Eurotrip: 5 países para um roteiro de viagem incluindo a Inglaterra

Realizar uma eurotrip e aproveitar as férias para conhecer vários lugares é um dos sonhos da maioria dos viajantes. O difícil é decidir Continuar lendo “Eurotrip: 5 países para um roteiro de viagem incluindo a Inglaterra”

Guia para ver Londres de cima gastando pouco (ou nada!)

Com uma das moedas mais valorizadas do mundo, a Inglaterra é o destino dos sonhos para muitos viajantes brasileiros. A visita só acaba sendo adiada por causa do desafio de enfrentar o câmbio desfavorável do real frente à majestosa (vai ter referência à realeza no texto sim!) libra esterlina. Por isso, vou trazer algumas dicas para ajudar a conhecer Londres gastando pouco.

Preciso dizer que não considero a Inglaterra um país caro. Digo do ponto de vista de gasto diário com alimentação, transporte e passeios. Um média de 40 libras por dia é suficiente para aproveitar muito, sem passar aperto.

Leia Mais:  25 restaurantes em Londres com comida barata

No entanto, algumas atrações, como a London Eye, podem sair caro para o nosso bolso tupiniquim. O “voo” de 30 minutos na famosa roda-gigante, por exemplo, custa 27 libras. Então, como £1 custa algo em torno de R$5 devido à desvalorização da nossa moeda, resolvi trazer dicas aqui no blog para organizar o roteiro por Londres sem gastar nem um penny, quer dizer, centavo.

E já que citei a London Eye, vamos falar de passeios para os fanáticos por fotografia que vivem atrás do ângulo perfeito para clicar os cartões postais do destino. Anota aí os lugares com as melhores vistas da capital britânica e com entrada gratuita para economizar no orçamento de viagem.

Londres gastando pouco: mirante gratuito do One New Change 

Quem iria imaginar que uma das melhores vistas da catedral de St. Paul estaria no terraço de um shopping. Não precisa comprar nada para entrar. Só pegue o elevador de vidro até a cobertura e se delicie com a paisagem grátis de Londres. Uma dica é deixar para ir perto no fim do dia e esperar o pôr-do-sol. Pode me agradecer depois, okay?!

Endereço: 1 New Change, London, EC4M 9AF 

Mirante gratuito do Shopping One New Change oferece vista privilegiada da catedral St Paul em Londres

 

Passeio grátis em Londres: Tate Modern

O museu de arte moderna mais visitado do mundo é também estrategicamente localizado em frente à Millennium Bridge e tem uma plataforma com uma panorâmica privilegiada do Tâmisa. Para conferir o acervo e a vista, você não precisa pagar nada! A propósito, a maioria dos museus em Londres são gratuitos e uma excelente opção de passeio para viajantes econômicos.

Endereço: Bankside, London, SE1, 9TG

rio Tâmisa visto de cima a partir do Tate Modern em Londres

 

Atração de graça em Londres: Sky Garden

Um dos edifícios mais altos de Londres oferece uma vista de primeira da Tower Bridge, que reina absoluta nas fotos da terra da rainha. Só é necessário agendar a visita com bastante antecedência, mas você não paga nenhum centavo para subir e curtir o cenário.

Endereço: Sky Garden Walk, London, EC3M 8AF (a entrada fica em 20 Fenchurch Street)

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Dica para gastar pouco em Londres: The Point no Greenwich Park

O Greenwich Park, perto do Royal Observatory, é um ótimo lugar para curtir o skyline de Londres. Para encontrar um espaço menos lotado de turistas e paus-de-selfie, siga dez minutos pela trilha do parque e pare no The Point.

A vista é praticamente a mesma, porém você vai poder desfrutar com mais sossego. Quem sabe até fazer um piquenique com as delícias baratinhas compradas nos mercadinhos de Londres, hein?

Endereço: Point Hill, SE10.

Greenwich é opção de passeio em Londres gastando pouco

 

Passeios baratos em Londres:  Westminster Bridge, Millenium Bridge e London Bridge

Essa vista não é para ver Londres do alto, mas vale a pena. As três pontes oferecem ângulos bacanas para observar os principais cartões-postais da terra da rainha. Da Westminister Bridge, você terá os melhores cliques do Big Ben e da London Eye. A  Millenium Bridge tem um dos ângulos mais bacanas da catedral de St. Paul e a London Bridge é um ótimo ponto de observação dos arranha-céus como The Shard e da Tower Bridge.

Caminhada pela Millenium Bridge para conhecer Londres gastando pouco

 

Bônus: O ingresso é pago, mas é baratinho!
Uma forma de atravessar o rio Tamisa para chegar a Greenwich é o teleférico da Emirates. O bilhete custa menos de 5 libras e você ainda ganha uma paisagem linda de Londres. Além disso, sabia que é possível subir na passarela superior da Tower Bridge? O ingresso custa menos de 10 libras e o lugar garante uma vista privilegiada de prédios icônicos de Londres, como o Walkie Talkie e o The Shard. Depois, se diverta caminhando aleatoriamente às margens do Tâmisa.

Águas Calientes: parada estratégica antes de Machu Picchu

Machu Picchu é impressionante e não pode faltar no roteiro de primeira viagem ao Peru, mas preciso dizer uma coisa que poucas pessoas lembram de avisar: o passeio pela cidadela inca demanda um certo grau de esforço físico.

Só para chegar ao local de observação onde são clicadas as fotos mais populares nas redes sociais já será necessário encarar uma baita subida e o sítio arqueológico tem muito mais a oferecer a quem estiver com disposição para movimentar o corpo. Então, estar descansado é fundamental para aproveitar o máximo da visita ao lugar.

Justamente por isso, Águas Calientes ocupa uma posição estratégica no roteiro básico de viagem ao Peru. O vilarejo com pouco mais de 6.000 moradores fica localizado aos pés da montanha onde as ruínas repousam, ou seja, é a parada ideal para quem precisa de uma boa noite de sono antes de encarar os altos e baixos no interior de Machu Picchu, com incontáveis degraus adaptados para a estatura dos incas – cuja a fama é que eram bem maiores do que nós.

Sendo sincera, além da parada para descanso, Águas Calientes não tem outros grandes atrativos. O vilarejo possui apenas fontes de banhos termais (entrada: 10 soles) para oferecer aos turistas, o que pode ser uma boa pedida para quem gastou energia o dia todo em trilhas por Machu Picchu. No entanto, eu preferi mesmo foi de vagar pelas ruas pequenas do povoado no tempo livre,  observar os moradores locais e admirar as imponentes montanhas ao redor.

Como chegar em Águas Calientes

Não há rodovias que ligam diretamente Águas Calientes a Cusco e Ollantaytambo. O meio de transporte mais prático é o trem, que deixa os visitantes na estação dentro do povoado. O único problema da ferrovia é o preço. O percurso ida e volta custa a partir de 150 dólares.

A alternativa para quem quiser economizar pode ser o caminho da hidrelétrica, que custa em torno de 30 dólares. O trajeto combina transporte de van e uma caminhada até Águas Calientes.  Entretanto, leve em consideração que a viagem de van dura em torno de 6 horas até a hidrelétrica e depois mais quase duas horas a pé para chegar ao vilarejo.

Águas Calientes: Hotéis perto de Machu Picchu

Com o fluxo intenso de turistas para conhecer Machu Picchu, muitas opções de hospedagem se disseminaram pelas ruelas de Águas Calientes. Há desde aluguel de quartos em casas de família até grandes hotéis de luxo para atender a todos os orçamentos de viagem.

Águas Calientes é cortada por um riacho e se divide em duas partes: o lado da estação com o mercado de artesanato e o lado da avenida principal Hermanos Ayar – de onde saem os micro-ônibus que levam até Machu Pícchu.  Na minha passagem pelo vilarejo, optei por ficar perto da avenida, tanto pela proximidade do ponto de ônibus quanto por ser uma área mais movimentada durante a noite – estava viajando sozinha e me senti mais segura.

Entre as diversas alternativas próximas à avenida Hermanos Ayar, minha escolha foi o Mantu Boutique Hotel e super recomendo. A estrutura é novinha, a cama muito confortável, banheiro moderno e tudo estava perfeitamente limpo.

O preço não é tão caro. A diária sai por volta de R$ 250, com café da manhã incluso. Se você sair de madrugada como eu para pegar os primeiros horários de ônibus para Machu Picchu, a equipe prepara uma marmita com lanche para você. A única ponderação que faço é para quem tiver problemas de locomoção, pois o hotel não tem elevador.

Quem procura opções mais baratas e com boa estrutura na região pode conferir: Angie’s Inn, El TamboHostal Urpi, Margarita’s House e Varayoc Bed & Breakfast. As diárias giram em torno de R$ 150.

Os interessados em hotéis cinco estrelas também tem como opções: Casa del Sol, Inti Punku Hotel & Suites, Hatun Boutique Machu Picchu, Tierra Viva Machu Picchu e o ultrarenomado (e mega caro!) Sumaq Hotel.  O preço das diárias varia de R$ 300 a mais de R$ 1300.

Onde comer em Águas Calientes

Por causa da enxurrada de turistas, encontrar alimentação boa e barata pode  ser um desafio no vilarejo. Para fugir de armadilhas, recomendo sempre olhar antes o cardápio que fica disponível do lado de fora e perguntar sobre taxas adicionais de serviço.

Faço um alerta para os restaurantes da avenida Imperio de Los Incas (perto da estação de ônibus e do letreiro de Machu Picchu Pueblo). Deixei quase um rim (mais de 30 soles) para pagar um almoço sem nada demais e uma garrafinha de inca cola.

Uma dica de preços melhores são os restaurantes chifas, que misturam a culinária oriental e peruana. Tem algumas coisas exóticas no cardápio, mas, em geral, será possível encontrar pratos simples como frango na chapa com batata frita (pollo a la plancha, con papas fritas).

Eu experimentei o Yakumama (103, Antisuyo), onde tem menu econômico com entrada e prato principal a partir de 15 soles. Com o meu copo de chica morada (adoro!), a conta saiu por menos de 20 so-les na época e a comi-da estava gostosa.

O Yakumama fica numa pequena tra-vessa que dá acesso à praça principal e on-de tem vários restau-rantes e cafés com valores interessantes. São diversos estilos e tem até espetinhos para quem estiver com saudade de um churrasquinho.

Além disso, tem muitos mercadinhos e pequenas padarias espalhadas pela avenida principal e também nas pequenas ruas de Águas Calientes que podem suprir com lanchinhos para enganar o estômago.

Um mergulho no passado pelas ruas de Ollantaytambo

Já pensou visitar uma cidade inca ainda habitada? Se esse é um dos seus sonhos, Ollantaytambo não pode faltar no roteiro de viagem ao Peru. Pisac, Moray e Machu Picchu foram todos abandonados após a chegada dos colonizadores espanhóis e hoje estão em ruínas, mas Ollanta nunca chegou a ser desocupada. Por isso, preserva o traçado de estreitas ruas e a organização urbana projetada por seus primeiros moradores.

Ollantaytambo era um importante centro religioso, agrícola e também militar. De acordo com as leis incas, as terras eram reservadas para a dinastia dos governantes . Devido à localização estratégica durante a invasão espanhola, o lugar serviu como um posto de defesa contra os europeus.

É claro que os incas foram substituídos ao longo dos anos pela população de nativos peruanos, mas a marca do antigo povo permanece nas vielas rústicas de Ollantaytambo, onde o asfalto nunca chegou e será possível pisar o mesmo chão de pedras por onde passaram os incas.

Ao se embrenhar nas ruas agora frequentadas por cholas – mulheres com vestes típicas do Peru –  o visitante se depara também com muros de pedra de encaixe perfeito dos incas e verá a água correr por canaletas construídas pelo antigo povo que habitou o Vale Sagrado. Tudo convivendo com as simplórias casas coloniais que abrigam os moradores e turistas, bem no meio das montanhas onde repousam as ruínas da imponente fortaleza inca.

O maior erro na visita a Ollanta é passar pelo vilarejo rápido demais. O lugar geralmente faz parte do itinerário básico de visita ao Vale Sagrado, mas a maioria dos pacotes não inclui sequer uma tarde inteira por ali. A passagem é apenas para conhecer as ruínas da fortaleza, que parece feita de ouro quando bate a luz do sol. Nessa correria, você perde a chance justamente de andar pelas antigas ruas de pedra do povoado e absorver a história contada nesse museu habitado a céu aberto.

Então, para aproveitar a experiência em Ollantaytambo, o roteiro básico de sete dias sugerido aqui no blog prevê reservar uma noite no vilarejo antes de seguir rumo a Águas Calientes e se preparar para a visita a Machu Picchu.

O tempo será suficiente para curtir o clima das ruas históricas no primeiro dia em Ollanta e desbravar a fortaleza na manhã seguinte, antes de partir para a próxima parada (não se esqueça: é necessário o boleto turístico para o ingresso ao sítio arqueológico).

Se decidir estender a estadia por Ollanta, outras ruínas rodeiam a cidade e podem ser acessadas gratuitamente por trilhas de curta duração. As principais são a colina Pinkkaylluna, com o que sobrou dos antigos armazéns incas, e a pirâmide e ponte inca de Quello Raqay. Você também pode visitar as pedreiras abandonadas de onde material de construção da cidade foi extraído, caminhar até Pumamarka ou visitar a lagoa Yanacocha. Veja mais locais encontrados a curtas caminhadas a partir do centro da cidade (site em inglês).

COMO CHEGAR EM OLLANTAYTAMBO

A partir de Cusco, é possível contratar um táxi particular para fazer o percurso até Ollanta. Outra opção é ingressar em um tour guiado em grupo pelo Vale Sagrado, com parada final no vilarejo. Eu escolhi essa opção e comprei o pacote da empresa Viajes Pacífico, incluindo todo o trajeto por Pisac, Moray, salineras de Maras e Ollantaytambo.

Além disso,  existem vans de linha que saem do centro de Cusco, de hora em hora, e custam 14 soles. As  vans são também uma opção para quem quiser retornar a Cusco, pois funcionam como uma espécie de ônibus intermunicipal.

Hospedagem: Onde ficar em Ollantaytambo

Há muitas opções de hotéis, pousadas e hostels no entorno da plaza de armas, bem perto da entrada do sítio arqueológico. Essa área é a mais interessante para ficar durante a estadia no vilarejo, pois a praça central concentra os cafés, restaurantes e mercadinhos para matar a fome. A boa notícia é que não será difícil encontrar camas em quarto compartilhado por até R$ 50 ou menos por noite e quartos privados por até R$ 150.

No alto da avenida Ferrocarril e da avenida Estudiantes, há pousadinhas simples, bem localizadas e com bons preços. Entre as alternativas estão as hospedagens Dona Catta Inn, El Chasqui, Las Orquideas Ollantaytambo, Sol Miranda, Hostel Andenes e Hospedaje Inka’s.

Na minha viagem, fiquei hospedada no Hostal Los Andenes e paguei cerca de R$ 120 por um quarto privativo, com café-da-manhã incluso a diária. Tudo estava limpo e o banheiro era todo renovado, inclusive com água bem quente no chuveiro. Oferecem até aquecedores portáteis sem custo adicional e guardam as malas após o check-out para os interessados em explorar mais Ollantaytambo. O local tem ainda dormitórios compartilhados para quem quiser economizar mais. O preço gira em torno de R$ 40 cama/noite.

Na parte antiga da cidade, há ainda diversos tipos de hospedagem com preços bem acessíveis. Só faço uma ponderação: à medida em que as ruas se afastam da praça, a região é bem menos iluminada e mulheres viajando sozinhas podem se sentir um pouco inseguras depois do anoitecer. Se for o caso, escolha os estabelecimentos que ficarem mais perto da Plaza de Armas, como: Killari Hostal Ollantaytambo, Pousada Inka Wasi, B&B Chayana Wasi e Mama Killa Hostal.

A região com maior concentração hoteleira fica a aproximadamente 15 minuto da estação ferroviária de onde saem os trens com destino a Águas Calientes, o povoado mais próximo de Machu Picchu. O trajeto pode ser feito a pé ou nos pitorescos tuk-tuks, que cobram apenas 2 soles por viagem.

Onde comer em Ollantaytambo

A região da Plaza de Armas em Ollantaytambo reúne a maior parte das lanchonetes, restaurantes e cafeterias do povoado. Sanduíches e pratos simples podem ser encontrados nos cardápios por algo em torno de 15 soles. Já refeições mais elaboradas não sairão por menos de 20 soles.

Na minha passagem por Ollanta, estava sem muita fome e a minha pedida foi apenas por uma enorme xícara quente de cappuccino com bolo para encerrar o dia, o que acabou me atraindo para a vitrine cheia de confeitarias do La Esquina Café. A conta saiu por cerca de 14 soles.

Em uma conferida pelo cardápio, não achei os preços dos outros pratos baratos. Porém, como eu estava com saudade de um lanchinho simples de padaria brasileira, foi exatamente o que eu precisava e o lugar é bem charmoso, com varanda para a praça principal.

Uma outra indicação pode ser o Hearts Cafe, com preços mais em conta e cardápio variado. Porém, não tive oportunidade de testar porque só encontrei o lugar quando estava rumo a estação de trem para ir embora.

Confira no TripAdvisor outras recomendações de restaurantes BBB (bom-bonito-barato) para experimentar em Ollantayambo.

15 restaurantes bons e baratos em Cusco

Alimentação é sempre um desafio no orçamento de qualquer viagem. Os locais turísticos costumam sempre ter preços elevados e, no Peru, um fator torna os cardápios ainda mais salgados:  Continuar lendo “15 restaurantes bons e baratos em Cusco”

Cusco: o que fazer e hotéis para se hospedar

Cusco pode não ser a capital do Peru e nem a maior cidade do país, mas é a porta de entrada para o território inca e certamente o destino mais procurado pelos viajantes de diversas partes do mundo interessados em conhecer um pouco da cultura e da história de um dos maiores impérios da América Latina.

No passado, a administração política e o centro de forças armadas do império inca ficavam localizados em Cusco, que significa “Umbigo do Mundo” em quechua. Por isso, toda a região guarda ainda os vestígios da antiga civilização andina.

Mesmo quem não tiver curiosidade em conhecer as ruínas ao redor já terá uma experiência única ao se aventurar só na cidade de Cusco, declarada como patrimônio cultural da humanidade por ser “testemunha” da intervenção dos colonizadores europeus na cultura andina, com inúmeras construções antigas que mesclam em suas paredes resquícios da engenharia inca e adaptações arquitetônicas (totalmente questionáveis) introduzidas pelos espanhóis.

História à parte, o labirinto de ruelas do centro histórico e a rusticidade das pequenas casas de Cusco carrega uma certa magia, especialmente quando o cenário é banhado com a meia-luz amarelada dos postes da rua. Se já está ansioso para se perder por esse lugar, anote as principais atrações turísticas e também as dicas para organizar a estadia na cidade.

Do aeroporto de Custo até o hotel

O aeroporto de Cusco fica a cinco quilômetros do centro histórico da cidade, região que concentra os hotéis e as principais atrações turísticas. Diferente de Lima, não há um serviço de ônibus executivo entre o aeroporto e o centro de Cusco.

É claro que existe o transporte público, mas os ônibus de linha são complicados para a utilização do visitante. Cusco é atendida por uma rede de micro-ônibus operada por empresas privadas e cada uma tem uma rota específica que passa por diversos pontos. A passagem custa em torno de 1 sole.

Entretanto, não há um cronograma fixo e podem ocorrer alterações nos pontos de parada sem aviso prévio. Até o momento, sequer era possível consultar os trajetos de cada linha. Além disso, os assentos são muito limitados, os veículos andam lotados e não há armazenamento de bagagem. Mesmo defensora do transporte coletivo e carregando só uma mala pequena, eu não encarei a aventura e preferi chamar um táxi.

Para diminuir o perrengue, acionei a empresa Taxidatum e recomendo. Você pode fazer todo o agendamento pelo site na internet e eliminar o estresse de ficar caçando ponto de táxi na rua. No horário marcado, o motorista já estará aguardando no pátio externo. Meu voo até atrasou um pouco, mas não tive problemas.  O preço foi 20 soles.

Outra opção para o deslocamento ao desembarcar no aeroporto e para retornar ao terminal é o uber. Sim, o aplicativo já funciona no Peru e costuma ter bastante carro disponível. Em média, a corrida custa 15 soles cada trecho.

Hotéis: Onde ficar em Cusco

Uma região bem gostosa e segura fica no entorno da calle Ruínas, bem na entrada do bairro de San Blas. Ali você ficará localizado a menos de cinco minutos a pé da praça das Armas, mas sem aquela muvuca que sempre afeta áreas muito turísticas.

Há opções de hospedagem para todos os bolsos, inclusive hostel e guest houses com valores baratinhos. Para viajantes econômicos, várias pequenas pousadas se espalham na região com diárias a partir de R$150, como a La Pousada del Viajero, Hosteria de Anita, Orquidea del Cusco, MOAF Cusco Boutique Hotel, Tukuna Cusco, Casa Grande Colonial Palace e Inkas Machupicchu Inn.

Há também hotéis locais de médio porte como o Emperador Plaza, Monasterio del Inca, Hotel Santa Maria, Casona Boutique, Loreto Boutique Hotel, La Casa de Selenque, Hotel Tupac Yupanqui e Hostal El Triunfo na faixa de R$ 250 por noite. Já quem não abre mão dos cinco estrelas, terá o Hotel Suenos del Inca e unidades de grandes redes como JW Merriot e Novotel.

Outra boa alternativa é o entorno do Qorikancha – Templo do Sol, que é o limite no mapa para quem não quer sofrer ao subir até a praça de armas. Entre as indicações de hospedagem boa e barata nessa região estão: o Hotel Boz Art (diárias em torno de R$ 200) e o Hostal Lucerito (menos de R$ 100 por noite), colados na avenida Sol; e nas ruas menores que levam ao templo há ainda La Casona de Rimacpampa, La Casa de Fray Bartolome e Hotel Casa Limacpampa, com diárias em torno de R$ 150 a R$ 200.

Sim, você vai encontrar muitos hotéis baratinhos para baixo do Qorikancha, mas, com as limitações impostas ao nosso corpo por causa da altitude de Cusco, subir o morrinho até a praça de Armas pode se mostrar cansativo e prejudicar as andanças.

Quer pagar a hospedagem em reais e parcelado?

Onde comer em Cusco

A culinária cusquenha se tornou moda e muitos viajantes não resistem a experimentar as iguarias da gastronomia peruana ao visitar o país. Justamente por causa dessa tendência, muitos restaurantes têm preços um tanto inflacionados para quem está com o orçamento apertado.

Uma dica que ajudará a controlar os gastos é optar pelo menu turístico dos restaurantes, que oferece uma opção de entrada, prato principal, bebida ou sobremesa por um preço menor. No centro histórico, é bem fácil achar locais que cobram entre 25 a 30 soles por essa opção do cardápio.

Entretanto, se você prefere economizar ainda mais com comida, encontrei muitos restaurantes, cafeterias e lanchonetes com preços mais conta e que oferecem uma boa refeição por algo em torno de 15 soles na calle Choqechaka, bem perto da pedra de 12 ângulos. Coloca no GPS e corre para lá porque é certeza de comer gostoso sem gastar muitos soles.

turismo: O que fazer em Cusco

Se você decidiu seguir o itinerário sugerido no blog para a primeira visita ao Peru, o roteiro terá, no mínimo, três noites em Cusco. Será o suficiente para ver o essencial sem passar correndo por vários lugares.

  • Primeiro dia

No dia de chegada a Cusco, o ideal é fazer atividades leves por causa da aclimatação. A cidade fica a 3.400 metros acima do nível do mar e o ar é mais escasso, então vá com calma para evitar o soroche – mal estar que causa dores de cabeça, cansaço extremo, falta de ar e desarranjo intestinal.

Se chegar à cidade de dia, uma boa ideia é percorrer as agências (são várias) na região do centro histórico e conferir os passeios interessantes para fazer no dia seguinte. Depois aproveite para observar a arquitetura das construções da praça e para perambular pelas ruelas antigas.

Vá até a Calle Hatunrumiyoc e tente achar a pedra de 12 ângulos, que dizem sustentar toda a estrutura de um muro de um antigo palácio inca. Ou então, caminhe até o mercado de San Pedro para ver o artesanato e os aromas típicos do Peru.

Caso ainda tenha tempo no primeiro dia, conhecer o Qoricancha ou Templo do Sol é uma ótima forma de dar boas vindas a Cusco. O lugar é uma igreja católica, mas foi construída pelos espanhóis sobre o muro de um templo inca. No interior, há inclusive paredes remanescentes do Templo do Sol original, que chamam a atenção pelo alinhamento em perfeita simetria e a junção das rochas sem uso de cimento ou argamassa.

O ingresso custa 15 soles e o horário de visitação é das 8h30 às 17h30. Para conhecer com calma, tenha certeza de chegar, pelo menos, 40 minutos antes do horário de fechamento ou então deixe a visita para as atividades do dia seguinte.

Para quem curte igrejas e arquitetura, uma proposta de passeio leve é visitar o interior da catedral de Cusco na praça de armas. A entrada custa 25 soles e o horário de abertura é das 10h às 18h.

Além do visual com influências góticas, maneiristas e barrocas, o local reúne obras de artesanato cusquenho, uma versão curiosa de “Última Ceia” em que o prato principal é o cuy (porquinho da india) assado e também a imagem de um Jesus Cristo que se amorenou devido à fumaça das velas dos devotos.

  • Segundo dia

Bem descansado depois de uma noite tranquila de sono, o segundo dia pode ser destinado a passeios pelos sítios arqueológicos perto de Cusco e também às visitas aos locais que não deu tempo de ver no dia de chegada a Cusco.

Os dois pacotes mais comuns oferecidos pelas agências são: o tour que envolve as ruínas ao norte (Sacsayhuaman, Qenqo, Puca Pucara, Tambomachay e o mirante do Cristo Blanco) e o outro tour envolve o Vale Sul (Tipon, Piquillacta e Andahuaylillas). Não é possível fazer todos em um dia. Então, será necessário escolher o passeio que mais te interessa ou acrescentar mais uma noite em Cusco se decidir fazer o itinerário completo, como eu acabei fazendo.

É também possível contratar um táxi e mesclar as atrações (Sacsayhuaman, Qenqo e Tipon foram os lugares que mais gostei, a propósito hehehe). Se essa for sua decisão, só recomendo ter a companhia de um guia turístico porque será necessário para entender a função e a história dos locais. É claro que essa alternativa sairá mais caro, principalmente se estiver viajando sozinho.

Seja a sua escolha por um tour em grupo ou um passeio privativo, fique atento porque será necessário comprar o boleto turístico para visitar os sítios arqueológicos. O preço varia de 70 a 130 soles, dependendo do número de atrações inclusas e prazo de validade.

  • Local de venda: Cosituc
  • Endereço: Av. El Sol, 103, Galerías Turísticas
  • Telefone: 084 22-7037
  • Horário: diariamente 8h-18h

Depois de tanta peregrinação, curta a noite em Cusco. Uma programação bem legal para quem curte experimentar gastronomia é fazer uma aula para aprender a fazer o pisco sour e ainda degustar a bebida típica do Peru. Você pode reservar pelo link.

  • Terceiro dia

É hora de se aprofundar mais no território dos incas e desbravar outro cantinho do Vale Sagrado: o sítio arqueológico de Pisac. A 35 km de Cusco, o caminho que se percorre em 50 minutos, por uma estrada estreita e sinuosa.

Pisaq é dividida em duas parte: o vilarejo e o sítio arqueológico no alto da montanha. Na vila, há um mercado central bem diversificado e com inúmeras barracas de artesanato peruano, mas nada tão original.

Já o sítio guarda o que sobrou de uma cidadela com funções agrícolas e militares, que estava estrategicamente posicionada no caminho inca entre Cusco e a selva amazônica para facilitar o controle do acesso ao Vale Sagrado. Justamente por isso a visita às ruínas oferece uma das visões mais espetaculares do Vale. Prepare o fôlego para a subida, pois o topo onde ficava o observatório astronômico está a 3.514 metros acima do mar. Cansa, mas a paisagem compensa. E atenção: você precisará ter um boleto turístico para entrar no sítio arqueológico.


Para fazer o bate-volta a Pisac, é possível utilizar:

– Van de linha (colectivo): funcionam como se fossem ônibus regulares e com saídas a cada 10 minutos da calle Puputi, a 1,5 km da Plaza de Armas (20 minutos a pé ou 5 minutos de táxi, por 5 soles). A passagem custa entre 4 e 5 soles por pessoa em cada direção. As vans param na parte plana da Pisaq. Então, ainda será preciso negociar um táxi no local para subir ao sítio arqueológico (entre 20 e 30 soles/6 e 8 dólares em cada direção – a cooperativa fica na av. Amazonas, junto à ponte).

– Tour guiado privado com motorista e guia: as agências de turismo vão cobrar entre 100 e 130 dólares.

– Tour privado com motorista, sem guia: a Real Inka (av. Grau, 496, esquina Pavitos, tel. 084 24-6245) cobra 55 dólares.

– Táxi: na calle Pavitos ou na calle Puputi é possível negociar e conseguir um táxi por algo entre 45 e 55 soles/15 dólares até Pisaq. Tratar passeios com profissionais avulsos sempre é mais arriscado do que com empresas. Para voltar você precisará negociar outro táxi em Pisaq.

– Tour guiado em grupo de van ou ônibus: eu não consegui encontrar um passeio de um dia exclusivo por Pisac nas agências. A maioria tenta espremer Chinchero e Ollantaytambo num circuito super corrido, o que não recomendo.


Depois de procurar bastante, achei um tour de dois dias que caiu como uma luva no meu roteiro. O itinerário reservava o primeiro dia para conhecer uma reserva ecológica de llamas (Awana Kancha), Pisac e o museu Inkary. Já no dia seguinte, seguimos para visitas ao sítio de Moray, às salineras de Maras e chegamos a Ollantaytambo. Tudo percorrido sem correria.

O guia turístico, transporte, ingressos e almoço estavam inclusos no pacote, que custou R$ 500. Como estava sozinha, valeu a pena porque não precisei ficar correndo atrás de táxi para os deslocamentos. Quem se interessar, vou deixar aqui o link da excursão. Você pode inclusive pagar em reais e parcelado!

ATENÇÃO: se optar por esse tour que eu fiz, você não voltará para Cusco depois de conhecer Pisac no dia 3. Então, reserve estadia em Urubamba, de onde você seguirá na excursão pelo Vale Sagrado no dia seguinte para chegar a Ollantaytambo.

  • Quarto dia

É hora de se despedir de Cusco (temporariamente). Faça check out no hotel e embarque no passeio rumo às salineras de Maras, Moray e Ollantaytambo. Esse itinerário é uma estratégia para otimizar o tempo da viagem e conseguir visitar mais lugares.


As opções de transporte para o deslocamento são:

– Tour guiado de van ou ônibus: verifique se Ollantaytambo é a última parada e se deixam você levar sua mochila. Preços em torno de 70 ou 80 soles por pessoa (25 dólares)

– Vans de lina: Da esquina da calle Pavitos com av. Grau saem microônibus da Real Inka o dia inteiro, que vão a Ollantaytambo via Urubamba por 12 soles (1h45 de viagem). Você fazer Moray e Salineras num tour de meio dia (entre 30 e 40 soles/13 dólares por pessoa) e depois pode usar esse serviço para ir a Ollantaytambo.

– Tour guiado privado, com motorista e guia: as agências vão cobrar entre 170 e 200 dólares pelo carro.

– Tour privado com motorista, sem guia: a Real Inka (av. Grau, 496, esquina Pavitos, tel. 084 24-6245) cobra 80 dólares pelo carro com motorista, sem guia. A TaxiDatum cobra 65 dólares pelo carro com motorista, sem guia.

– Táxi: na calle Pavitos, você pode conseguir um táxi por algo entre 120 e 150 soles (45 dólares).


 

As Salinas de Maras são formadas por  tanques de extração de sal que remontam a dois mil anos, antes até dos incas. Cada um dos tanques é alocado a uma família que mora na região e passado de geração em geração. No local, e possível conhecer um pouco do estilo de vida e do trabalho de uma parte dos moradores do Vale Sagrado. De bônus, ainda tem uma vista sensacional das montanhas e vendem uns chips de banana de comer rezando nas barraquinhas da entrada (#ficaadica)

Já Moray apresenta uma série de terraços escavados na montanha, perfeitamente circulares e concêntricos. À primeira vista, até poderíamos pensar que a estrutura funcionava como uma arena ou um estádio, mas não. Os estudiosos tendem a concordar que Moray era um laboratório agrícola onde sementes eram testadas sob condições diferentes oferecidas por cada ‘degrau’ dos terraços.

A parada final do quarto dia, Ollantaytambo, é um tesouro que passa quase despercebido no roteiro de muitos turistas. Os apressados acabam apenas indo conhecer as imponentes ruínas da fortaleza e ignoram as vielas da parte mais antiga da cidade, que preservam até hoje o mesmo traçado dos tempos incas. Então, não deixe de passar uma noite em Ollanta  para se perder um pouco por elas.

ATENÇÃO: o boleto turístico é necessário para o acesso às ruínas de Moray e entrada na fortaleza de Ollanta

Tudo que você precisa para chegar a Machu Picchu

Machu Picchu é o principal ponto que desejamos riscar da lista de lugares para visitar em uma primeira viagem ao Peru. A imagem das ruínas já está tão disseminada na internet que é comum a ilusão de que o cartão-postal peruano pode ser avistado facilmente como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, mas a verdade é que só para dar uma espiada na cidadela perdida dos incas será preciso percorrer um longo caminho.

Assim como as pirâmides do Egito estão em uma região afastada da capital Cairo, Machu Picchu não fica perto das principais cidades do Peru. O complexo arqueológico está cercado por mata e incrustado em uma cadeia de montanhas, perto de um vilarejo chamado Águas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo), localizado há mais de 70 quilômetros de Cusco e sem ligação por rodovia duplicada.

Além disso, para ter acesso às ruínas é preciso comprar um ingresso com antecedência porque o número de visitantes passou a ser limitado por dia e o tempo de permanência também está sendo controlado.

Nada disso que estou falando é para te desanimar de conhecer o lugar, até porque existe toda uma estrutura organizada para o acesso à cidadela. No entanto, saber os detalhes é importante para planejar bem, evitar contratempos e se deslocar com segurança rumo ao topo da montanha onde está Machu Picchu.

Melhor época para ir a Machu Picchu

O período entre os meses de maio a setembro é o mais indicado para a visita à cidade inca, pois corresponde à estação seca no Peru. A probabilidade de chuva e neblina será menor nesta época do ano, o que é ideal para uma boa visibilidade das ruínas e para os melhores cliques da clássica paisagem de Machu Picchu entre as montanhas.

É verdade que tem gente que foi no verão entre dezembro e fevereiro, no meio da estação chuvosa, e deu tudo certo, até com sol durante todo o dia da visita. Porém, o fato é que as chances de chuva são maiores nesse período. Será que vale arriscar pagar uma viagem para chegar ao ápice do passeio e correr o risco de dar de cara com a paisagem coberta por nuvens?

Quanto custa o ingresso para Machu Picchu?

Existem três tipos de ingresso para Machu Picchu. O mais básico dá acesso apenas ao sítio arqueológico e custa 152 soles (algo em torno 45 dólares). Os outros dois combinam a visita à cidadela com trilhas pelas montanhas Waynapicchu ou Machupicchu, com preço de 200 soles (cerca de 60 dólares).

Onde comprar os ingressos para Machu Picchu

O mais recomendado é comprar os ingressos com antecedência pela internet na data da sua viagem, já que o número diário de visitantes em Machu Picchu é limitado. O planejamento é ainda mais recomendado se a viagem for entre julho e agosto, período das férias escolares na Europa e que atrai vários turistas às ruínas incas.

A compra pode ser feita pelo site oficial de Machu Picchu. Os ingressos são disponibilizados para até cinco meses adiante e é possível verificar quantas vagas ainda restam em cada data. No entanto, há uma pegadinha: até o momento, o site só aceita cartões da bandeira Visa.

Outra opção é comprar o bilhete por agências de turismo locais. Já existem empresas que oferecem o produto pela internet para garantir o ingresso antes de sair do Brasil, como a Ingresso Machu Picchu e a Easy Peru. Porém, se você não planejou e deixou para última hora pode arriscar presencialmente e visitar os escritórios locais em Cusco e Águas Calientes para verificar as datas ainda com vagas disponíveis.

  • Em Aguas Calientes:
    • Num quiosque na Av. Pachacutec, cuadra 1, s/n
    • Segunda a sábado das 5h20 às 20h45

Quanto tempo posso permanecer dentro do complexo?

Desde o ano passado, o tempo máximo de permanência no interior do sítio arqueológico é de 4 horas e na hora da compra do ingresso será preciso escolher se a entrada será no período da manhã ou da tarde.

Quando eu estive no Peru em 2018, não era preciso especificar a hora de início da visita, mas as regras mudaram a partir de 1º de janeiro de 2019 e os ingressos agora estão sendo vendidos com horário marcado. Ao todo, são 9 horários disponíveis: a primeira entrada às 6h, e a última, às 14h.

Outra mudança é que agora não é mais permitida a segunda entrada (#chateada). Até o fim do ano passado, você podia ingressar com o guia e ter uma visão geral do complexo, sair e depois entrar novamente para apreciar o lugar com mais calma. Esse benefício era importante porque em determinados pontos do circuito você é obrigado a seguir em sentido único para a saída e pode passar batido em alguma área importante.

Não sei se os fiscais na portaria vão seguir à risca a nova regra, mas em todo caso é bom dar uma conferida prévia no mapa de Machu Picchu para não passar reto nos principais destaques do complexo arqueológico.

Como chegar a Machu Picchu?

Para responder essa pergunta, é preciso considerar que existem três formas de se deslocar de Cusco para o vilarejo de Águas Calientes, que fica aos pés da montanha onde está Machu Picchu. A mais convencional e simples é pela ferrovia.

Você pode embarcar no trem pelas companhias Inca Rail e Peru Rail tanto da estação de Poroy (30 minutos de táxi do centro de Cusco) quanto da estação de Ollantaytambo. Os preços são por trecho (só ida ou só volta) e variam conforme dia e horário da viagem, mas o custo gira em média de 70 dólares (lanche incluso).

O caminho entre Cusco e Águas Calientes também pode ser feito por trilha e há empresas especializadas nesta experiência pela mata, com pacotes de três a cinco dias. As trilhas mais conhecidas são a trilha inca clássica e a salkantay, mas é necessário contratar o tour por agência de turismo e o preço do pacote completo não sai por menos de 400 dólares.

A alternativa mais barata, entretanto, é o percurso pela hidrelétrica: parte do roteiro é feito de van de Cusco até a estação da hidrelétrica de Santa Maria e depois o restante do trajeto será percorrido a pé até Águas Calientes. A passagem da van custa em torno de 25 dólares (ida e volta), mas é preciso levar em consideração que a viagem de van dura em torno de 7 horas até a hidrelétrica e depois mais duas horas de caminhada para chegar a Águas Calientes.

De Águas Calientes, é possível subir ao complexo de Machu Picchu por uma trilha de aproximadamente uma hora. O percurso é basicamente por escada e demanda um certo nível de preparo físico.

Se preferir guardar o fôlego para desbravar o interior de Machu Picchu, existem micro-ônibus com saídas a cada 20 minutos da avenida Hermanos Ayar. O preço é 24 dólares (ida e volta) e a passagem pode ser reservada pela internet ou presencialmente no stand da Consettur na mesma avenida. Apesar do ingresso para Machu Picchu ter agora hora marcada, os ônibus não são vendidos por horário.

É necessário contratar guia?

Até o ano passado, não era obrigatório um guia para o acesso a Machu Picchu. No entanto, as novas regras de visitação para 2019 falam sobre a proibição da entrada sem guia a partir de agora. Não sabemos se a questão será realmente fiscalizada na portaria, mas é fácil contratar guia.

Os hotéis em Águas Calientes geralmente têm contatos de guias para contratar. Além disso, há guias que ficam posicionados junto à porta de entrada e cobram entre 120 e 150 soles para guiar grupos de até 4 pessoas. Você não terá dificuldade em se encaixar num grupo.

Dá para fazer sem pacote de agência?

Sim e sem muita dificuldade. Eu viajei sozinha e fiz todo o processo de compra dos bilhetes de trem, passagens de ônibus para Machu Picchu e o ingresso para o sítio arqueológico por conta própria. Além de ficar mais barato que o pacotão da agência, também pude ter mais flexibilidade no roteiro.

Peru: viagem pelo Vale Sagrado dos Incas até Machu Picchu

Conhecido entre as sete maravilhas do mundo, Machu Picchu é a primeira imagem que vem à mente ao pensarmos em uma viagem para o Peru. A cidade perdida dos incas impressiona não só nas fotos, mas também ao vivo e não pode faltar no roteiro da primeira visita ao país andino.

No entanto, o turismo no país não vive apenas de Machu Picchu. Pelo caminho até as famosas ruínas incas, há várias paradas estratégicas para admirar no Vale Sagrado e fazer o máximo da sua viagem.  Então, anote o roteiro básico para se aventurar pelo Peru e tire as dúvidas para organizar sua visita ao país.

Veja também: Quanto custa o roteiro básico de viagem ao Peru?

Quantos dias para ver o essencial no Peru?

Para conhecer o básico do Vale Sagrado dos incas, serão necessários de cinco a sete dias inteiros de viagem. Você fará uma conexão rápida no aeroporto de Lima e seguirá para Cusco, onde poderá estender o roteiro a Pisac, Maras, Moray, Ollantaytambo e fechar o passeio em Machu Picchu.

Sete dias é o ideal para percorrer toda essa região sem correria. Assim, vai ter tempo para descansar entre as intensas caminhadas de tirar o fôlego por causa do ar escasso na altitude do Vale Sagrado.  Essa estratégia é essencial para evitar o soroche.

O que fazer no Peru além de Machu Picchu

O roteiro básico de 7 dias pode ser dividido assim:

– 3 noites em Cusco: o dia de chegada sem atividades pesadas para o organismo se adaptar à altitude de 3.400 metros acima do mar. O segundo dia pode ser para caminhar pelas ruas históricas de Cusco ou conhecer os pontos arqueológicos próximos. O terceiro dia vale um bate-volta ao sítio arqueológico de Pisac. Veja o roteiro detalhado aqui!

– 1 noite em Ollantaytambo: você sairá de Cusco e visitará as salineras de Maras e o sítio arqueológico de Moray no caminho até Ollanta, onde vai encerrar o dia.

– 1 noite em Águas Calientes: depois de explorar a fortaleza inca e as ruas antigas Ollantaytambo no período da manhã, você embarca à tarde no trem com destino a Águas Calientes – o vilarejo que fica aos pés de Machu Picchu. Descanse em Águas Calientes para subir a montanha nos primeiros horários no dia seguinte e desbravar o interior da cidade perdida dos incas.

– 1 noite em Cusco: após um dia de intensa atividade em Machu Picchu, pegue sua mochila no hotel e embarque de volta para Cusco para a última noite no Peru e descanse antes do voo de retorno ao Brasil no dia seguinte.

Tem mais tempo disponível?
Se você tiver 10 dias para a viagem, recomendo fazer um stop over em Lima e reservar de 2 a 3 dias para a capital do Peru antes de seguir para Cusco. Não temos voos diretos do Brasil para a região do Vale Sagrado, onde fica Machu Picchu.

Por isso, Lima é parada obrigatória no roteiro, mas você decide se a conexão será de apenas algumas horas no aeroporto ou de alguns dias para conhecer mais da cidade onde os prédios modernos dividem espaço com a arquitetura colonial espanhola.

Caso a estadia no Peru seja a partir de 15 dias, pode ainda incluir no roteiro visitas à Rainbow Montain (Vinicunda), linhas de Nasca, Vale do Colca, Ica, Paracas, Ilhas Ballestras, Huacachina, Arequipa, Puno ou Puerto Maldonado.

Como se locomover entre os lugares no Vale Sagrado?

As opções são diversas para atender a todos os perfis de viajante. Há a possibilidade de pegar um táxi para se deslocar entre os sítios arqueológicos e pequenas cidades próximas a Cusco ou contratar excursões para percorrer os pontos turísticos do Vale Sagrado acompanhado por um guia.

Existem também vans de linha e ônibus que saem em horários regulares para interligar Cusco a Pisac e Ollantaytambo. O trem é outra opção de transporte entre Cusco e Ollantaytambo.

O ônibus é ainda uma alternativa para chegar a Arequipa, Nasca, Puno, Ica e Paracas, mas é bom saber que a viagem será demorada e cansativa. Dependendo do tempo e orçamento disponível, há voos internos entre Cusco, Arequipa e Ica.

Além disso, desde o ano passado, os trilhos da ferrovia ligam Cusco a Arequipa e Puno para os interessados em viajar em grande estilo para conhecer as linhas de Nasca e o lago Titicaca.

Melhor época para a viagem ao Peru

Se o foco da viagem for Machu Picchu e o Vale Sagrado, planeje-se para visitar o Peru na estação seca, de abril a setembro. Neste período, a probabilidade de chuvas será menor e você reduz o risco de encontrar a cidade inca encoberta por nuvem e neblina. Acredite, devido à altitude, isso pode acabar com o passeio.

O clima também será ideal para passeios nas demais montanhas e sítios arqueológicos do país. Só lembre que a estação seca coincide com a época de frio e as temperaturas são mais baixas na região. Então, prepare a mala com casacos adequados para enfrentar o vento.

No verão, entre dezembro e fevereiro, chove muito em Cusco e no Vale Sagrado. Já houve anos em que a estrada de ferro ficou interditada, o que pode inviabilizar o deslocamento para as principais atrações.

Já Lima pode ser visitada o ano inteiro. No entanto, não espere bom tempo. A capital do Peru é famosa pelo céu nublado. As chances de ter um pouco de sol serão melhores nos meses de verão, mas não vá com muitas expectativas.

Qual moeda levar para o Peru?

A moeda utilizada no país é o novo sol peruano. No fim de 2018, cada 1 sol valia cerca de 1,15 real brasileiro. Apesar da cotação quase equiparada, comprar moedas fracas no Brasil pode não ser interessante. A margem de lucro das casas de câmbio nessas moedas é maior do que a margem para a venda do dólar ou euro.

Por isso, o mais recomendado é levar dólares para trocar por soles no Peru. Você também consegue encontrar facilmente casas de câmbio para trocar reais por soles, mas neste caso fique atento ao cenário brasileiro. Se ocorrer uma forte desvalorização na moeda brasileira, há risco das casas pararem de aceitar o real e você ficar em apuros.

Na minha viagem, levei a maior parte em dólar e uma quantia reserva em reais para evitar de passar o cartão, caso tivesse gastos extras. Em Lima e Cusco, qualquer local permitia facilmente a troca de reais por soles. Por outro lado, não encontrei essa opção de câmbio nos pequenos vilarejos do Vale Sagrado.

Precisa de passaporte para visitar o Peru?

Não! O Peru faz parte do Mercosul e, por isso, os brasileiros podem entrar no país apenas com a apresentação da carteira de identidade. Agora, se você tem passaporte, sugiro viajar com o documento para garantir mais um carimbo. Além da estampa oficial da imigração, em Machu Picchu você pode marcar as páginas do caderninho azul com uma figurinha simbólica do sítio arqueológico. #ficaadica

E vacinação contra febre amarela?

Até o momento, não é exigida a vacina contra febre amarela para entrar no Peru. A imunização é apenas recomendada para quem vai à Amazônia peruana. No entanto, o surto da doença no Sudeste brasileiro em 2017, já levou país latinos como a Colômbia, Panamá, Cuba, Bolívia, Venezuela e Nicarágua a passarem a exigir a vacina de brasileiros.

Não é possível prever uma alteração nos critérios do país. Além disso, é necessário ter em conta que a vacina só vale depois de 10 dias da aplicação. Se o Peru passar a exigir a vacina amanhã e a viagem estiver marcada para dali a oito dias, podem ocorrer problemas na hora do embarque ou mesmo na imigração. Então, tome a vacina e providencie a emissão do certificado com antecedência.

O Peru tem sistema público de saúde ou só particular?

Segundo as informações oficiais do Ministério das Relações Exteriores, a rede de saúde peruana é boa, mas os hospitais públicos do país não disponibilizam atendimento gratuito a turistas estrangeiros. Por isso, é aconselhável a contratação de um seguro de saúde que ofereça assistência médica ao viajante ou cubra eventuais despesas médicas durante a estada no país.

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como faço para ter internet no celular durante a viagem ao peru?

É muito fácil comprar um chip de celular local para não ficar desconectado durante a viagem. No Peru, a melhor operadora é a Claro e basta se direcionar a uma loja física para comprar o chip que custa 35 soles no total (5 soles o chip + 30 pacote de dados). Você só precisará mostrar seu documento de identidade (RG, CNH ou passaporte) para efetuar a compra. Em Lima, a loja com endereço mais acessível da Claro fica em Miraflores, na Av Jose Larco 652. Já em Cusco, tem uma loja na  Av. Ayacucho, 227 (meio quarteirão da Av El Sol).

Como montar um roteiro de viagem com a sua cara

Montar um roteiro personalizado de viagem é uma tarefa que demanda dedicação assim como encontrar passagens com bons preços para o destino desejado e na data que você precisa. Talvez por isso há quem prefira contratar um pacote e só seguir o fluxo da programação proposta para o grupo.

Mas a verdade é que o passeio fica muito mais gostoso quando tem a sua cara e reflete as suas paixões. Então, vale a pena investir tempo para pesquisar e organizar um roteiro personalizado para a próxima viagem.

A primeira etapa é pensar o tipo de destino que está interessado em conhecer. Podem ser praias paradisíacas, cidades históricas, lugares culturais exóticos, passeios de aventura, rotas religiosas, turismo gastronômico, arquitetura, metrópoles cosmopolitas, vilarejos românticos, paisagens com neve, contemplação da natureza e vida selvagem, e assim por diante.

Uma vez definido o estilo da viagem é começar uma lista de lugares que se encaixam no perfil, seja no Brasil ou em outros países. Com isso,  você terá um leque de opções e flexibilidade para encontrar o destino que cabe no orçamento e até aproveitar as promoções de passagens aéreas que surgirem.

Com a escolha feita, é a hora de buscar inspiração. Comece, por exemplo, olhando no Instagram fotos do destino, detalhes da arquitetura das cidades, monumentos, paisagens, comidas típicas… Se veja naquele local e encha a cabeça de ideias para organizar a futura visita.

Outra dica é abrir o mapa e checar se é possível combinar destinos para multiplicar a viagem. Ao invés de conhecer apenas Curitiba, o roteiro pode ser estendido para o litoral paranaense ou um bate-volta até o Parque Estadual Vila Velha. Ou pense em casar Buenos Aires com Colônia de Sacramento, apenas incluindo um passeio de barco no roteiro.

monte um roteiro de viagem enxuto

Para montar o roteiro final com as atividades previstas a cada dia, identifique os lugares indispensáveis para a você e priorize colocando na programação dos primeiros dias de viagem. Assim, se algo der errado, ainda terá tempo para reorganizar a agenda e conhecer em outro dia. Em seguida, pode encaixar os locais que acha interessantes,  mas não são essenciais. Por último, se sobrar tempo, as atrações que não faz tanta questão.

Agora não se preocupe em marcar ponto em todas as atrações turísticas de cada cidade que escolher visitar.  A proposta é fazer a viagem para relaxar e não se estressar correndo de um lado para outro para cumprir uma agenda apertada de “compromissos”. Até porque tem locais famosos e que não tem nada a ver com a gente, né?!

Para ter uma noção, Wembley está entre os pontos turísticos perto de Londres, mas nem passei perto porque simplesmente não tenho o mínimo interesse em tênis. Por outro lado, eu aluguei um carro e despenquei até o vilarejo de Chawton para conhecer o museu de Jane Austen.

Então, o meu conselho é: no lugar de uma série de check-ins em atrações aleatórias que não representam nada para você, pesquise se o destino não tem passeios alternativos relacionados ao seu livro, filme, seriado ou banda favoritos.

No meio da empolgação com o destino só não esqueça de ter equilíbrio: é preciso tempo para descansar. Então, deixe espaço no roteiro para relaxar, curtir um pouco mais seu jantar, se demorar em um local que gostou ou mesmo para incluir programações de última hora. É bom estar livre, caso a cidade te surpreenda!

O mapa para Nárnia em um passeio com CS Lewis

Para a jornalista viajante que está sempre atrás de lugares novos para conhecer, o maior sonho era achar uma passagem para Nárnia. Demorei, mas finalmente encontrei o famoso guarda-roupa que dá entrada ao reino fantástico criado pelo escritor CS Lewis e claro que vou compartilhar o caminho aqui no blog, fechando a primeira série de posts sobre viagens inspiradas por livros no Reino Unido.

O roteiro literário começa justamente na terra onde Lewis nasceu: a Irlanda do Norte, país que faz parte do Reino Unido junto com a Escócia e a Inglaterra. A história do escritor teve início em 1898 na cidade de Belfast. É possível ir até os endereços onde ele viveu na infância com a família, apenas para conferir por fora a placa azul que registra a trajetória do autor pela capital irlandesa.  Nas redondezas, ainda estão a igreja onde o autor foi batizado e uma das escolas (Campbell College) que frequentou, onde curiosamente existe um charmoso poste de luz com ares narnianos.

O grande presente para os fãs de Nárnia, entretanto, está em uma construção recente na região: a CS Lewis Square. O espaço ao ar livre foi inaugurado em novembro de 2016 e nos permite sentir como as crianças ao descobrir os arredores do reino mágico.

Além de uma estátua do escritor a bisbilhotar o interior do cobiçado guarda-roupa, a praça reúne esculturas dos principais personagens da história, inclusive o próprio Aslam, os castores e o fauno senhor Tumnus. Se a sua visita for no inverno, a neve pode tornar o cenário ainda mais fantástico para se sentir dentro do livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa! #ficaadica

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Mas a homenagem à obra de CS Lewis não se limita à nova praça. O escritor também vem sendo homenageado em diversos murais espalhados pelas ruas residenciais de Belfast. Os muros pintados são uma marca da cidade e recontavam parte da história da capital irlandesa, que por anos foi assolada por um intenso conflito armado entre católicos e protestantes.

Desde o cessar fogo, as pinturas paramilitares vêm sendo substituídas por imagens da cultura do país e retratos de Nárnia já são vistos na vizinhança. Então, vale a pena incluir no passeio uma passagem por Dee Street, Pansy Street e Convention Court para conferir alguns desses exemplares.

A rota inspirada em CS Lewis ainda pode te levar a uma viagem pela costa litorânea da Irlanda do Norte para visitar dois lugares que fizeram parte da infância do escritor. Um dos destinos fica ao sul de Belfast, na vila de Kilbroney. E não é suposição: o próprio autor revelou ao irmão que a floresta que contorna a pequena cidade era como imaginava a paisagem de Nárnia. Com essa dica, uma trilha foi criada no parque para dar vida ao mundo mágico. Você pode atravessar a porta do guarda-roupa, encontrar o lampião no caminho e ainda visitar a casa dos castores.

Já um passeio ao norte de Belfast chega a Cair Paravel, quer dizer, as ruínas de Dunluce Castle à beira-mar. Lewis costumava passar as férias na região. Por isso, dizem que o local alimentou as ideias para a criação do palácio narniano anos mais tarde.  Confesso que a vista é realmente igual ao cenário utilizado nos filmes da saga.

Depois de curtir o cenário irlandês, os passos de CS Lewis levam para uma das cidades mais conhecidas da Inglaterra: Oxford. O roteiro pode incluir desde a faculdade (Magdalen College) onde o escritor lecionou até o pub (Eagle and Child) onde costumava se reunir com Tolkien e outros amigos escritores para discutir literatura.

No caminho, vale procurar por uma porta especial na rua Catte Street. Com esculturas de fauno nos umbrais, a porta de madeira maciça tem a figura de um leão esculpida no centro e foi intitulada de “Narnia Door” (porta de Nárnia), pois dizem que a imagem serviu de inspiração para o guarda-roupa mágico. Não é difícil acreditar nessa teoria porque CS Lewis passava pelo local com frequência rumo à faculdade e, curiosamente, também tem um lampião bem familiar a poucos metros da porta.

Ainda na região de Oxford, outra parada interessante é The Kilns, a casa onde o autor escreveu todos os livros sobre Nárnia. A propriedade fica na zona rural e está aberta a visitação, basta agendar o tour (link em inglês). O cenário tranquilo da casa de campo serviu como pano de fundo para a história das crianças que foram evacuadas de Londres por causa da guerra.

Nos arredores da casa, uma esticadinha até a igreja Holy Trinity permitirá conhecer a congregação da qual CS Lewis se tornou membro após a conversão ao cristianismo e onde foi enterrado junto com a esposa Joy. O ponto mais emocionante da visita, entretanto, é uma das janelas. Anota essa dica e preste atenção para encontrar os vitrais com a figura de Aslam e do castelo Cair Paravel, que foram colocados justamente no lado da igreja em que o escritor costumava se sentar durante os cultos de domingo.

A jornada poderia até terminar em Oxford, mas quem chegou até aqui não resistiria a dar um pulinho em Londres, né?! Por mais que a biografia de Lewis não tenha tantos acontecimentos na capital da Inglaterra, um dos pontos turísticos mais famosos da terra da rainha, a Abadia de Westminster, reserva uma homenagem especial ao criador do reino de Nárnia e seu testemunho de fé hoje está gravado em meio à arquitetura grandiosa da catedral. Eu não resisti às lágrimas quando encontrei o memorial no canto dos poetas e voltaria só para ver de novo.