Como pesquisar voos low cost?

Em tempos de dólar nas alturas, a gente sempre fica atrás de formas para economizar e não extrapolar o orçamento de viagem. O desafio para nós, brasileiros de classe média, é contornar o câmbio desfavorável sem prejudicar o nosso rolê internacional. Como o blog é escrito por alguém que sofre como você na batalha contra os boletos, vou te dar uma dica preciosa para ajudar a gastar menos.

Talvez você já tenha ouvido falar ou lido uma reportagem sobre as companhias aéreas low cost. Essas empresas são famosas por oferecer passagens de avião bem baratas. Às vezes, até como promoções enlouquecedoras de menos de 10 dólares ou euros. As low cost são mais conhecidas na Europa, mas existem praticamente no mundo todo e podem ser estratégias para dar um upgrade no seu roteiro, sem pagar uma fortuna.

O conceito de empresa low cost teve origem nos Estados Unidos e se popularizou na Europa durante os anos noventa. Essas companhias oferecem baixas tarifas eliminando custos derivados de serviços tradicionais oferecidos aos passageiros, como marcação de assentos, refeições, despacho de bagagens e entretenimento de bordo.

Como funcionam os voos low cost?

O negócio é baseado na simplicidade do serviço e não há distinção de classes nos voos (todo mundo é econômica hehehe). O preço básico ofertado ao passageiro inclui apenas o direto do embarque e uma mala pequena de proporções e volume específico. Sempre confira (e siga!) a informação sobre a bagagem no site antes de confirmar a compra para evitar dores de cabeça.

Você pode comprar peso adicional ou o despacho de bagagens. Mas atenção:  se precisar do volume extra, compre pela internet antecipadamente porque o preço geralmente será mais extremamente mais barato que no balcão do aeroporto. Aliás, o check-in do voo também deve ser feito online. Do contrário, será preciso pagar taxa extra. Em resumo, se você quiser algum atendimento além do básico, será cobrado a mais.

Quando vale a pena voar de low cost?

É bom sempre avaliar as outras alternativas de transporte disponíveis na região, como o trem, o ônibus ou até o aluguel de carro. Na Europa, por exemplo, se a viagem de trem for inferior a 4 horas, a linha férrea é uma melhor opção do que um voo low cost. Até mesmo se o bilhete de trem for um pouco mais caro.

Digo isso porque as companhias áreas de baixo custo operam em aeroportos secundários e que geralmente ficam localizados em áreas distantes e nem sempre com acesso fácil. Já as estações de trem estão dentro da cidade e, muitas vezes, já conectadas com o transporte público para conexão com diversos bairros. Então, faça sempre um comparativo antes de decidir como será o seu deslocamento, ok?!

Como pesquisar e encontrar voos low cost?

Diferente das empresas normais que a gente conhece de cor e vai direto no site para pesquisar passagens, saber todas as companhias áreas low cost e em quais rotas atuam é uma tarefa difícil. Só na Europa são mais de 20 atualmente  e a lista sempre tem alterações por causa do fechamento ou abertura de novas empresas. Então, conferir uma a uma para encontrar o voo desejado seria um processo demorado. Para quem não fala outros idiomas,  é mais um problema porque nem todos permitem tradução para o português.

Por isso, as ferramentas de busca são uma mão na roda  para ajudar a encontrar essas passagens baratas. A pegadinha é que os sites mais populares, como Decolar.com, Viajanet e Submarino Viagens não mostram os bilhetes das companhias low cost ou quando mostram o preço aparece com uma taxa enorme embutida.

Então, para quem quer aproveitar as companhias low cost e economizar com deslocamentos em outros continentes, preparei uma lista dos melhores sites (todos em português!) para pesquisar e encontrar essas pechinchas:

1- Skyscanner

Esse buscador de passagens aéreas já se tornou conhecido no Brasil e foi uma excelente descoberta quando vi que o sistema trabalha com o itinerário das low cost. O site tem funcionalidades como o outlet com promoções para voar de última hora e também o banco de dados que mostra mês a mês os destinos com passagens mais baratas.  Além disso, oferece um aplicativo de celular gratuito compatível com o sistema Android e iPhone (iOS), onde é possível ativar um alerta e ser notificado quando houver bom preço da passagem que o usuário tem interesse. Para buscar passagens low cost, clique aqui!

 

2 – Omio (antigo Go euro)

Descobri esse site ao planejar minha viagem à Inglaterra e fiquei fã porque o buscador oferece um comparativo de todas as opções de transporte disponíveis. Basta digitar a origem e o destino que a ferramenta procura por voos, horários de trem e até linhas de ônibus que fazem o trajeto. No resultado são apresentados o preço do bilhete e o tempo de viagem em cada modalidade. Super prático! Quer fazer a comparação? Clique aqui.

 

3 – Kiwi

Outro site muito prático para encontrar voos low cost pelo mundo. O grande destaque para mim é uma funcionalidade que permite ver os destinos com passagens mais baratos para o período da viagem, igual o sistema que começou a ser oferecido no Google Flights. Para ver o levantamento, é só digitar a cidade de partida (sem especificar o aeroporto!) e no destino colocar a opção “qualquer local”. Voilá! É só verificar os preços no mapa e escolher para onde ir. Faça sua pesquisa!

 

4 – Momondo

Ainda não é um site tão conhecido entre os brasileiros, mas é ótimo para encontrar as passagens low cost. O site tem um diferencial porque na hora da pesquisa mostra uma barra com os preços das passagens em outros dias da semana para você comparar e escolher as datas com valores mais em conta para voar. Consulte!

 

5 – Kayak

Também é um buscador de passagens que inclui os voos low cost no sistema de pesquisa, porém não é o meu preferido. Na minha opinião, a ferramenta é muito simples e não oferece nenhuma das outras funções bacanas que encontramos nos outros sites citados. Confira!

Primeira viagem internacional: tire o projeto do papel

A primeira vez que a ideia de conhecer o mundo acendeu uma faísca na minha mente, eu ainda nem estava com o diploma de jornalista na mão. Ali, recém-saída da adolescência, andava  com a cabeça deslumbrada pelos cenários dos meus filmes e seriados favoritos… E nenhum deles era em solo tupiniquim!

Cresci na época que cinema nacional era mato e sequer existia essa moda de séries brasileiras. Então, retratos do Central Park em Nova York, do Big Ben em Londres, da Torre Eiffel em Paris e de tantos outros cantos famosos do globo imperavam no imaginário da garota aqui. Porém, eu nunca achei que esses lugares seriam mais do que paisagens conhecidas por fotografias.

Tudo parecia fora do alcance para quem não era de uma família com dinheiro sobrando e ainda morava bem no interior de Minas Gerais, longe das mil possibilidades que grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro podem oferecer.

Em meio a esses pensamentos, veio a correria da faculdade, depois o estresse para concluir o curso,  logo substituído pelo desespero de ser lançada sem experiência no mercado de trabalho e a pressão para conseguir o primeiro emprego. Muitas cinzas abafaram aquela faísca adolescente,  mas a brasa continuou viva lá embaixo… Até que um dia, há três anos, parece que jogaram gasolina e o braseiro voltou a pegar fogo.

Sendo bem sincera, o combustível foi a chegada dos trinta e poucos anos. Entrar nessa nova etapa da vida sem cumprir o roteiro básico de marido e filhos não era exatamente o que havia planejado, mas não dependia apenas de mim para mudar essa realidade, né? Afinal, qualquer relacionamento exige uma segunda parte interessada na gente kkkk

Por outro lado, organizar a tão sonhada viagem internacional era um projeto que precisava apenas do meu esforço. Foi assim o pontapé para tirar o passaporte e começar a pesquisa sobre o roteiro, preço das passagens, hospedagem e dinheiro para levar.

Coloquei tudo no papel em 2015, fiz as contas de acordo com meu orçamento e me preparei para embarcar só dois anos depois na primeira aventura fora do país. Sem pressa, de acordo com o meu ritmo e minhas condições financeiras.

É claro que dinheiro não foi o único desafio ao longo do caminho. A falta de companhia e o medo de estar sozinha quase me fizeram desistir. Até chamei amigos para ir junto e mostrei que o investimento não era impossível, mas ninguém aceitou o convite. Cada um estava ocupado com as próprias batalhas. O jeito então foi me contentar em estar comigo mesma.

Os milhares de planos rascunhados na cabeça se transformaram em fato real assim que comprei as passagens aéreas com destino a Inglaterra. Quase 30 dias sozinha em outro país (bem ousada, né!).

O bilhete sem cancelamento grátis eliminou a possibilidade de voltar atrás e, a partir do clique para confirmar, o restante foi acontecendo: defini quais cidades fariam parte do roteiro, reservei hotéis, consultei mapas, comprei os bilhetes de trem, garanti o ingresso para o teatro e atrações turísticas… De repente, já era hora de fazer as malas e seguir rumo ao aeroporto.

Enquanto eu conferia pela trigésima vez os documentos, o dinheiro e checava se nada estava faltando, um turbilhão de perguntas agitava os pensamentos: será que meu inglês estava bom? O que eu faço se me barrarem na imigração? Que ideia maluca foi essa de me enfiar sozinha em outro continente?

As dúvidas sumiram assim que eu me vi cruzando o rio Tâmisa pela primeira vez. Sabe aquele mico de chorar no busão? Eu paguei, mas nem fiquei com vergonha porque eu tinha acabado de perceber como era possível realizar o sonho de conhecer novos lugares mundo afora, mesmo para nós, pobres mortais, que tem alguns poucos reais na conta bancária. Basta planejamento, paciência e dar o primeiro passo para colocar o projeto em execução.

Hoje faz exatamente um ano do início dessa aventura. Para comemorar a data, vou trazer nos próximos posts bastante conteúdo para ajudar quem se encontra com as mesmas perguntas e dúvidas que eu tive. Então, fique ligado que vai ter guia com o passo a passo para organizar a primeira viagem internacional sozinha, dicas para driblar o dólar caro e até estratégias para montar roteiros de viagem personalizados.