menos de 20 soles.

Na minha passagem por Ollanta, estava sem muita fome e a minha pedida foi apenas por uma enorme xícara quente de cappuccino com bolo para encerrar o dia, o que acabou me atraindo para a vitrine cheia de confeitarias do La Esquina Café. A conta saiu por cerca de 14 soles.

Em uma conferida pelo cardápio, não achei os preços dos outros pratos baratos. Porém, como eu estava com saudade de um lanchinho simples de padaria brasileira, foi exatamente o que eu precisava e o lugar é bem charmoso, com varanda para a praça principal.

Uma outra indicação pode ser o Hearts Cafe, com preços mais em conta e cardápio variado. Porém, não tive oportunidade de testar porque só encontrei o lugar quando estava rumo a estação de trem para ir embora.

Confira no TripAdvisor outras recomendações de restaurantes BBB (bom-bonito-barato) para experimentar em Ollantayambo.

15 restaurantes bons e baratos em Cusco

Alimentação é sempre um desafio no orçamento de qualquer viagem. Os locais turísticos costumam sempre ter preços elevados e, no Peru, um fator torna os cardápios ainda mais salgados:  Continuar lendo “15 restaurantes bons e baratos em Cusco”

Cusco: o que fazer e hotéis para se hospedar

Cusco pode não ser a capital do Peru e nem a maior cidade do país, mas é a porta de entrada para o território inca e certamente o destino mais procurado pelos viajantes de diversas partes do mundo interessados em conhecer um pouco da cultura e da história de um dos maiores impérios da América Latina.

No passado, a administração política e o centro de forças armadas do império inca ficavam localizados em Cusco, que significa “Umbigo do Mundo” em quechua. Por isso, toda a região guarda ainda os vestígios da antiga civilização andina.

Mesmo quem não tiver curiosidade em conhecer as ruínas ao redor já terá uma experiência única ao se aventurar só na cidade de Cusco, declarada como patrimônio cultural da humanidade por ser “testemunha” da intervenção dos colonizadores europeus na cultura andina, com inúmeras construções antigas que mesclam em suas paredes resquícios da engenharia inca e adaptações arquitetônicas (totalmente questionáveis) introduzidas pelos espanhóis.

História à parte, o labirinto de ruelas do centro histórico e a rusticidade das pequenas casas de Cusco carrega uma certa magia, especialmente quando o cenário é banhado com a meia-luz amarelada dos postes da rua. Se já está ansioso para se perder por esse lugar, anote as principais atrações turísticas e também as dicas para organizar a estadia na cidade.

Do aeroporto de Custo até o hotel

O aeroporto de Cusco fica a cinco quilômetros do centro histórico da cidade, região que concentra os hotéis e as principais atrações turísticas. Diferente de Lima, não há um serviço de ônibus executivo entre o aeroporto e o centro de Cusco.

É claro que existe o transporte público, mas os ônibus de linha são complicados para a utilização do visitante. Cusco é atendida por uma rede de micro-ônibus operada por empresas privadas e cada uma tem uma rota específica que passa por diversos pontos. A passagem custa em torno de 1 sole.

Entretanto, não há um cronograma fixo e podem ocorrer alterações nos pontos de parada sem aviso prévio. Até o momento, sequer era possível consultar os trajetos de cada linha. Além disso, os assentos são muito limitados, os veículos andam lotados e não há armazenamento de bagagem. Mesmo defensora do transporte coletivo e carregando só uma mala pequena, eu não encarei a aventura e preferi chamar um táxi.

Para diminuir o perrengue, acionei a empresa Taxidatum e recomendo. Você pode fazer todo o agendamento pelo site na internet e eliminar o estresse de ficar caçando ponto de táxi na rua. No horário marcado, o motorista já estará aguardando no pátio externo. Meu voo até atrasou um pouco, mas não tive problemas.  O preço foi 20 soles.

Outra opção para o deslocamento ao desembarcar no aeroporto e para retornar ao terminal é o uber. Sim, o aplicativo já funciona no Peru e costuma ter bastante carro disponível. Em média, a corrida custa 15 soles cada trecho.

Hotéis: Onde ficar em Cusco

Uma região bem gostosa e segura fica no entorno da calle Ruínas, bem na entrada do bairro de San Blas. Ali você ficará localizado a menos de cinco minutos a pé da praça das Armas, mas sem aquela muvuca que sempre afeta áreas muito turísticas.

Há opções de hospedagem para todos os bolsos, inclusive hostel e guest houses com valores baratinhos. Para viajantes econômicos, várias pequenas pousadas se espalham na região com diárias a partir de R$150, como a La Pousada del Viajero, Hosteria de Anita, Orquidea del Cusco, MOAF Cusco Boutique Hotel, Tukuna Cusco, Casa Grande Colonial Palace e Inkas Machupicchu Inn.

Há também hotéis locais de médio porte como o Emperador Plaza, Monasterio del Inca, Hotel Santa Maria, Casona Boutique, Loreto Boutique Hotel, La Casa de Selenque, Hotel Tupac Yupanqui e Hostal El Triunfo na faixa de R$ 250 por noite. Já quem não abre mão dos cinco estrelas, terá o Hotel Suenos del Inca e unidades de grandes redes como JW Merriot e Novotel.

Outra boa alternativa é o entorno do Qorikancha – Templo do Sol, que é o limite no mapa para quem não quer sofrer ao subir até a praça de armas. Entre as indicações de hospedagem boa e barata nessa região estão: o Hotel Boz Art (diárias em torno de R$ 200) e o Hostal Lucerito (menos de R$ 100 por noite), colados na avenida Sol; e nas ruas menores que levam ao templo há ainda La Casona de Rimacpampa, La Casa de Fray Bartolome e Hotel Casa Limacpampa, com diárias em torno de R$ 150 a R$ 200.

Sim, você vai encontrar muitos hotéis baratinhos para baixo do Qorikancha, mas, com as limitações impostas ao nosso corpo por causa da altitude de Cusco, subir o morrinho até a praça de Armas pode se mostrar cansativo e prejudicar as andanças.

Quer pagar a hospedagem em reais e parcelado?

Onde comer em Cusco

A culinária cusquenha se tornou moda e muitos viajantes não resistem a experimentar as iguarias da gastronomia peruana ao visitar o país. Justamente por causa dessa tendência, muitos restaurantes têm preços um tanto inflacionados para quem está com o orçamento apertado.

Uma dica que ajudará a controlar os gastos é optar pelo menu turístico dos restaurantes, que oferece uma opção de entrada, prato principal, bebida ou sobremesa por um preço menor. No centro histórico, é bem fácil achar locais que cobram entre 25 a 30 soles por essa opção do cardápio.

Entretanto, se você prefere economizar ainda mais com comida, encontrei muitos restaurantes, cafeterias e lanchonetes com preços mais conta e que oferecem uma boa refeição por algo em torno de 15 soles na calle Choqechaka, bem perto da pedra de 12 ângulos. Coloca no GPS e corre para lá porque é certeza de comer gostoso sem gastar muitos soles.

turismo: O que fazer em Cusco

Se você decidiu seguir o itinerário sugerido no blog para a primeira visita ao Peru, o roteiro terá, no mínimo, três noites em Cusco. Será o suficiente para ver o essencial sem passar correndo por vários lugares.

  • Primeiro dia

No dia de chegada a Cusco, o ideal é fazer atividades leves por causa da aclimatação. A cidade fica a 3.400 metros acima do nível do mar e o ar é mais escasso, então vá com calma para evitar o soroche – mal estar que causa dores de cabeça, cansaço extremo, falta de ar e desarranjo intestinal.

Se chegar à cidade de dia, uma boa ideia é percorrer as agências (são várias) na região do centro histórico e conferir os passeios interessantes para fazer no dia seguinte. Depois aproveite para observar a arquitetura das construções da praça e para perambular pelas ruelas antigas.

Vá até a Calle Hatunrumiyoc e tente achar a pedra de 12 ângulos, que dizem sustentar toda a estrutura de um muro de um antigo palácio inca. Ou então, caminhe até o mercado de San Pedro para ver o artesanato e os aromas típicos do Peru.

Caso ainda tenha tempo no primeiro dia, conhecer o Qoricancha ou Templo do Sol é uma ótima forma de dar boas vindas a Cusco. O lugar é uma igreja católica, mas foi construída pelos espanhóis sobre o muro de um templo inca. No interior, há inclusive paredes remanescentes do Templo do Sol original, que chamam a atenção pelo alinhamento em perfeita simetria e a junção das rochas sem uso de cimento ou argamassa.

O ingresso custa 15 soles e o horário de visitação é das 8h30 às 17h30. Para conhecer com calma, tenha certeza de chegar, pelo menos, 40 minutos antes do horário de fechamento ou então deixe a visita para as atividades do dia seguinte.

Para quem curte igrejas e arquitetura, uma proposta de passeio leve é visitar o interior da catedral de Cusco na praça de armas. A entrada custa 25 soles e o horário de abertura é das 10h às 18h.

Além do visual com influências góticas, maneiristas e barrocas, o local reúne obras de artesanato cusquenho, uma versão curiosa de “Última Ceia” em que o prato principal é o cuy (porquinho da india) assado e também a imagem de um Jesus Cristo que se amorenou devido à fumaça das velas dos devotos.

  • Segundo dia

Bem descansado depois de uma noite tranquila de sono, o segundo dia pode ser destinado a passeios pelos sítios arqueológicos perto de Cusco e também às visitas aos locais que não deu tempo de ver no dia de chegada a Cusco.

Os dois pacotes mais comuns oferecidos pelas agências são: o tour que envolve as ruínas ao norte (Sacsayhuaman, Qenqo, Puca Pucara, Tambomachay e o mirante do Cristo Blanco) e o outro tour envolve o Vale Sul (Tipon, Piquillacta e Andahuaylillas). Não é possível fazer todos em um dia. Então, será necessário escolher o passeio que mais te interessa ou acrescentar mais uma noite em Cusco se decidir fazer o itinerário completo, como eu acabei fazendo.

É também possível contratar um táxi e mesclar as atrações (Sacsayhuaman, Qenqo e Tipon foram os lugares que mais gostei, a propósito hehehe). Se essa for sua decisão, só recomendo ter a companhia de um guia turístico porque será necessário para entender a função e a história dos locais. É claro que essa alternativa sairá mais caro, principalmente se estiver viajando sozinho.

Seja a sua escolha por um tour em grupo ou um passeio privativo, fique atento porque será necessário comprar o boleto turístico para visitar os sítios arqueológicos. O preço varia de 70 a 130 soles, dependendo do número de atrações inclusas e prazo de validade.

  • Local de venda: Cosituc
  • Endereço: Av. El Sol, 103, Galerías Turísticas
  • Telefone: 084 22-7037
  • Horário: diariamente 8h-18h

Depois de tanta peregrinação, curta a noite em Cusco. Uma programação bem legal para quem curte experimentar gastronomia é fazer uma aula para aprender a fazer o pisco sour e ainda degustar a bebida típica do Peru. Você pode reservar pelo link.

  • Terceiro dia

É hora de se aprofundar mais no território dos incas e desbravar outro cantinho do Vale Sagrado: o sítio arqueológico de Pisac. A 35 km de Cusco, o caminho que se percorre em 50 minutos, por uma estrada estreita e sinuosa.

Pisaq é dividida em duas parte: o vilarejo e o sítio arqueológico no alto da montanha. Na vila, há um mercado central bem diversificado e com inúmeras barracas de artesanato peruano, mas nada tão original.

Já o sítio guarda o que sobrou de uma cidadela com funções agrícolas e militares, que estava estrategicamente posicionada no caminho inca entre Cusco e a selva amazônica para facilitar o controle do acesso ao Vale Sagrado. Justamente por isso a visita às ruínas oferece uma das visões mais espetaculares do Vale. Prepare o fôlego para a subida, pois o topo onde ficava o observatório astronômico está a 3.514 metros acima do mar. Cansa, mas a paisagem compensa. E atenção: você precisará ter um boleto turístico para entrar no sítio arqueológico.


Para fazer o bate-volta a Pisac, é possível utilizar:

– Van de linha (colectivo): funcionam como se fossem ônibus regulares e com saídas a cada 10 minutos da calle Puputi, a 1,5 km da Plaza de Armas (20 minutos a pé ou 5 minutos de táxi, por 5 soles). A passagem custa entre 4 e 5 soles por pessoa em cada direção. As vans param na parte plana da Pisaq. Então, ainda será preciso negociar um táxi no local para subir ao sítio arqueológico (entre 20 e 30 soles/6 e 8 dólares em cada direção – a cooperativa fica na av. Amazonas, junto à ponte).

– Tour guiado privado com motorista e guia: as agências de turismo vão cobrar entre 100 e 130 dólares.

– Tour privado com motorista, sem guia: a Real Inka (av. Grau, 496, esquina Pavitos, tel. 084 24-6245) cobra 55 dólares.

– Táxi: na calle Pavitos ou na calle Puputi é possível negociar e conseguir um táxi por algo entre 45 e 55 soles/15 dólares até Pisaq. Tratar passeios com profissionais avulsos sempre é mais arriscado do que com empresas. Para voltar você precisará negociar outro táxi em Pisaq.

– Tour guiado em grupo de van ou ônibus: eu não consegui encontrar um passeio de um dia exclusivo por Pisac nas agências. A maioria tenta espremer Chinchero e Ollantaytambo num circuito super corrido, o que não recomendo.


Depois de procurar bastante, achei um tour de dois dias que caiu como uma luva no meu roteiro. O itinerário reservava o primeiro dia para conhecer uma reserva ecológica de llamas (Awana Kancha), Pisac e o museu Inkary. Já no dia seguinte, seguimos para visitas ao sítio de Moray, às salineras de Maras e chegamos a Ollantaytambo. Tudo percorrido sem correria.

O guia turístico, transporte, ingressos e almoço estavam inclusos no pacote, que custou R$ 500. Como estava sozinha, valeu a pena porque não precisei ficar correndo atrás de táxi para os deslocamentos. Quem se interessar, vou deixar aqui o link da excursão. Você pode inclusive pagar em reais e parcelado!

ATENÇÃO: se optar por esse tour que eu fiz, você não voltará para Cusco depois de conhecer Pisac no dia 3. Então, reserve estadia em Urubamba, de onde você seguirá na excursão pelo Vale Sagrado no dia seguinte para chegar a Ollantaytambo.

  • Quarto dia

É hora de se despedir de Cusco (temporariamente). Faça check out no hotel e embarque no passeio rumo às salineras de Maras, Moray e Ollantaytambo. Esse itinerário é uma estratégia para otimizar o tempo da viagem e conseguir visitar mais lugares.


As opções de transporte para o deslocamento são:

– Tour guiado de van ou ônibus: verifique se Ollantaytambo é a última parada e se deixam você levar sua mochila. Preços em torno de 70 ou 80 soles por pessoa (25 dólares)

– Vans de lina: Da esquina da calle Pavitos com av. Grau saem microônibus da Real Inka o dia inteiro, que vão a Ollantaytambo via Urubamba por 12 soles (1h45 de viagem). Você fazer Moray e Salineras num tour de meio dia (entre 30 e 40 soles/13 dólares por pessoa) e depois pode usar esse serviço para ir a Ollantaytambo.

– Tour guiado privado, com motorista e guia: as agências vão cobrar entre 170 e 200 dólares pelo carro.

– Tour privado com motorista, sem guia: a Real Inka (av. Grau, 496, esquina Pavitos, tel. 084 24-6245) cobra 80 dólares pelo carro com motorista, sem guia. A TaxiDatum cobra 65 dólares pelo carro com motorista, sem guia.

– Táxi: na calle Pavitos, você pode conseguir um táxi por algo entre 120 e 150 soles (45 dólares).


 

As Salinas de Maras são formadas por  tanques de extração de sal que remontam a dois mil anos, antes até dos incas. Cada um dos tanques é alocado a uma família que mora na região e passado de geração em geração. No local, e possível conhecer um pouco do estilo de vida e do trabalho de uma parte dos moradores do Vale Sagrado. De bônus, ainda tem uma vista sensacional das montanhas e vendem uns chips de banana de comer rezando nas barraquinhas da entrada (#ficaadica)

Já Moray apresenta uma série de terraços escavados na montanha, perfeitamente circulares e concêntricos. À primeira vista, até poderíamos pensar que a estrutura funcionava como uma arena ou um estádio, mas não. Os estudiosos tendem a concordar que Moray era um laboratório agrícola onde sementes eram testadas sob condições diferentes oferecidas por cada ‘degrau’ dos terraços.

A parada final do quarto dia, Ollantaytambo, é um tesouro que passa quase despercebido no roteiro de muitos turistas. Os apressados acabam apenas indo conhecer as imponentes ruínas da fortaleza e ignoram as vielas da parte mais antiga da cidade, que preservam até hoje o mesmo traçado dos tempos incas. Então, não deixe de passar uma noite em Ollanta  para se perder um pouco por elas.

ATENÇÃO: o boleto turístico é necessário para o acesso às ruínas de Moray e entrada na fortaleza de Ollanta