Como pesquisar voos low cost?

Em tempos de dólar nas alturas, a gente sempre fica atrás de formas para economizar e não extrapolar o orçamento de viagem. O desafio para nós, brasileiros de classe média, é contornar o câmbio desfavorável sem prejudicar o nosso rolê internacional. Como o blog é escrito por alguém que sofre como você na batalha contra os boletos, vou te dar uma dica preciosa para ajudar a gastar menos.

Talvez você já tenha ouvido falar ou lido uma reportagem sobre as companhias aéreas low cost. Essas empresas são famosas por oferecer passagens de avião bem baratas. Às vezes, até como promoções enlouquecedoras de menos de 10 dólares ou euros. As low cost são mais conhecidas na Europa, mas existem praticamente no mundo todo e podem ser estratégias para dar um upgrade no seu roteiro, sem pagar uma fortuna.

O conceito de empresa low cost teve origem nos Estados Unidos e se popularizou na Europa durante os anos noventa. Essas companhias oferecem baixas tarifas eliminando custos derivados de serviços tradicionais oferecidos aos passageiros, como marcação de assentos, refeições, despacho de bagagens e entretenimento de bordo.

Como funcionam os voos low cost?

O negócio é baseado na simplicidade do serviço e não há distinção de classes nos voos (todo mundo é econômica hehehe). O preço básico ofertado ao passageiro inclui apenas o direto do embarque e uma mala pequena de proporções e volume específico. Sempre confira (e siga!) a informação sobre a bagagem no site antes de confirmar a compra para evitar dores de cabeça.

Você pode comprar peso adicional ou o despacho de bagagens. Mas atenção:  se precisar do volume extra, compre pela internet antecipadamente porque o preço geralmente será mais extremamente mais barato que no balcão do aeroporto. Aliás, o check-in do voo também deve ser feito online. Do contrário, será preciso pagar taxa extra. Em resumo, se você quiser algum atendimento além do básico, será cobrado a mais.

Quando vale a pena voar de low cost?

É bom sempre avaliar as outras alternativas de transporte disponíveis na região, como o trem, o ônibus ou até o aluguel de carro. Na Europa, por exemplo, se a viagem de trem for inferior a 4 horas, a linha férrea é uma melhor opção do que um voo low cost. Até mesmo se o bilhete de trem for um pouco mais caro.

Digo isso porque as companhias áreas de baixo custo operam em aeroportos secundários e que geralmente ficam localizados em áreas distantes e nem sempre com acesso fácil. Já as estações de trem estão dentro da cidade e, muitas vezes, já conectadas com o transporte público para conexão com diversos bairros. Então, faça sempre um comparativo antes de decidir como será o seu deslocamento, ok?!

Como pesquisar e encontrar voos low cost?

Diferente das empresas normais que a gente conhece de cor e vai direto no site para pesquisar passagens, saber todas as companhias áreas low cost e em quais rotas atuam é uma tarefa difícil. Só na Europa são mais de 20 atualmente  e a lista sempre tem alterações por causa do fechamento ou abertura de novas empresas. Então, conferir uma a uma para encontrar o voo desejado seria um processo demorado. Para quem não fala outros idiomas,  é mais um problema porque nem todos permitem tradução para o português.

Por isso, as ferramentas de busca são uma mão na roda  para ajudar a encontrar essas passagens baratas. A pegadinha é que os sites mais populares, como Decolar.com, Viajanet e Submarino Viagens não mostram os bilhetes das companhias low cost ou quando mostram o preço aparece com uma taxa enorme embutida.

Então, para quem quer aproveitar as companhias low cost e economizar com deslocamentos em outros continentes, preparei uma lista dos melhores sites (todos em português!) para pesquisar e encontrar essas pechinchas:

1- Skyscanner

Esse buscador de passagens aéreas já se tornou conhecido no Brasil e foi uma excelente descoberta quando vi que o sistema trabalha com o itinerário das low cost. O site tem funcionalidades como o outlet com promoções para voar de última hora e também o banco de dados que mostra mês a mês os destinos com passagens mais baratas.  Além disso, oferece um aplicativo de celular gratuito compatível com o sistema Android e iPhone (iOS), onde é possível ativar um alerta e ser notificado quando houver bom preço da passagem que o usuário tem interesse. Para buscar passagens low cost, clique aqui!

 

2 – Omio (antigo Go euro)

Descobri esse site ao planejar minha viagem à Inglaterra e fiquei fã porque o buscador oferece um comparativo de todas as opções de transporte disponíveis. Basta digitar a origem e o destino que a ferramenta procura por voos, horários de trem e até linhas de ônibus que fazem o trajeto. No resultado são apresentados o preço do bilhete e o tempo de viagem em cada modalidade. Super prático! Quer fazer a comparação? Clique aqui.

 

3 – Kiwi

Outro site muito prático para encontrar voos low cost pelo mundo. O grande destaque para mim é uma funcionalidade que permite ver os destinos com passagens mais baratos para o período da viagem, igual o sistema que começou a ser oferecido no Google Flights. Para ver o levantamento, é só digitar a cidade de partida (sem especificar o aeroporto!) e no destino colocar a opção “qualquer local”. Voilá! É só verificar os preços no mapa e escolher para onde ir. Faça sua pesquisa!

 

4 – Momondo

Ainda não é um site tão conhecido entre os brasileiros, mas é ótimo para encontrar as passagens low cost. O site tem um diferencial porque na hora da pesquisa mostra uma barra com os preços das passagens em outros dias da semana para você comparar e escolher as datas com valores mais em conta para voar. Consulte!

 

5 – Kayak

Também é um buscador de passagens que inclui os voos low cost no sistema de pesquisa, porém não é o meu preferido. Na minha opinião, a ferramenta é muito simples e não oferece nenhuma das outras funções bacanas que encontramos nos outros sites citados. Confira!

Quanto custa viajar para o Peru?

Você já se encantou com as fotos de Machu Picchu no Instagram, virou expert na história da civilização inca depois de tanto pesquisar na internet e ficou com água na boca para experimentar os pratos típicos da culinária peruana. A única dúvida para confirmar a viagem ao Peru como próximo destino de férias é: será que cabe no orçamento?

Para te ajudar a fazer as contas, reuni neste post todos os custos para o roteiro básico de primeira viagem ao Peru, desbravando o Vale Sagrado dos incas e Machu Picchu. Os preços são apenas uma referência para facilitar o planejamento e podem ocorrer variações dependendo do perfil do viajante.

O orçamento abaixo é de um viajante econômico-moderado, com hospedagem em quartos privados de hotéis menores e alimentação em restaurantes locais baratos no Peru. Os valores aproximados em reais foram calculados com base na cotação de fevereiro de 2019.

preço Passagens aéreas para o Peru

Entre R$ 1200 e R$ 1500, saindo de São Paulo.

 

custo Hospedagem no Peru = R$ 900 reais  

A hospedagem é o item mais variável do orçamento de viagem, pois o gasto depende do perfil de cada pessoa. Os valores citados abaixo são para hotéis pequenos de 2 ou 3 estrelas, sem luxo, mas com boa estrutura.

  • 4 noites em Cusco = R$ 530 (R$ 130/noite)
  • 2 noites no Vale sagrado (1 Pisac/Urubamba + 1 Ollantaytambo) = R$ 200 (R$100/noite)
  • 1 noite em Águas Calientes = R$ 170

Topa compartilhar um quarto com outros viajantes no hostel?

Então, o gasto com hospedagem pode ser dividido por três para adequar o orçamento ao seu perfil de viajante!

Booking.com

 

preço Passeios no Vale Sagrado = R$ 580

  • Boleto turístico integral = 130 soles (R$ 155) *o boleto parcial custa 70 soles (R$ 83)
  • Excursão guiada em grupo Sacsayhuaman, Qenqo, Puca Pukara, Tambomachay = 20 dólares (R$ 80)
  • Excursão guiada em grupo Vale Sul = 20 dólares (R$ 80)
  • Excursão guiada em grupo Mara e Moray = 20 dólares (R$ 80)
  • Ingresso simples Machu Picchu – 45 dólares (R$ 180)

 

custo Transporte no peru = R$ 750

  • Passagem van de Cusco a Pisac – 14 soles (R$ 17)
  • Passagem van de Cusco a Ollantaytambo – 14 soles (R$ 17)
  • Bilhete de trem Ollantaytambo a Águas Calientes (econômica) – 70 dólares (R$ 270)
  • Bilhete de trem Águas Calientes a Ollantaytambo (econômica) – 70 dólares (R$ 270)
  • Passagem de ônibus de Águas Calientes a Machu Picchu – 24 dólares (R$ 100)
  • Passagem van Ollantaytambo a Cusco – 14 soles (R$ 17)
  • Táxi do aeroporto de cusco/hotel (ida e volta) – 40 soles (R$ 48)

 

custo Alimentação no Peru = em torno de R$ 400

40 a 50 soles por dia, incluindo café da manhã, almoço, lanche e jantar em lanchonetes/restaurantes locais. Para sete dias de viagem, o gasto total fica entre 290 a 350 soles (R$ 350 a R$ 420).

O orçamento final fica em torno de R$ 3.900 a R$ 4.000 para o roteiro de 7 dias de viagem por Cusco e demais cidades do Vale Sagrado até Machu Picchu

preços para o roteiro de viagem com lima

  • Hospedagem 3 noites em Lima – Acrescente R$ 500 (R$ 165/noite) *em caso de hostel, divida o valor por 3 para adequar o orçamento ao seu perfil
  • Ingresso Huaca Pucclana – 15 soles (R$ 18)
  • Ingresso Circuito Mágico das Águas – 4 soles (R$ 5)
  • Tour guiado a pé no Centro Histórico de Lima – 10 a 15 soles (R$ 18)
  • Ingresso basílica e catacumbas do convento de São Francisco – 15 soles (R$ 18)
  • Ingresso Museu Larco – 30 soles (R$ 35)
  • Ônibus executivo do aeroporto de Lima a Miraflores (ida e volta) – 15 dólares (R$ 60)
Ampliando o roteiro para incluir 3 dias de estadia em Lima, o custo final fica em torno de R$ 4.500.

 

Quanto dinheiro levar para o Peru?

Para o roteiro de 10 dias com stop-over em Lima, eu levei 250 dólares + 150 reais para trocar por soles. Todos os hotéis, os bilhetes de trem e o ingresso para Machu Picchu já estavam pagos. O dinheiro foi suficiente para os gastos com alimentação, compra dos outros passeios, transporte e lembrancinhas.

Águas Calientes: parada estratégica antes de Machu Picchu

Machu Picchu é impressionante e não pode faltar no roteiro de primeira viagem ao Peru, mas preciso dizer uma coisa que poucas pessoas lembram de avisar: o passeio pela cidadela inca demanda um certo grau de esforço físico.

Só para chegar ao local de observação onde são clicadas as fotos mais populares nas redes sociais já será necessário encarar uma baita subida e o sítio arqueológico tem muito mais a oferecer a quem estiver com disposição para movimentar o corpo. Então, estar descansado é fundamental para aproveitar o máximo da visita ao lugar.

Justamente por isso, Águas Calientes ocupa uma posição estratégica no roteiro básico de viagem ao Peru. O vilarejo com pouco mais de 6.000 moradores fica localizado aos pés da montanha onde as ruínas repousam, ou seja, é a parada ideal para quem precisa de uma boa noite de sono antes de encarar os altos e baixos no interior de Machu Picchu, com incontáveis degraus adaptados para a estatura dos incas – cuja a fama é que eram bem maiores do que nós.

Sendo sincera, além da parada para descanso, Águas Calientes não tem outros grandes atrativos. O vilarejo possui apenas fontes de banhos termais (entrada: 10 soles) para oferecer aos turistas, o que pode ser uma boa pedida para quem gastou energia o dia todo em trilhas por Machu Picchu. No entanto, eu preferi mesmo foi de vagar pelas ruas pequenas do povoado no tempo livre,  observar os moradores locais e admirar as imponentes montanhas ao redor.

Como chegar em Águas Calientes

Não há rodovias que ligam diretamente Águas Calientes a Cusco e Ollantaytambo. O meio de transporte mais prático é o trem, que deixa os visitantes na estação dentro do povoado. O único problema da ferrovia é o preço. O percurso ida e volta custa a partir de 150 dólares.

A alternativa para quem quiser economizar pode ser o caminho da hidrelétrica, que custa em torno de 30 dólares. O trajeto combina transporte de van e uma caminhada até Águas Calientes.  Entretanto, leve em consideração que a viagem de van dura em torno de 6 horas até a hidrelétrica e depois mais quase duas horas a pé para chegar ao vilarejo.

Águas Calientes: Hotéis perto de Machu Picchu

Com o fluxo intenso de turistas para conhecer Machu Picchu, muitas opções de hospedagem se disseminaram pelas ruelas de Águas Calientes. Há desde aluguel de quartos em casas de família até grandes hotéis de luxo para atender a todos os orçamentos de viagem.

Águas Calientes é cortada por um riacho e se divide em duas partes: o lado da estação com o mercado de artesanato e o lado da avenida principal Hermanos Ayar – de onde saem os micro-ônibus que levam até Machu Pícchu.  Na minha passagem pelo vilarejo, optei por ficar perto da avenida, tanto pela proximidade do ponto de ônibus quanto por ser uma área mais movimentada durante a noite – estava viajando sozinha e me senti mais segura.

Entre as diversas alternativas próximas à avenida Hermanos Ayar, minha escolha foi o Mantu Boutique Hotel e super recomendo. A estrutura é novinha, a cama muito confortável, banheiro moderno e tudo estava perfeitamente limpo.

O preço não é tão caro. A diária sai por volta de R$ 250, com café da manhã incluso. Se você sair de madrugada como eu para pegar os primeiros horários de ônibus para Machu Picchu, a equipe prepara uma marmita com lanche para você. A única ponderação que faço é para quem tiver problemas de locomoção, pois o hotel não tem elevador.

Quem procura opções mais baratas e com boa estrutura na região pode conferir: Angie’s Inn, El TamboHostal Urpi, Margarita’s House e Varayoc Bed & Breakfast. As diárias giram em torno de R$ 150.

Os interessados em hotéis cinco estrelas também tem como opções: Casa del Sol, Inti Punku Hotel & Suites, Hatun Boutique Machu Picchu, Tierra Viva Machu Picchu e o ultrarenomado (e mega caro!) Sumaq Hotel.  O preço das diárias varia de R$ 300 a mais de R$ 1300.

Onde comer em Águas Calientes

Por causa da enxurrada de turistas, encontrar alimentação boa e barata pode  ser um desafio no vilarejo. Para fugir de armadilhas, recomendo sempre olhar antes o cardápio que fica disponível do lado de fora e perguntar sobre taxas adicionais de serviço.

Faço um alerta para os restaurantes da avenida Imperio de Los Incas (perto da estação de ônibus e do letreiro de Machu Picchu Pueblo). Deixei quase um rim (mais de 30 soles) para pagar um almoço sem nada demais e uma garrafinha de inca cola.

Uma dica de preços melhores são os restaurantes chifas, que misturam a culinária oriental e peruana. Tem algumas coisas exóticas no cardápio, mas, em geral, será possível encontrar pratos simples como frango na chapa com batata frita (pollo a la plancha, con papas fritas).

Eu experimentei o Yakumama (103, Antisuyo), onde tem menu econômico com entrada e prato principal a partir de 15 soles. Com o meu copo de chica morada (adoro!), a conta saiu por menos de 20 so-les na época e a comi-da estava gostosa.

O Yakumama fica numa pequena tra-vessa que dá acesso à praça principal e on-de tem vários restau-rantes e cafés com valores interessantes. São diversos estilos e tem até espetinhos para quem estiver com saudade de um churrasquinho.

Além disso, tem muitos mercadinhos e pequenas padarias espalhadas pela avenida principal e também nas pequenas ruas de Águas Calientes que podem suprir com lanchinhos para enganar o estômago.

Um mergulho no passado pelas ruas de Ollantaytambo

Já pensou visitar uma cidade inca ainda habitada? Se esse é um dos seus sonhos, Ollantaytambo não pode faltar no roteiro de viagem ao Peru. Pisac, Moray e Machu Picchu foram todos abandonados após a chegada dos colonizadores espanhóis e hoje estão em ruínas, mas Ollanta nunca chegou a ser desocupada. Por isso, preserva o traçado de estreitas ruas e a organização urbana projetada por seus primeiros moradores.

Ollantaytambo era um importante centro religioso, agrícola e também militar. De acordo com as leis incas, as terras eram reservadas para a dinastia dos governantes . Devido à localização estratégica durante a invasão espanhola, o lugar serviu como um posto de defesa contra os europeus.

É claro que os incas foram substituídos ao longo dos anos pela população de nativos peruanos, mas a marca do antigo povo permanece nas vielas rústicas de Ollantaytambo, onde o asfalto nunca chegou e será possível pisar o mesmo chão de pedras por onde passaram os incas.

Ao se embrenhar nas ruas agora frequentadas por cholas – mulheres com vestes típicas do Peru –  o visitante se depara também com muros de pedra de encaixe perfeito dos incas e verá a água correr por canaletas construídas pelo antigo povo que habitou o Vale Sagrado. Tudo convivendo com as simplórias casas coloniais que abrigam os moradores e turistas, bem no meio das montanhas onde repousam as ruínas da imponente fortaleza inca.

O maior erro na visita a Ollanta é passar pelo vilarejo rápido demais. O lugar geralmente faz parte do itinerário básico de visita ao Vale Sagrado, mas a maioria dos pacotes não inclui sequer uma tarde inteira por ali. A passagem é apenas para conhecer as ruínas da fortaleza, que parece feita de ouro quando bate a luz do sol. Nessa correria, você perde a chance justamente de andar pelas antigas ruas de pedra do povoado e absorver a história contada nesse museu habitado a céu aberto.

Então, para aproveitar a experiência em Ollantaytambo, o roteiro básico de sete dias sugerido aqui no blog prevê reservar uma noite no vilarejo antes de seguir rumo a Águas Calientes e se preparar para a visita a Machu Picchu.

O tempo será suficiente para curtir o clima das ruas históricas no primeiro dia em Ollanta e desbravar a fortaleza na manhã seguinte, antes de partir para a próxima parada (não se esqueça: é necessário o boleto turístico para o ingresso ao sítio arqueológico).

Se decidir estender a estadia por Ollanta, outras ruínas rodeiam a cidade e podem ser acessadas gratuitamente por trilhas de curta duração. As principais são a colina Pinkkaylluna, com o que sobrou dos antigos armazéns incas, e a pirâmide e ponte inca de Quello Raqay. Você também pode visitar as pedreiras abandonadas de onde material de construção da cidade foi extraído, caminhar até Pumamarka ou visitar a lagoa Yanacocha. Veja mais locais encontrados a curtas caminhadas a partir do centro da cidade (site em inglês).

COMO CHEGAR EM OLLANTAYTAMBO

A partir de Cusco, é possível contratar um táxi particular para fazer o percurso até Ollanta. Outra opção é ingressar em um tour guiado em grupo pelo Vale Sagrado, com parada final no vilarejo. Eu escolhi essa opção e comprei o pacote da empresa Viajes Pacífico, incluindo todo o trajeto por Pisac, Moray, salineras de Maras e Ollantaytambo.

Além disso,  existem vans de linha que saem do centro de Cusco, de hora em hora, e custam 14 soles. As  vans são também uma opção para quem quiser retornar a Cusco, pois funcionam como uma espécie de ônibus intermunicipal.

Hospedagem: Onde ficar em Ollantaytambo

Há muitas opções de hotéis, pousadas e hostels no entorno da plaza de armas, bem perto da entrada do sítio arqueológico. Essa área é a mais interessante para ficar durante a estadia no vilarejo, pois a praça central concentra os cafés, restaurantes e mercadinhos para matar a fome. A boa notícia é que não será difícil encontrar camas em quarto compartilhado por até R$ 50 ou menos por noite e quartos privados por até R$ 150.

No alto da avenida Ferrocarril e da avenida Estudiantes, há pousadinhas simples, bem localizadas e com bons preços. Entre as alternativas estão as hospedagens Dona Catta Inn, El Chasqui, Las Orquideas Ollantaytambo, Sol Miranda, Hostel Andenes e Hospedaje Inka’s.

Na minha viagem, fiquei hospedada no Hostal Los Andenes e paguei cerca de R$ 120 por um quarto privativo, com café-da-manhã incluso a diária. Tudo estava limpo e o banheiro era todo renovado, inclusive com água bem quente no chuveiro. Oferecem até aquecedores portáteis sem custo adicional e guardam as malas após o check-out para os interessados em explorar mais Ollantaytambo. O local tem ainda dormitórios compartilhados para quem quiser economizar mais. O preço gira em torno de R$ 40 cama/noite.

Na parte antiga da cidade, há ainda diversos tipos de hospedagem com preços bem acessíveis. Só faço uma ponderação: à medida em que as ruas se afastam da praça, a região é bem menos iluminada e mulheres viajando sozinhas podem se sentir um pouco inseguras depois do anoitecer. Se for o caso, escolha os estabelecimentos que ficarem mais perto da Plaza de Armas, como: Killari Hostal Ollantaytambo, Pousada Inka Wasi, B&B Chayana Wasi e Mama Killa Hostal.

A região com maior concentração hoteleira fica a aproximadamente 15 minuto da estação ferroviária de onde saem os trens com destino a Águas Calientes, o povoado mais próximo de Machu Picchu. O trajeto pode ser feito a pé ou nos pitorescos tuk-tuks, que cobram apenas 2 soles por viagem.

Onde comer em Ollantaytambo

A região da Plaza de Armas em Ollantaytambo reúne a maior parte das lanchonetes, restaurantes e cafeterias do povoado. Sanduíches e pratos simples podem ser encontrados nos cardápios por algo em torno de 15 soles. Já refeições mais elaboradas não sairão por menos de 20 soles.

Na minha passagem por Ollanta, estava sem muita fome e a minha pedida foi apenas por uma enorme xícara quente de cappuccino com bolo para encerrar o dia, o que acabou me atraindo para a vitrine cheia de confeitarias do La Esquina Café. A conta saiu por cerca de 14 soles.

Em uma conferida pelo cardápio, não achei os preços dos outros pratos baratos. Porém, como eu estava com saudade de um lanchinho simples de padaria brasileira, foi exatamente o que eu precisava e o lugar é bem charmoso, com varanda para a praça principal.

Uma outra indicação pode ser o Hearts Cafe, com preços mais em conta e cardápio variado. Porém, não tive oportunidade de testar porque só encontrei o lugar quando estava rumo a estação de trem para ir embora.

Confira no TripAdvisor outras recomendações de restaurantes BBB (bom-bonito-barato) para experimentar em Ollantayambo.

Tudo que você precisa para chegar a Machu Picchu

Machu Picchu é o principal ponto que desejamos riscar da lista de lugares para visitar em uma primeira viagem ao Peru. A imagem das ruínas já está tão disseminada na internet que é comum a ilusão de que o cartão-postal peruano pode ser avistado facilmente como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, mas a verdade é que só para dar uma espiada na cidadela perdida dos incas será preciso percorrer um longo caminho.

Assim como as pirâmides do Egito estão em uma região afastada da capital Cairo, Machu Picchu não fica perto das principais cidades do Peru. O complexo arqueológico está cercado por mata e incrustado em uma cadeia de montanhas, perto de um vilarejo chamado Águas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo), localizado há mais de 70 quilômetros de Cusco e sem ligação por rodovia duplicada.

Além disso, para ter acesso às ruínas é preciso comprar um ingresso com antecedência porque o número de visitantes passou a ser limitado por dia e o tempo de permanência também está sendo controlado.

Nada disso que estou falando é para te desanimar de conhecer o lugar, até porque existe toda uma estrutura organizada para o acesso à cidadela. No entanto, saber os detalhes é importante para planejar bem, evitar contratempos e se deslocar com segurança rumo ao topo da montanha onde está Machu Picchu.

Melhor época para ir a Machu Picchu

O período entre os meses de maio a setembro é o mais indicado para a visita à cidade inca, pois corresponde à estação seca no Peru. A probabilidade de chuva e neblina será menor nesta época do ano, o que é ideal para uma boa visibilidade das ruínas e para os melhores cliques da clássica paisagem de Machu Picchu entre as montanhas.

É verdade que tem gente que foi no verão entre dezembro e fevereiro, no meio da estação chuvosa, e deu tudo certo, até com sol durante todo o dia da visita. Porém, o fato é que as chances de chuva são maiores nesse período. Será que vale arriscar pagar uma viagem para chegar ao ápice do passeio e correr o risco de dar de cara com a paisagem coberta por nuvens?

Quanto custa o ingresso para Machu Picchu?

Existem três tipos de ingresso para Machu Picchu. O mais básico dá acesso apenas ao sítio arqueológico e custa 152 soles (algo em torno 45 dólares). Os outros dois combinam a visita à cidadela com trilhas pelas montanhas Waynapicchu ou Machupicchu, com preço de 200 soles (cerca de 60 dólares).

Onde comprar os ingressos para Machu Picchu

O mais recomendado é comprar os ingressos com antecedência pela internet na data da sua viagem, já que o número diário de visitantes em Machu Picchu é limitado. O planejamento é ainda mais recomendado se a viagem for entre julho e agosto, período das férias escolares na Europa e que atrai vários turistas às ruínas incas.

A compra pode ser feita pelo site oficial de Machu Picchu. Os ingressos são disponibilizados para até cinco meses adiante e é possível verificar quantas vagas ainda restam em cada data. No entanto, há uma pegadinha: até o momento, o site só aceita cartões da bandeira Visa.

Outra opção é comprar o bilhete por agências de turismo locais. Já existem empresas que oferecem o produto pela internet para garantir o ingresso antes de sair do Brasil, como a Ingresso Machu Picchu e a Easy Peru. Porém, se você não planejou e deixou para última hora pode arriscar presencialmente e visitar os escritórios locais em Cusco e Águas Calientes para verificar as datas ainda com vagas disponíveis.

  • Em Aguas Calientes:
    • Num quiosque na Av. Pachacutec, cuadra 1, s/n
    • Segunda a sábado das 5h20 às 20h45

Quanto tempo posso permanecer dentro do complexo?

Desde o ano passado, o tempo máximo de permanência no interior do sítio arqueológico é de 4 horas e na hora da compra do ingresso será preciso escolher se a entrada será no período da manhã ou da tarde.

Quando eu estive no Peru em 2018, não era preciso especificar a hora de início da visita, mas as regras mudaram a partir de 1º de janeiro de 2019 e os ingressos agora estão sendo vendidos com horário marcado. Ao todo, são 9 horários disponíveis: a primeira entrada às 6h, e a última, às 14h.

Outra mudança é que agora não é mais permitida a segunda entrada (#chateada). Até o fim do ano passado, você podia ingressar com o guia e ter uma visão geral do complexo, sair e depois entrar novamente para apreciar o lugar com mais calma. Esse benefício era importante porque em determinados pontos do circuito você é obrigado a seguir em sentido único para a saída e pode passar batido em alguma área importante.

Não sei se os fiscais na portaria vão seguir à risca a nova regra, mas em todo caso é bom dar uma conferida prévia no mapa de Machu Picchu para não passar reto nos principais destaques do complexo arqueológico.

Como chegar a Machu Picchu?

Para responder essa pergunta, é preciso considerar que existem três formas de se deslocar de Cusco para o vilarejo de Águas Calientes, que fica aos pés da montanha onde está Machu Picchu. A mais convencional e simples é pela ferrovia.

Você pode embarcar no trem pelas companhias Inca Rail e Peru Rail tanto da estação de Poroy (30 minutos de táxi do centro de Cusco) quanto da estação de Ollantaytambo. Os preços são por trecho (só ida ou só volta) e variam conforme dia e horário da viagem, mas o custo gira em média de 70 dólares (lanche incluso).

O caminho entre Cusco e Águas Calientes também pode ser feito por trilha e há empresas especializadas nesta experiência pela mata, com pacotes de três a cinco dias. As trilhas mais conhecidas são a trilha inca clássica e a salkantay, mas é necessário contratar o tour por agência de turismo e o preço do pacote completo não sai por menos de 400 dólares.

A alternativa mais barata, entretanto, é o percurso pela hidrelétrica: parte do roteiro é feito de van de Cusco até a estação da hidrelétrica de Santa Maria e depois o restante do trajeto será percorrido a pé até Águas Calientes. A passagem da van custa em torno de 25 dólares (ida e volta), mas é preciso levar em consideração que a viagem de van dura em torno de 7 horas até a hidrelétrica e depois mais duas horas de caminhada para chegar a Águas Calientes.

De Águas Calientes, é possível subir ao complexo de Machu Picchu por uma trilha de aproximadamente uma hora. O percurso é basicamente por escada e demanda um certo nível de preparo físico.

Se preferir guardar o fôlego para desbravar o interior de Machu Picchu, existem micro-ônibus com saídas a cada 20 minutos da avenida Hermanos Ayar. O preço é 24 dólares (ida e volta) e a passagem pode ser reservada pela internet ou presencialmente no stand da Consettur na mesma avenida. Apesar do ingresso para Machu Picchu ter agora hora marcada, os ônibus não são vendidos por horário.

É necessário contratar guia?

Até o ano passado, não era obrigatório um guia para o acesso a Machu Picchu. No entanto, as novas regras de visitação para 2019 falam sobre a proibição da entrada sem guia a partir de agora. Não sabemos se a questão será realmente fiscalizada na portaria, mas é fácil contratar guia.

Os hotéis em Águas Calientes geralmente têm contatos de guias para contratar. Além disso, há guias que ficam posicionados junto à porta de entrada e cobram entre 120 e 150 soles para guiar grupos de até 4 pessoas. Você não terá dificuldade em se encaixar num grupo.

Dá para fazer sem pacote de agência?

Sim e sem muita dificuldade. Eu viajei sozinha e fiz todo o processo de compra dos bilhetes de trem, passagens de ônibus para Machu Picchu e o ingresso para o sítio arqueológico por conta própria. Além de ficar mais barato que o pacotão da agência, também pude ter mais flexibilidade no roteiro.

Peru: viagem pelo Vale Sagrado dos Incas até Machu Picchu

Conhecido entre as sete maravilhas do mundo, Machu Picchu é a primeira imagem que vem à mente ao pensarmos em uma viagem para o Peru. A cidade perdida dos incas impressiona não só nas fotos, mas também ao vivo e não pode faltar no roteiro da primeira visita ao país andino.

No entanto, o turismo no país não vive apenas de Machu Picchu. Pelo caminho até as famosas ruínas incas, há várias paradas estratégicas para admirar no Vale Sagrado e fazer o máximo da sua viagem.  Então, anote o roteiro básico para se aventurar pelo Peru e tire as dúvidas para organizar sua visita ao país.

Veja também: Quanto custa o roteiro básico de viagem ao Peru?

Quantos dias para ver o essencial no Peru?

Para conhecer o básico do Vale Sagrado dos incas, serão necessários de cinco a sete dias inteiros de viagem. Você fará uma conexão rápida no aeroporto de Lima e seguirá para Cusco, onde poderá estender o roteiro a Pisac, Maras, Moray, Ollantaytambo e fechar o passeio em Machu Picchu.

Sete dias é o ideal para percorrer toda essa região sem correria. Assim, vai ter tempo para descansar entre as intensas caminhadas de tirar o fôlego por causa do ar escasso na altitude do Vale Sagrado.  Essa estratégia é essencial para evitar o soroche.

O que fazer no Peru além de Machu Picchu

O roteiro básico de 7 dias pode ser dividido assim:

– 3 noites em Cusco: o dia de chegada sem atividades pesadas para o organismo se adaptar à altitude de 3.400 metros acima do mar. O segundo dia pode ser para caminhar pelas ruas históricas de Cusco ou conhecer os pontos arqueológicos próximos. O terceiro dia vale um bate-volta ao sítio arqueológico de Pisac. Veja o roteiro detalhado aqui!

– 1 noite em Ollantaytambo: você sairá de Cusco e visitará as salineras de Maras e o sítio arqueológico de Moray no caminho até Ollanta, onde vai encerrar o dia.

– 1 noite em Águas Calientes: depois de explorar a fortaleza inca e as ruas antigas Ollantaytambo no período da manhã, você embarca à tarde no trem com destino a Águas Calientes – o vilarejo que fica aos pés de Machu Picchu. Descanse em Águas Calientes para subir a montanha nos primeiros horários no dia seguinte e desbravar o interior da cidade perdida dos incas.

– 1 noite em Cusco: após um dia de intensa atividade em Machu Picchu, pegue sua mochila no hotel e embarque de volta para Cusco para a última noite no Peru e descanse antes do voo de retorno ao Brasil no dia seguinte.

Tem mais tempo disponível?
Se você tiver 10 dias para a viagem, recomendo fazer um stop over em Lima e reservar de 2 a 3 dias para a capital do Peru antes de seguir para Cusco. Não temos voos diretos do Brasil para a região do Vale Sagrado, onde fica Machu Picchu.

Por isso, Lima é parada obrigatória no roteiro, mas você decide se a conexão será de apenas algumas horas no aeroporto ou de alguns dias para conhecer mais da cidade onde os prédios modernos dividem espaço com a arquitetura colonial espanhola.

Caso a estadia no Peru seja a partir de 15 dias, pode ainda incluir no roteiro visitas à Rainbow Montain (Vinicunda), linhas de Nasca, Vale do Colca, Ica, Paracas, Ilhas Ballestras, Huacachina, Arequipa, Puno ou Puerto Maldonado.

Como se locomover entre os lugares no Vale Sagrado?

As opções são diversas para atender a todos os perfis de viajante. Há a possibilidade de pegar um táxi para se deslocar entre os sítios arqueológicos e pequenas cidades próximas a Cusco ou contratar excursões para percorrer os pontos turísticos do Vale Sagrado acompanhado por um guia.

Existem também vans de linha e ônibus que saem em horários regulares para interligar Cusco a Pisac e Ollantaytambo. O trem é outra opção de transporte entre Cusco e Ollantaytambo.

O ônibus é ainda uma alternativa para chegar a Arequipa, Nasca, Puno, Ica e Paracas, mas é bom saber que a viagem será demorada e cansativa. Dependendo do tempo e orçamento disponível, há voos internos entre Cusco, Arequipa e Ica.

Além disso, desde o ano passado, os trilhos da ferrovia ligam Cusco a Arequipa e Puno para os interessados em viajar em grande estilo para conhecer as linhas de Nasca e o lago Titicaca.

Melhor época para a viagem ao Peru

Se o foco da viagem for Machu Picchu e o Vale Sagrado, planeje-se para visitar o Peru na estação seca, de abril a setembro. Neste período, a probabilidade de chuvas será menor e você reduz o risco de encontrar a cidade inca encoberta por nuvem e neblina. Acredite, devido à altitude, isso pode acabar com o passeio.

O clima também será ideal para passeios nas demais montanhas e sítios arqueológicos do país. Só lembre que a estação seca coincide com a época de frio e as temperaturas são mais baixas na região. Então, prepare a mala com casacos adequados para enfrentar o vento.

No verão, entre dezembro e fevereiro, chove muito em Cusco e no Vale Sagrado. Já houve anos em que a estrada de ferro ficou interditada, o que pode inviabilizar o deslocamento para as principais atrações.

Já Lima pode ser visitada o ano inteiro. No entanto, não espere bom tempo. A capital do Peru é famosa pelo céu nublado. As chances de ter um pouco de sol serão melhores nos meses de verão, mas não vá com muitas expectativas.

Qual moeda levar para o Peru?

A moeda utilizada no país é o novo sol peruano. No fim de 2018, cada 1 sol valia cerca de 1,15 real brasileiro. Apesar da cotação quase equiparada, comprar moedas fracas no Brasil pode não ser interessante. A margem de lucro das casas de câmbio nessas moedas é maior do que a margem para a venda do dólar ou euro.

Por isso, o mais recomendado é levar dólares para trocar por soles no Peru. Você também consegue encontrar facilmente casas de câmbio para trocar reais por soles, mas neste caso fique atento ao cenário brasileiro. Se ocorrer uma forte desvalorização na moeda brasileira, há risco das casas pararem de aceitar o real e você ficar em apuros.

Na minha viagem, levei a maior parte em dólar e uma quantia reserva em reais para evitar de passar o cartão, caso tivesse gastos extras. Em Lima e Cusco, qualquer local permitia facilmente a troca de reais por soles. Por outro lado, não encontrei essa opção de câmbio nos pequenos vilarejos do Vale Sagrado.

Precisa de passaporte para visitar o Peru?

Não! O Peru faz parte do Mercosul e, por isso, os brasileiros podem entrar no país apenas com a apresentação da carteira de identidade. Agora, se você tem passaporte, sugiro viajar com o documento para garantir mais um carimbo. Além da estampa oficial da imigração, em Machu Picchu você pode marcar as páginas do caderninho azul com uma figurinha simbólica do sítio arqueológico. #ficaadica

E vacinação contra febre amarela?

Até o momento, não é exigida a vacina contra febre amarela para entrar no Peru. A imunização é apenas recomendada para quem vai à Amazônia peruana. No entanto, o surto da doença no Sudeste brasileiro em 2017, já levou país latinos como a Colômbia, Panamá, Cuba, Bolívia, Venezuela e Nicarágua a passarem a exigir a vacina de brasileiros.

Não é possível prever uma alteração nos critérios do país. Além disso, é necessário ter em conta que a vacina só vale depois de 10 dias da aplicação. Se o Peru passar a exigir a vacina amanhã e a viagem estiver marcada para dali a oito dias, podem ocorrer problemas na hora do embarque ou mesmo na imigração. Então, tome a vacina e providencie a emissão do certificado com antecedência.

O Peru tem sistema público de saúde ou só particular?

Segundo as informações oficiais do Ministério das Relações Exteriores, a rede de saúde peruana é boa, mas os hospitais públicos do país não disponibilizam atendimento gratuito a turistas estrangeiros. Por isso, é aconselhável a contratação de um seguro de saúde que ofereça assistência médica ao viajante ou cubra eventuais despesas médicas durante a estada no país.

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como faço para ter internet no celular durante a viagem ao peru?

É muito fácil comprar um chip de celular local para não ficar desconectado durante a viagem. No Peru, a melhor operadora é a Claro e basta se direcionar a uma loja física para comprar o chip que custa 35 soles no total (5 soles o chip + 30 pacote de dados). Você só precisará mostrar seu documento de identidade (RG, CNH ou passaporte) para efetuar a compra. Em Lima, a loja com endereço mais acessível da Claro fica em Miraflores, na Av Jose Larco 652. Já em Cusco, tem uma loja na  Av. Ayacucho, 227 (meio quarteirão da Av El Sol).

Todos os passos para emitir o primeiro passaporte

Ainda não tem passaporte? Como dizia a canção de Raul Seixas, Plunct Plact Zum não vai a lugar nenhum… Pelo menos, não fora da América do Sul. O caderninho azul é mais que um mero espaço para colecionar carimbos. Fora do Brasil, ele será o documento oficial de identificação do  viajante.

CPF, Carteira de identidade e CNH não tem validade para as autoridades da maioria dos países estrangeiros. Então, se está pensando em fazer uma viagem internacional, é hora de tirar o passaporte. Veja as respostas para principais dúvidas sobre a emissão do documento:

Quanto custa o passaporte e como faço para solicitar?

O processo é relativamente simples e pode ser feito por conta própria sem problemas. O primeiro passo começa com uma visita ao site da Polícia  Federal. Na página inicial, vá até a barra lateral e clique em REQUERER PASSAPORTE, depois preencha o formulário com informações pessoais e documentos. Lembrete: revise os dados antes de confirmar e evite erros de digitação ou de ortografia.

Em seguida, será gerado o boleto com a taxa de R$ 257,25. Faça o pagamento e aguarde. A compensação no sistema da Polícia Federal não é feita de forma automática. O procedimento pode demorar entre 24h e 72h.

Passado o prazo, volte ao site da Polícia Federal e selecione a opção “Agendar Atendimento“para apresentar pessoalmente a documentação, tirar a foto e continuar com a emissão do passaporte. Será preciso informar o CPF e o número de protocolo (confira no boleto pago) para escolher o dia, horário e delegacia mais próxima da PF. Atenção:cidades menores geralmente não tem o serviço e será preciso se deslocar para o município pólo da região.

Quais documentos são necessários para emitir o passaporte?

Com o agendamento feito, é preciso comparecer à unidade e levar os seguintes documentos originais:

  • CPF;
  • Comprovante bancário de pagamento da taxa para a emissão do passaporte;
  • Documento de Identificação (RG, carteira nacional de habilitação expedida pelo DETRAN junto com outro documento para comprovar local de nascimento, carteira funcional expedida por órgão público, carteira de identidade expedida por comando militar, passaporte brasileiro anterior (ainda que vencido), carteira de identidade expedida por órgão fiscalizador do exercício de profissão regulamentada por lei, carteira de trabalho e previdência social-CTPS);
  • A pessoa que já teve o nome/sobrenome alterado, a qualquer tempo, em razão de casamento, separação ou divórcio, deve apresentar, além do documento de identidade, TODAS AS CERTIDÕES DE DIVÓRCIO e CASAMENTO para a comprovação de todos os nomes/sobrenomes anteriores;
  • Título de eleitor e comprovantes de votação/justificativa/pagamento de multa da última eleição (dos dois turnos, se houve). Na falta dos comprovantesou do título, pode ser a certidão de quitação eleitoral; 
  • Requerentes do sexo masculino devem ainda apresentar documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório. 

Não será preciso levar foto 3×4. A fotografia para o passaporte será tirada durante o atendimento na Polícia Federal, logo após a conferência de toda a documentação.

Que roupa usar para a foto do passaporte?

O site da Polícia Federal não traz muitas orientações sobre cores de roupa, mas perguntei ao atendente quando fui tirar o meu passaporte e o ideal é vestir blusas de cores neutras mais escuras porque a foto será tirada com um fundo branco.

Sobre o uso de brincos, colares e acessórios, não é proibido. Porém, o atendente pode pedir para retirar qualquer objeto que prejudique sua identificação. O mesmo vale para os óculos de grau.

Quanto a bonés, chapéus ou lenços de cabelo, melhor nem colocar para o dia da foto. São peças que dificultam a identificação e, provavelmente, será preciso tirar tudo para bater a foto do passaporte.

Além disso, tenha sempre em mente que a foto será sua identificação fora do Brasil e existem países bastante conservadores. Por isso, bom senso na hora de escolher o look e nada de regatas ou decotes muito exagerados.

Quanto tempo de demora para o passaporte ficar pronto? 

A previsão inicial de entrega é de 6 (seis) dias úteis, mas a data exata para coleta será informada quando apresentar a documentação. Como processo de confecção envolve o fabricante da caderneta e empresas entregadoras, o prazo pode variar. O passaporte não será enviado para o seu endereço e deve ser retirado no mesmo posto onde foi o primeiro atendimento.

E o visto?

A solicitação de visto para os Estados Unidos ou outros países que exigem autorização prévia para entrada no território não é feita na Polícia Federal. Para as informações sobre o visto, será necessário consultar o site do consulado do país e verificar todos os procedimentos e taxas.

Calcule quanto dinheiro levar para sua viagem ao exterior

Conhecer outros países é o que todos queremos, mas é preciso ser consciente para não extrapolar o orçamento e o sonho virar um pesadelo de dívidas. O maior erro ao planejar uma aventura internacional é se empolgar com um pacote em promoção e levar em conta só a despesa com passagens aéreas e hospedagem, esquecendo os gastos para se locomover, comer, visitar atrações e fazer passeios no lugar.

É claro que não é algo simples calcular o gasto médio de viagem. Os destinos são inúmeros e até mesmo dentro do Brasil os preços variam de uma cidade para outra. A indicação básica do site especializado Viaje na Viagem é o gasto médio de 60 a 75 dólares por dia para se bancar fora do país. Considero uma boa referência, mas não significa que seja uma regra para todo mundo.

Estabelecer uma quantia fixa é bastante complicado porque depende do perfil de cada viajante. Tem gente que quer fazer todos os passeios possíveis ou não resiste a uma balada durante a viagem e ainda há pessoas que só gostam de comer nos restaurantes mais sofisticados.

Por isso, ao invés de simplesmente jogar aqui um valor específico, vou te dar um parâmetro para calcular as suas despesas de acordo com as suas preferências. Para estimar o quanto de dinheiro levar na viagem ao exterior, baseie-se no preço da hospedagem.

calcule quanto dinheiro levar na sua viagem internacional

No meu caso, sou uma viajante econômico-moderada. Geralmente, não animo dividir quartos em hostel, mas sou totalmente a favor de ficar em pequenos hotéis sem firulas. Sou defensora de transporte público e evito, ao máximo, táxi ou uber. Não vou a baladas, mas sempre tento incluir uma programação de teatro no meu roteiro.

Então, somando todos os custos com alimentação, transporte e os rolezinhos, o meu gasto médio por dia é, no máximo, correspondente ao valor que pago de diária no hotel. Já quem tem um perfil mais luxuoso pode calcular um gasto médio por dia equivalente até ao dobro do valor pago na diária da hospedagem.

Por exemplo, uma pessoa com perfil econômico-moderado igual ao meu escolheu um hotel simples e pagou 60 libras na diária do hotel. Então, pode utilizar o mesmo valor para o gasto médio por dia com alimentação, passeios e deslocamento. Já quem tem um estilo mais cinco estrelas e pagou 100 libras na diária pode ter como parâmetro até o dobro dessa quantia para as despesas por dia, já que haverá uma preferência por restaurantes mais caros e pelo uso de táxi ou uber.

Assim, fica mais fácil calcular quanto dinheiro levar para qualquer lugar do mundo, pois geralmente o preço do hotel é compatível ao custo da cidade. É óbvio que, se comprar antecipado no Brasil ingressos e excursões, você pode abater e levar uma quantia de dinheiro menor.

Sites para te ajudar no cálculo dos gastos de viagem internacional

Para quem ainda ficar um pouco inseguro sobre os cálculos, recomendo três sites que reúnem informações sobre o gasto médio de viagem em várias cidades do mundo. Faça a pesquisa e confira se a sua estimativa está compatível com valores apresentados nas plataformas:

  • Quanto Custa Viajar – site totalmente em português que traz a média de gasto diário em cidades do Brasil e do mundo, considerando alimentação, transporte, passeios e hospedagem. Os valores já são mostrados em real. Também existe uma ferramenta que permite inserir o montante que você tem disponível para investir na viagem e o site apresenta uma lista de destinos que cabe no seu orçamento.
  • Expatistan – plataforma colaborativa com preços médios de alimentação, transporte público, entretenimento e aluguel de diversos locais do mundo. O site é totalmente em inglês. Não há muitas informações sobre destinos no Brasil.
  • Numbeo – banco de dados global alimentado de forma colaborativa por pessoas de todo mundo. Além de preços de comida e transportes, reúne taxas de criminalidade, qualidade dos cuidados de saúde, entre outras estatísticas. O site é totalmente em inglês. Não há muitas informações sobre destinos no Brasil.

Como montar um roteiro de viagem com a sua cara

Montar um roteiro personalizado de viagem é uma tarefa que demanda dedicação assim como encontrar passagens com bons preços para o destino desejado e na data que você precisa. Talvez por isso há quem prefira contratar um pacote e só seguir o fluxo da programação proposta para o grupo.

Mas a verdade é que o passeio fica muito mais gostoso quando tem a sua cara e reflete as suas paixões. Então, vale a pena investir tempo para pesquisar e organizar um roteiro personalizado para a próxima viagem.

A primeira etapa é pensar o tipo de destino que está interessado em conhecer. Podem ser praias paradisíacas, cidades históricas, lugares culturais exóticos, passeios de aventura, rotas religiosas, turismo gastronômico, arquitetura, metrópoles cosmopolitas, vilarejos românticos, paisagens com neve, contemplação da natureza e vida selvagem, e assim por diante.

Uma vez definido o estilo da viagem é começar uma lista de lugares que se encaixam no perfil, seja no Brasil ou em outros países. Com isso,  você terá um leque de opções e flexibilidade para encontrar o destino que cabe no orçamento e até aproveitar as promoções de passagens aéreas que surgirem.

Com a escolha feita, é a hora de buscar inspiração. Comece, por exemplo, olhando no Instagram fotos do destino, detalhes da arquitetura das cidades, monumentos, paisagens, comidas típicas… Se veja naquele local e encha a cabeça de ideias para organizar a futura visita.

Outra dica é abrir o mapa e checar se é possível combinar destinos para multiplicar a viagem. Ao invés de conhecer apenas Curitiba, o roteiro pode ser estendido para o litoral paranaense ou um bate-volta até o Parque Estadual Vila Velha. Ou pense em casar Buenos Aires com Colônia de Sacramento, apenas incluindo um passeio de barco no roteiro.

monte um roteiro de viagem enxuto

Para montar o roteiro final com as atividades previstas a cada dia, identifique os lugares indispensáveis para a você e priorize colocando na programação dos primeiros dias de viagem. Assim, se algo der errado, ainda terá tempo para reorganizar a agenda e conhecer em outro dia. Em seguida, pode encaixar os locais que acha interessantes,  mas não são essenciais. Por último, se sobrar tempo, as atrações que não faz tanta questão.

Agora não se preocupe em marcar ponto em todas as atrações turísticas de cada cidade que escolher visitar.  A proposta é fazer a viagem para relaxar e não se estressar correndo de um lado para outro para cumprir uma agenda apertada de “compromissos”. Até porque tem locais famosos e que não tem nada a ver com a gente, né?!

Para ter uma noção, Wembley está entre os pontos turísticos perto de Londres, mas nem passei perto porque simplesmente não tenho o mínimo interesse em tênis. Por outro lado, eu aluguei um carro e despenquei até o vilarejo de Chawton para conhecer o museu de Jane Austen.

Então, o meu conselho é: no lugar de uma série de check-ins em atrações aleatórias que não representam nada para você, pesquise se o destino não tem passeios alternativos relacionados ao seu livro, filme, seriado ou banda favoritos.

No meio da empolgação com o destino só não esqueça de ter equilíbrio: é preciso tempo para descansar. Então, deixe espaço no roteiro para relaxar, curtir um pouco mais seu jantar, se demorar em um local que gostou ou mesmo para incluir programações de última hora. É bom estar livre, caso a cidade te surpreenda!