Um mergulho no passado pelas ruas de Ollantaytambo

Já pensou visitar uma cidade inca ainda habitada? Se esse é um dos seus sonhos, Ollantaytambo não pode faltar no roteiro de viagem ao Peru. Pisac, Moray e Machu Picchu foram todos abandonados após a chegada dos colonizadores espanhóis e hoje estão em ruínas, mas Ollanta nunca chegou a ser desocupada. Por isso, preserva o traçado de estreitas ruas e a organização urbana projetada por seus primeiros moradores.

Ollantaytambo era um importante centro religioso, agrícola e também militar. De acordo com as leis incas, as terras eram reservadas para a dinastia dos governantes . Devido à localização estratégica durante a invasão espanhola, o lugar serviu como um posto de defesa contra os europeus.

É claro que os incas foram substituídos ao longo dos anos pela população de nativos peruanos, mas a marca do antigo povo permanece nas vielas rústicas de Ollantaytambo, onde o asfalto nunca chegou e será possível pisar o mesmo chão de pedras por onde passaram os incas.

Ao se embrenhar nas ruas agora frequentadas por cholas – mulheres com vestes típicas do Peru –  o visitante se depara também com muros de pedra de encaixe perfeito dos incas e verá a água correr por canaletas construídas pelo antigo povo que habitou o Vale Sagrado. Tudo convivendo com as simplórias casas coloniais que abrigam os moradores e turistas, bem no meio das montanhas onde repousam as ruínas da imponente fortaleza inca.

O maior erro na visita a Ollanta é passar pelo vilarejo rápido demais. O lugar geralmente faz parte do itinerário básico de visita ao Vale Sagrado, mas a maioria dos pacotes não inclui sequer uma tarde inteira por ali. A passagem é apenas para conhecer as ruínas da fortaleza, que parece feita de ouro quando bate a luz do sol. Nessa correria, você perde a chance justamente de andar pelas antigas ruas de pedra do povoado e absorver a história contada nesse museu habitado a céu aberto.

Então, para aproveitar a experiência em Ollantaytambo, o roteiro básico de sete dias sugerido aqui no blog prevê reservar uma noite no vilarejo antes de seguir rumo a Águas Calientes e se preparar para a visita a Machu Picchu.

O tempo será suficiente para curtir o clima das ruas históricas no primeiro dia em Ollanta e desbravar a fortaleza na manhã seguinte, antes de partir para a próxima parada (não se esqueça: é necessário o boleto turístico para o ingresso ao sítio arqueológico).

Se decidir estender a estadia por Ollanta, outras ruínas rodeiam a cidade e podem ser acessadas gratuitamente por trilhas de curta duração. As principais são a colina Pinkkaylluna, com o que sobrou dos antigos armazéns incas, e a pirâmide e ponte inca de Quello Raqay. Você também pode visitar as pedreiras abandonadas de onde material de construção da cidade foi extraído, caminhar até Pumamarka ou visitar a lagoa Yanacocha. Veja mais locais encontrados a curtas caminhadas a partir do centro da cidade (site em inglês).

COMO CHEGAR EM OLLANTAYTAMBO

A partir de Cusco, é possível contratar um táxi particular para fazer o percurso até Ollanta. Outra opção é ingressar em um tour guiado em grupo pelo Vale Sagrado, com parada final no vilarejo. Eu escolhi essa opção e comprei o pacote da empresa Viajes Pacífico, incluindo todo o trajeto por Pisac, Moray, salineras de Maras e Ollantaytambo.

Além disso,  existem vans de linha que saem do centro de Cusco, de hora em hora, e custam 14 soles. As  vans são também uma opção para quem quiser retornar a Cusco, pois funcionam como uma espécie de ônibus intermunicipal.

Hospedagem: Onde ficar em Ollantaytambo

Há muitas opções de hotéis, pousadas e hostels no entorno da plaza de armas, bem perto da entrada do sítio arqueológico. Essa área é a mais interessante para ficar durante a estadia no vilarejo, pois a praça central concentra os cafés, restaurantes e mercadinhos para matar a fome. A boa notícia é que não será difícil encontrar camas em quarto compartilhado por até R$ 50 ou menos por noite e quartos privados por até R$ 150.

No alto da avenida Ferrocarril e da avenida Estudiantes, há pousadinhas simples, bem localizadas e com bons preços. Entre as alternativas estão as hospedagens Dona Catta Inn, El Chasqui, Las Orquideas Ollantaytambo, Sol Miranda, Hostel Andenes e Hospedaje Inka’s.

Na minha viagem, fiquei hospedada no Hostal Los Andenes e paguei cerca de R$ 120 por um quarto privativo, com café-da-manhã incluso a diária. Tudo estava limpo e o banheiro era todo renovado, inclusive com água bem quente no chuveiro. Oferecem até aquecedores portáteis sem custo adicional e guardam as malas após o check-out para os interessados em explorar mais Ollantaytambo. O local tem ainda dormitórios compartilhados para quem quiser economizar mais. O preço gira em torno de R$ 40 cama/noite.

Na parte antiga da cidade, há ainda diversos tipos de hospedagem com preços bem acessíveis. Só faço uma ponderação: à medida em que as ruas se afastam da praça, a região é bem menos iluminada e mulheres viajando sozinhas podem se sentir um pouco inseguras depois do anoitecer. Se for o caso, escolha os estabelecimentos que ficarem mais perto da Plaza de Armas, como: Killari Hostal Ollantaytambo, Pousada Inka Wasi, B&B Chayana Wasi e Mama Killa Hostal.

A região com maior concentração hoteleira fica a aproximadamente 15 minuto da estação ferroviária de onde saem os trens com destino a Águas Calientes, o povoado mais próximo de Machu Picchu. O trajeto pode ser feito a pé ou nos pitorescos tuk-tuks, que cobram apenas 2 soles por viagem.

Onde comer em Ollantaytambo

A região da Plaza de Armas em Ollantaytambo reúne a maior parte das lanchonetes, restaurantes e cafeterias do povoado. Sanduíches e pratos simples podem ser encontrados nos cardápios por algo em torno de 15 soles. Já refeições mais elaboradas não sairão por menos de 20 soles.

Na minha passagem por Ollanta, estava sem muita fome e a minha pedida foi apenas por uma enorme xícara quente de cappuccino com bolo para encerrar o dia, o que acabou me atraindo para a vitrine cheia de confeitarias do La Esquina Café. A conta saiu por cerca de 14 soles.

Em uma conferida pelo cardápio, não achei os preços dos outros pratos baratos. Porém, como eu estava com saudade de um lanchinho simples de padaria brasileira, foi exatamente o que eu precisava e o lugar é bem charmoso, com varanda para a praça principal.

Uma outra indicação pode ser o Hearts Cafe, com preços mais em conta e cardápio variado. Porém, não tive oportunidade de testar porque só encontrei o lugar quando estava rumo a estação de trem para ir embora.

Confira no TripAdvisor outras recomendações de restaurantes BBB (bom-bonito-barato) para experimentar em Ollantayambo.

Tudo que você precisa para chegar a Machu Picchu

Machu Picchu é o principal ponto que desejamos riscar da lista de lugares para visitar em uma primeira viagem ao Peru. A imagem das ruínas já está tão disseminada na internet que é comum a ilusão de que o cartão-postal peruano pode ser avistado facilmente como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, mas a verdade é que só para dar uma espiada na cidadela perdida dos incas será preciso percorrer um longo caminho.

Assim como as pirâmides do Egito estão em uma região afastada da capital Cairo, Machu Picchu não fica perto das principais cidades do Peru. O complexo arqueológico está cercado por mata e incrustado em uma cadeia de montanhas, perto de um vilarejo chamado Águas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo), localizado há mais de 70 quilômetros de Cusco e sem ligação por rodovia duplicada.

Além disso, para ter acesso às ruínas é preciso comprar um ingresso com antecedência porque o número de visitantes passou a ser limitado por dia e o tempo de permanência também está sendo controlado.

Nada disso que estou falando é para te desanimar de conhecer o lugar, até porque existe toda uma estrutura organizada para o acesso à cidadela. No entanto, saber os detalhes é importante para planejar bem, evitar contratempos e se deslocar com segurança rumo ao topo da montanha onde está Machu Picchu.

Melhor época para ir a Machu Picchu

O período entre os meses de maio a setembro é o mais indicado para a visita à cidade inca, pois corresponde à estação seca no Peru. A probabilidade de chuva e neblina será menor nesta época do ano, o que é ideal para uma boa visibilidade das ruínas e para os melhores cliques da clássica paisagem de Machu Picchu entre as montanhas.

É verdade que tem gente que foi no verão entre dezembro e fevereiro, no meio da estação chuvosa, e deu tudo certo, até com sol durante todo o dia da visita. Porém, o fato é que as chances de chuva são maiores nesse período. Será que vale arriscar pagar uma viagem para chegar ao ápice do passeio e correr o risco de dar de cara com a paisagem coberta por nuvens?

Quanto custa o ingresso para Machu Picchu?

Existem três tipos de ingresso para Machu Picchu. O mais básico dá acesso apenas ao sítio arqueológico e custa 152 soles (algo em torno 45 dólares). Os outros dois combinam a visita à cidadela com trilhas pelas montanhas Waynapicchu ou Machupicchu, com preço de 200 soles (cerca de 60 dólares).

Onde comprar os ingressos para Machu Picchu

O mais recomendado é comprar os ingressos com antecedência pela internet na data da sua viagem, já que o número diário de visitantes em Machu Picchu é limitado. O planejamento é ainda mais recomendado se a viagem for entre julho e agosto, período das férias escolares na Europa e que atrai vários turistas às ruínas incas.

A compra pode ser feita pelo site oficial de Machu Picchu. Os ingressos são disponibilizados para até cinco meses adiante e é possível verificar quantas vagas ainda restam em cada data. No entanto, há uma pegadinha: até o momento, o site só aceita cartões da bandeira Visa.

Outra opção é comprar o bilhete por agências de turismo locais. Já existem empresas que oferecem o produto pela internet para garantir o ingresso antes de sair do Brasil, como a Ingresso Machu Picchu e a Easy Peru. Porém, se você não planejou e deixou para última hora pode arriscar presencialmente e visitar os escritórios locais em Cusco e Águas Calientes para verificar as datas ainda com vagas disponíveis.

  • Em Aguas Calientes:
    • Num quiosque na Av. Pachacutec, cuadra 1, s/n
    • Segunda a sábado das 5h20 às 20h45

Quanto tempo posso permanecer dentro do complexo?

Desde o ano passado, o tempo máximo de permanência no interior do sítio arqueológico é de 4 horas e na hora da compra do ingresso será preciso escolher se a entrada será no período da manhã ou da tarde.

Quando eu estive no Peru em 2018, não era preciso especificar a hora de início da visita, mas as regras mudaram a partir de 1º de janeiro de 2019 e os ingressos agora estão sendo vendidos com horário marcado. Ao todo, são 9 horários disponíveis: a primeira entrada às 6h, e a última, às 14h.

Outra mudança é que agora não é mais permitida a segunda entrada (#chateada). Até o fim do ano passado, você podia ingressar com o guia e ter uma visão geral do complexo, sair e depois entrar novamente para apreciar o lugar com mais calma. Esse benefício era importante porque em determinados pontos do circuito você é obrigado a seguir em sentido único para a saída e pode passar batido em alguma área importante.

Não sei se os fiscais na portaria vão seguir à risca a nova regra, mas em todo caso é bom dar uma conferida prévia no mapa de Machu Picchu para não passar reto nos principais destaques do complexo arqueológico.

Como chegar a Machu Picchu?

Para responder essa pergunta, é preciso considerar que existem três formas de se deslocar de Cusco para o vilarejo de Águas Calientes, que fica aos pés da montanha onde está Machu Picchu. A mais convencional e simples é pela ferrovia.

Você pode embarcar no trem pelas companhias Inca Rail e Peru Rail tanto da estação de Poroy (30 minutos de táxi do centro de Cusco) quanto da estação de Ollantaytambo. Os preços são por trecho (só ida ou só volta) e variam conforme dia e horário da viagem, mas o custo gira em média de 70 dólares (lanche incluso).

O caminho entre Cusco e Águas Calientes também pode ser feito por trilha e há empresas especializadas nesta experiência pela mata, com pacotes de três a cinco dias. As trilhas mais conhecidas são a trilha inca clássica e a salkantay, mas é necessário contratar o tour por agência de turismo e o preço do pacote completo não sai por menos de 400 dólares.

A alternativa mais barata, entretanto, é o percurso pela hidrelétrica: parte do roteiro é feito de van de Cusco até a estação da hidrelétrica de Santa Maria e depois o restante do trajeto será percorrido a pé até Águas Calientes. A passagem da van custa em torno de 25 dólares (ida e volta), mas é preciso levar em consideração que a viagem de van dura em torno de 7 horas até a hidrelétrica e depois mais duas horas de caminhada para chegar a Águas Calientes.

De Águas Calientes, é possível subir ao complexo de Machu Picchu por uma trilha de aproximadamente uma hora. O percurso é basicamente por escada e demanda um certo nível de preparo físico.

Se preferir guardar o fôlego para desbravar o interior de Machu Picchu, existem micro-ônibus com saídas a cada 20 minutos da avenida Hermanos Ayar. O preço é 24 dólares (ida e volta) e a passagem pode ser reservada pela internet ou presencialmente no stand da Consettur na mesma avenida. Apesar do ingresso para Machu Picchu ter agora hora marcada, os ônibus não são vendidos por horário.

É necessário contratar guia?

Até o ano passado, não era obrigatório um guia para o acesso a Machu Picchu. No entanto, as novas regras de visitação para 2019 falam sobre a proibição da entrada sem guia a partir de agora. Não sabemos se a questão será realmente fiscalizada na portaria, mas é fácil contratar guia.

Os hotéis em Águas Calientes geralmente têm contatos de guias para contratar. Além disso, há guias que ficam posicionados junto à porta de entrada e cobram entre 120 e 150 soles para guiar grupos de até 4 pessoas. Você não terá dificuldade em se encaixar num grupo.

Dá para fazer sem pacote de agência?

Sim e sem muita dificuldade. Eu viajei sozinha e fiz todo o processo de compra dos bilhetes de trem, passagens de ônibus para Machu Picchu e o ingresso para o sítio arqueológico por conta própria. Além de ficar mais barato que o pacotão da agência, também pude ter mais flexibilidade no roteiro.

Peru: viagem pelo Vale Sagrado dos Incas até Machu Picchu

Conhecido entre as sete maravilhas do mundo, Machu Picchu é a primeira imagem que vem à mente ao pensarmos em uma viagem para o Peru. A cidade perdida dos incas impressiona não só nas fotos, mas também ao vivo e não pode faltar no roteiro da primeira visita ao país andino.

No entanto, o turismo no país não vive apenas de Machu Picchu. Pelo caminho até as famosas ruínas incas, há várias paradas estratégicas para admirar no Vale Sagrado e fazer o máximo da sua viagem.  Então, anote o roteiro básico para se aventurar pelo Peru e tire as dúvidas para organizar sua visita ao país.

Veja também: Quanto custa o roteiro básico de viagem ao Peru?

Quantos dias para ver o essencial no Peru?

Para conhecer o básico do Vale Sagrado dos incas, serão necessários de cinco a sete dias inteiros de viagem. Você fará uma conexão rápida no aeroporto de Lima e seguirá para Cusco, onde poderá estender o roteiro a Pisac, Maras, Moray, Ollantaytambo e fechar o passeio em Machu Picchu.

Sete dias é o ideal para percorrer toda essa região sem correria. Assim, vai ter tempo para descansar entre as intensas caminhadas de tirar o fôlego por causa do ar escasso na altitude do Vale Sagrado.  Essa estratégia é essencial para evitar o soroche.

O que fazer no Peru além de Machu Picchu

O roteiro básico de 7 dias pode ser dividido assim:

– 3 noites em Cusco: o dia de chegada sem atividades pesadas para o organismo se adaptar à altitude de 3.400 metros acima do mar. O segundo dia pode ser para caminhar pelas ruas históricas de Cusco ou conhecer os pontos arqueológicos próximos. O terceiro dia vale um bate-volta ao sítio arqueológico de Pisac. Veja o roteiro detalhado aqui!

– 1 noite em Ollantaytambo: você sairá de Cusco e visitará as salineras de Maras e o sítio arqueológico de Moray no caminho até Ollanta, onde vai encerrar o dia.

– 1 noite em Águas Calientes: depois de explorar a fortaleza inca e as ruas antigas Ollantaytambo no período da manhã, você embarca à tarde no trem com destino a Águas Calientes – o vilarejo que fica aos pés de Machu Picchu. Descanse em Águas Calientes para subir a montanha nos primeiros horários no dia seguinte e desbravar o interior da cidade perdida dos incas.

– 1 noite em Cusco: após um dia de intensa atividade em Machu Picchu, pegue sua mochila no hotel e embarque de volta para Cusco para a última noite no Peru e descanse antes do voo de retorno ao Brasil no dia seguinte.

Tem mais tempo disponível?
Se você tiver 10 dias para a viagem, recomendo fazer um stop over em Lima e reservar de 2 a 3 dias para a capital do Peru antes de seguir para Cusco. Não temos voos diretos do Brasil para a região do Vale Sagrado, onde fica Machu Picchu.

Por isso, Lima é parada obrigatória no roteiro, mas você decide se a conexão será de apenas algumas horas no aeroporto ou de alguns dias para conhecer mais da cidade onde os prédios modernos dividem espaço com a arquitetura colonial espanhola.

Caso a estadia no Peru seja a partir de 15 dias, pode ainda incluir no roteiro visitas à Rainbow Montain (Vinicunda), linhas de Nasca, Vale do Colca, Ica, Paracas, Ilhas Ballestras, Huacachina, Arequipa, Puno ou Puerto Maldonado.

Como se locomover entre os lugares no Vale Sagrado?

As opções são diversas para atender a todos os perfis de viajante. Há a possibilidade de pegar um táxi para se deslocar entre os sítios arqueológicos e pequenas cidades próximas a Cusco ou contratar excursões para percorrer os pontos turísticos do Vale Sagrado acompanhado por um guia.

Existem também vans de linha e ônibus que saem em horários regulares para interligar Cusco a Pisac e Ollantaytambo. O trem é outra opção de transporte entre Cusco e Ollantaytambo.

O ônibus é ainda uma alternativa para chegar a Arequipa, Nasca, Puno, Ica e Paracas, mas é bom saber que a viagem será demorada e cansativa. Dependendo do tempo e orçamento disponível, há voos internos entre Cusco, Arequipa e Ica.

Além disso, desde o ano passado, os trilhos da ferrovia ligam Cusco a Arequipa e Puno para os interessados em viajar em grande estilo para conhecer as linhas de Nasca e o lago Titicaca.

Melhor época para a viagem ao Peru

Se o foco da viagem for Machu Picchu e o Vale Sagrado, planeje-se para visitar o Peru na estação seca, de abril a setembro. Neste período, a probabilidade de chuvas será menor e você reduz o risco de encontrar a cidade inca encoberta por nuvem e neblina. Acredite, devido à altitude, isso pode acabar com o passeio.

O clima também será ideal para passeios nas demais montanhas e sítios arqueológicos do país. Só lembre que a estação seca coincide com a época de frio e as temperaturas são mais baixas na região. Então, prepare a mala com casacos adequados para enfrentar o vento.

No verão, entre dezembro e fevereiro, chove muito em Cusco e no Vale Sagrado. Já houve anos em que a estrada de ferro ficou interditada, o que pode inviabilizar o deslocamento para as principais atrações.

Já Lima pode ser visitada o ano inteiro. No entanto, não espere bom tempo. A capital do Peru é famosa pelo céu nublado. As chances de ter um pouco de sol serão melhores nos meses de verão, mas não vá com muitas expectativas.

Qual moeda levar para o Peru?

A moeda utilizada no país é o novo sol peruano. No fim de 2018, cada 1 sol valia cerca de 1,15 real brasileiro. Apesar da cotação quase equiparada, comprar moedas fracas no Brasil pode não ser interessante. A margem de lucro das casas de câmbio nessas moedas é maior do que a margem para a venda do dólar ou euro.

Por isso, o mais recomendado é levar dólares para trocar por soles no Peru. Você também consegue encontrar facilmente casas de câmbio para trocar reais por soles, mas neste caso fique atento ao cenário brasileiro. Se ocorrer uma forte desvalorização na moeda brasileira, há risco das casas pararem de aceitar o real e você ficar em apuros.

Na minha viagem, levei a maior parte em dólar e uma quantia reserva em reais para evitar de passar o cartão, caso tivesse gastos extras. Em Lima e Cusco, qualquer local permitia facilmente a troca de reais por soles. Por outro lado, não encontrei essa opção de câmbio nos pequenos vilarejos do Vale Sagrado.

Precisa de passaporte para visitar o Peru?

Não! O Peru faz parte do Mercosul e, por isso, os brasileiros podem entrar no país apenas com a apresentação da carteira de identidade. Agora, se você tem passaporte, sugiro viajar com o documento para garantir mais um carimbo. Além da estampa oficial da imigração, em Machu Picchu você pode marcar as páginas do caderninho azul com uma figurinha simbólica do sítio arqueológico. #ficaadica

E vacinação contra febre amarela?

Até o momento, não é exigida a vacina contra febre amarela para entrar no Peru. A imunização é apenas recomendada para quem vai à Amazônia peruana. No entanto, o surto da doença no Sudeste brasileiro em 2017, já levou país latinos como a Colômbia, Panamá, Cuba, Bolívia, Venezuela e Nicarágua a passarem a exigir a vacina de brasileiros.

Não é possível prever uma alteração nos critérios do país. Além disso, é necessário ter em conta que a vacina só vale depois de 10 dias da aplicação. Se o Peru passar a exigir a vacina amanhã e a viagem estiver marcada para dali a oito dias, podem ocorrer problemas na hora do embarque ou mesmo na imigração. Então, tome a vacina e providencie a emissão do certificado com antecedência.

O Peru tem sistema público de saúde ou só particular?

Segundo as informações oficiais do Ministério das Relações Exteriores, a rede de saúde peruana é boa, mas os hospitais públicos do país não disponibilizam atendimento gratuito a turistas estrangeiros. Por isso, é aconselhável a contratação de um seguro de saúde que ofereça assistência médica ao viajante ou cubra eventuais despesas médicas durante a estada no país.

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como faço para ter internet no celular durante a viagem ao peru?

É muito fácil comprar um chip de celular local para não ficar desconectado durante a viagem. No Peru, a melhor operadora é a Claro e basta se direcionar a uma loja física para comprar o chip que custa 35 soles no total (5 soles o chip + 30 pacote de dados). Você só precisará mostrar seu documento de identidade (RG, CNH ou passaporte) para efetuar a compra. Em Lima, a loja com endereço mais acessível da Claro fica em Miraflores, na Av Jose Larco 652. Já em Cusco, tem uma loja na  Av. Ayacucho, 227 (meio quarteirão da Av El Sol).

Todos os passos para emitir o primeiro passaporte

Ainda não tem passaporte? Como dizia a canção de Raul Seixas, Plunct Plact Zum não vai a lugar nenhum… Pelo menos, não fora da América do Sul. O caderninho azul é mais que um mero espaço para colecionar carimbos. Fora do Brasil, ele será o documento oficial de identificação do  viajante.

CPF, Carteira de identidade e CNH não tem validade para as autoridades da maioria dos países estrangeiros. Então, se está pensando em fazer uma viagem internacional, é hora de tirar o passaporte. Veja as respostas para principais dúvidas sobre a emissão do documento:

Quanto custa o passaporte e como faço para solicitar?

O processo é relativamente simples e pode ser feito por conta própria sem problemas. O primeiro passo começa com uma visita ao site da Polícia  Federal. Na página inicial, vá até a barra lateral e clique em REQUERER PASSAPORTE, depois preencha o formulário com informações pessoais e documentos. Lembrete: revise os dados antes de confirmar e evite erros de digitação ou de ortografia.

Em seguida, será gerado o boleto com a taxa de R$ 257,25. Faça o pagamento e aguarde. A compensação no sistema da Polícia Federal não é feita de forma automática. O procedimento pode demorar entre 24h e 72h.

Passado o prazo, volte ao site da Polícia Federal e selecione a opção “Agendar Atendimento“para apresentar pessoalmente a documentação, tirar a foto e continuar com a emissão do passaporte. Será preciso informar o CPF e o número de protocolo (confira no boleto pago) para escolher o dia, horário e delegacia mais próxima da PF. Atenção:cidades menores geralmente não tem o serviço e será preciso se deslocar para o município pólo da região.

Quais documentos são necessários para emitir o passaporte?

Com o agendamento feito, é preciso comparecer à unidade e levar os seguintes documentos originais:

  • CPF;
  • Comprovante bancário de pagamento da taxa para a emissão do passaporte;
  • Documento de Identificação (RG, carteira nacional de habilitação expedida pelo DETRAN junto com outro documento para comprovar local de nascimento, carteira funcional expedida por órgão público, carteira de identidade expedida por comando militar, passaporte brasileiro anterior (ainda que vencido), carteira de identidade expedida por órgão fiscalizador do exercício de profissão regulamentada por lei, carteira de trabalho e previdência social-CTPS);
  • A pessoa que já teve o nome/sobrenome alterado, a qualquer tempo, em razão de casamento, separação ou divórcio, deve apresentar, além do documento de identidade, TODAS AS CERTIDÕES DE DIVÓRCIO e CASAMENTO para a comprovação de todos os nomes/sobrenomes anteriores;
  • Título de eleitor e comprovantes de votação/justificativa/pagamento de multa da última eleição (dos dois turnos, se houve). Na falta dos comprovantesou do título, pode ser a certidão de quitação eleitoral; 
  • Requerentes do sexo masculino devem ainda apresentar documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório. 

Não será preciso levar foto 3×4. A fotografia para o passaporte será tirada durante o atendimento na Polícia Federal, logo após a conferência de toda a documentação.

Que roupa usar para a foto do passaporte?

O site da Polícia Federal não traz muitas orientações sobre cores de roupa, mas perguntei ao atendente quando fui tirar o meu passaporte e o ideal é vestir blusas de cores neutras mais escuras porque a foto será tirada com um fundo branco.

Sobre o uso de brincos, colares e acessórios, não é proibido. Porém, o atendente pode pedir para retirar qualquer objeto que prejudique sua identificação. O mesmo vale para os óculos de grau.

Quanto a bonés, chapéus ou lenços de cabelo, melhor nem colocar para o dia da foto. São peças que dificultam a identificação e, provavelmente, será preciso tirar tudo para bater a foto do passaporte.

Além disso, tenha sempre em mente que a foto será sua identificação fora do Brasil e existem países bastante conservadores. Por isso, bom senso na hora de escolher o look e nada de regatas ou decotes muito exagerados.

Quanto tempo de demora para o passaporte ficar pronto? 

A previsão inicial de entrega é de 6 (seis) dias úteis, mas a data exata para coleta será informada quando apresentar a documentação. Como processo de confecção envolve o fabricante da caderneta e empresas entregadoras, o prazo pode variar. O passaporte não será enviado para o seu endereço e deve ser retirado no mesmo posto onde foi o primeiro atendimento.

E o visto?

A solicitação de visto para os Estados Unidos ou outros países que exigem autorização prévia para entrada no território não é feita na Polícia Federal. Para as informações sobre o visto, será necessário consultar o site do consulado do país e verificar todos os procedimentos e taxas.

Calcule quanto dinheiro levar para sua viagem internacional

Conhecer outros países é o que todos queremos, mas é preciso ser consciente para não extrapolar o orçamento e o sonho virar um pesadelo de dívidas. O maior erro ao planejar uma aventura internacional é se empolgar com um pacote em promoção e levar em conta só a despesa com passagens aéreas e hospedagem, esquecendo os gastos para se locomover, comer, visitar atrações e fazer passeios no lugar.

É claro que não é algo simples calcular o gasto médio de viagem. Os destinos são inúmeros e até mesmo dentro do Brasil os preços variam de uma cidade para outra. A indicação básica do site especializado Viaje na Viagem é o gasto médio de 60 a 75 dólares por dia para se bancar fora do país. Considero uma boa referência, mas não significa que seja uma regra para todo mundo.

Estabelecer uma quantia fixa é bastante complicado porque depende do perfil de cada viajante. Tem gente que quer fazer todos os passeios possíveis ou não resiste a uma balada durante a viagem e ainda há pessoas que só gostam de comer nos restaurantes mais sofisticados.

Por isso, ao invés de simplesmente jogar aqui um valor específico, vou te dar um parâmetro para calcular as suas despesas de acordo com as suas preferências. Para estimar o quanto de dinheiro levar na viagem ao exterior, baseie-se no preço da hospedagem.

Como calcular o dinheiro levar na viagem internacional

No meu caso, sou uma viajante econômico-moderada. Geralmente, não animo dividir quartos em hostel, mas sou totalmente a favor de ficar em pequenos hotéis sem firulas. Sou defensora de transporte público e evito, ao máximo, táxi ou uber. Não vou a baladas, mas sempre tento incluir uma programação de teatro no meu roteiro.

Então, somando todos os custos com alimentação, transporte e os rolezinhos, o meu gasto médio por dia é, no máximo, correspondente ao valor que pago de diária no hotel. Já quem tem um perfil mais luxuoso pode calcular um gasto médio por dia equivalente até ao dobro do valor pago na diária da hospedagem.

Por exemplo, uma pessoa com perfil econômico-moderado igual ao meu escolheu um hotel simples e pagou 60 libras na diária do hotel. Então, pode utilizar o mesmo valor para o gasto médio por dia com alimentação, passeios e deslocamento. Já quem tem um estilo mais cinco estrelas e pagou 100 libras na diária pode ter como parâmetro até o dobro dessa quantia para as despesas por dia, já que haverá uma preferência por restaurantes mais caros e pelo uso de táxi ou uber.

Assim, fica mais fácil calcular quanto dinheiro levar para qualquer lugar do mundo, pois geralmente o preço do hotel é compatível ao custo da cidade. É óbvio que, se comprar antecipado no Brasil ingressos e excursões, você pode abater e levar uma quantia de dinheiro menor.

Sites para te ajudar no cálculo dos gastos de viagem 

Para quem ainda ficar um pouco inseguro sobre os cálculos, recomendo três sites que reúnem informações sobre o gasto médio de viagem em várias cidades do mundo. Faça a pesquisa e confira se a sua estimativa está compatível com valores apresentados nas plataformas:

  • Quanto Custa Viajar – site totalmente em português que traz a média de gasto diário em cidades do Brasil e do mundo, considerando alimentação, transporte, passeios e hospedagem. Os valores já são mostrados em real. Também existe uma ferramenta que permite inserir o montante que você tem disponível para investir na viagem e o site apresenta uma lista de destinos que cabe no seu orçamento.
  • Expatistan – plataforma colaborativa com preços médios de alimentação, transporte público, entretenimento e aluguel de diversos locais do mundo. O site é totalmente em inglês. Não há muitas informações sobre destinos no Brasil.
  • Numbeo – banco de dados global alimentado de forma colaborativa por pessoas de todo mundo. Além de preços de comida e transportes, reúne taxas de criminalidade, qualidade dos cuidados de saúde, entre outras estatísticas. O site é totalmente em inglês. Não há muitas informações sobre destinos no Brasil.

Como montar um roteiro de viagem com a sua cara

Montar um roteiro personalizado de viagem é uma tarefa que demanda dedicação assim como encontrar passagens com bons preços para o destino desejado e na data que você precisa. Talvez por isso há quem prefira contratar um pacote e só seguir o fluxo da programação proposta para o grupo.

Mas a verdade é que o passeio fica muito mais gostoso quando tem a sua cara e reflete as suas paixões. Então, vale a pena investir tempo para pesquisar e organizar um roteiro personalizado para a próxima viagem.

A primeira etapa é pensar o tipo de destino que está interessado em conhecer. Podem ser praias paradisíacas, cidades históricas, lugares culturais exóticos, passeios de aventura, rotas religiosas, turismo gastronômico, arquitetura, metrópoles cosmopolitas, vilarejos românticos, paisagens com neve, contemplação da natureza e vida selvagem, e assim por diante.

Uma vez definido o estilo da viagem é começar uma lista de lugares que se encaixam no perfil, seja no Brasil ou em outros países. Com isso,  você terá um leque de opções e flexibilidade para encontrar o destino que cabe no orçamento e até aproveitar as promoções de passagens aéreas que surgirem.

Com a escolha feita, é a hora de buscar inspiração. Comece, por exemplo, olhando no Instagram fotos do destino, detalhes da arquitetura das cidades, monumentos, paisagens, comidas típicas… Se veja naquele local e encha a cabeça de ideias para organizar a futura visita.

Outra dica é abrir o mapa e checar se é possível combinar destinos para multiplicar a viagem. Ao invés de conhecer apenas Curitiba, o roteiro pode ser estendido para o litoral paranaense ou um bate-volta até o Parque Estadual Vila Velha. Ou pense em casar Buenos Aires com Colônia de Sacramento, apenas incluindo um passeio de barco no roteiro.

monte um roteiro de viagem enxuto

Para montar o roteiro final com as atividades previstas a cada dia, identifique os lugares indispensáveis para a você e priorize colocando na programação dos primeiros dias de viagem. Assim, se algo der errado, ainda terá tempo para reorganizar a agenda e conhecer em outro dia. Em seguida, pode encaixar os locais que acha interessantes,  mas não são essenciais. Por último, se sobrar tempo, as atrações que não faz tanta questão.

Agora não se preocupe em marcar ponto em todas as atrações turísticas de cada cidade que escolher visitar.  A proposta é fazer a viagem para relaxar e não se estressar correndo de um lado para outro para cumprir uma agenda apertada de “compromissos”. Até porque tem locais famosos e que não tem nada a ver com a gente, né?!

Para ter uma noção, Wembley está entre os pontos turísticos perto de Londres, mas nem passei perto porque simplesmente não tenho o mínimo interesse em tênis. Por outro lado, eu aluguei um carro e despenquei até o vilarejo de Chawton para conhecer o museu de Jane Austen.

Então, o meu conselho é: no lugar de uma série de check-ins em atrações aleatórias que não representam nada para você, pesquise se o destino não tem passeios alternativos relacionados ao seu livro, filme, seriado ou banda favoritos.

No meio da empolgação com o destino só não esqueça de ter equilíbrio: é preciso tempo para descansar. Então, deixe espaço no roteiro para relaxar, curtir um pouco mais seu jantar, se demorar em um local que gostou ou mesmo para incluir programações de última hora. É bom estar livre, caso a cidade te surpreenda!

Guia para organizar a primeira viagem ao exterior

Você finalmente juntou dinheiro, arranjou uma companhia animada e decidiu que 2019 será o ano para dar o play na sua primeira viagem internacional. Mas aí surgiu aquela dúvida: por onde eu começo a planejar o passeio fora do Brasil? Pode ficar tranquilo! Já enfrentei a mesma coisa e preparei um passo a passo para te ajudar até o embarque no aeroporto.

Então, prepare papel e caneta para anotar cada etapa do checklist primeira viagem internacional 2019:

  1. Tire o passaporte:

Você pode até explorar os países do Mercosul só com a carteira de identidade, mas por que perder a oportunidade de começar a colecionar carimbos no passaporte? Apesar de parecer pequeno, cada figura faz parte das lembranças de viagem. Então, acesse o site da Polícia Federal para dar início ao procedimento de solicitação do documento. Será preciso preencher o formulário, pagar uma taxa de R$ 257,25 e agendar o atendimento na unidade da PF.

  1. Verifique se o destino escolhido exige visto e vacinas

Com o passaporte em mãos, é a hora de escolher o país (ou países!) que pretende visitar e checar se a imigração exige visto prévio para autorizar a entrada no destino. A consulta pode ser feita no site da embaixada ou do consulado. Até o momento, não existe essa obrigatoriedade para visitar como turista a Europa, parte da África e da Ásia, pois o visto será concedido na chegada ao aeroporto. Veja a lista com os lugares que não exigem pré-visto para brasileiros.

Além disso, é preciso verificar se o país requer a imunização de vacina contra a febre amarela para liberar a entrada do visitante. A pesquisa deve ser feita diretamente no site da Anvisa. Caso seja necessária a comprovação da vacina, será preciso emitir o certificado internacional de vacinação ou profilaxia (CIVP). Veja como providenciar o documento.

  1. Faça o seu orçamento de viagem e compre moeda

Com a burocracia resolvida, é a hora de conferir a média de custos com alimentação, transporte e passeios no destino escolhido. O portal Quanto Custa Viajar oferece informações detalhadas de despesas em várias cidades do Brasil e do mundo para ajudar com a tarefa. Depois de definir o gasto médio por dia e fazer as contas da quantia total necessária para se bancar, programe-se para comprar aos poucos a moeda estrangeira até a data da viagem.

Caso decida levar o cartão de crédito para emergências, não esqueça de entrar em contato com o banco para avisar sobre a viagem e liberar o uso do cartão fora do país. Do contrário, a tarjeta pode ser bloqueada e te deixar na mão.

  1. Pesquise atrações turísticas para montar seu roteiro

Anote os pontos turísticos que sempre sonhou em conhecer no destino de viagem. Procure outros passeios na internet que tenham a ver com seu perfil e acrescente na lista. Depois verifique no mapa da cidade as atrações próximas para programar as visitas por região e assim organizar cada dia de roteiro. Na empolgação, cuidado para entulhar cada minuto com atividades. Deixe tempo livre para programações inesperadas!

  1. Comprar passagens

Após tanto planejamento, chegou o momento de abrir os sites de busca e começar a caça por passagens para o período da viagem. Consulte em várias plataformas, pois os bilhetes e horários disponíveis variam em cada um. Lembre-se de utilizar uma janela anônima para os melhores preços não fiquem escondidos e tenha flexibilidade em relação às datas de embarque.

  1. Reserve a hospedagem

Se já sabe o dia de chegada e retorno, agora só resta encontrar a acomodação perfeita para o seu estilo de viagem. Use sites de reserva como o Booking e Hoteis.com para checar as opções disponíveis e salve os favoritos. Depois verifique críticas, avaliações e até fotos reais de clientes no TripAdvisor para evitar cair em alguma espelunca.

Além dos hotéis tradicionais, hoje também existe a alternativa de se hospedar na casa de outra pessoa pelo AirBnB. O site permite alugar só um quarto na casa do anfitrião, mas também tem opções para alugar um imóvel inteiro. Se ainda não tem cadastro, acesse por este link e ganhe crédito de R$ 130!

  1. Veja o clima na época da viagem e prepare roupas

Saber a estação do ano, temperatura média e a previsão de chuvas é essencial para não errar na hora de arrumar a mala. Pesquise essas informações com antecedência para ter tempo de pedir emprestado ou mesmo comprar os itens necessários, especialmente se a viagem for para locais frios. Uma boa opção para comprar roupas especiais de frio aqui no Brasil sem pagar caro é procurar nas seções de trekking e ski da Decathlon.

  1. Prepare seus equipamentos eletrônicos

Cada país funciona com uma voltagem diferente e tem um padrão de tomada próprio. Para conseguir carregar o seu celular, câmera fotográfica e demais aparelhos eletrônicos será preciso um adaptador universal. Nem precisa sair de casa para procurar. É possível comprar baratinho aqui no Brasil por sites como Americanas e Submarino.

Além disso, como você vai ficar a maior parte do dia turistando na rua compensa investir em um carregador de bateria portátil para não ficar sem o celular durante as suas andanças. Nunca se sabe quando aquele clique perfeito de viagem vai acontecer ou quando será preciso de uma mãozinha do Google Maps para se localizar na cidade!

  1. Reunir a documentação necessária para imigração

Antes de embarcar, junte toda a papelada que deverá ser apresentada na imigração do aeroporto de destino para comprovar que deseja visitar o país a turismo e por tempo limitado. Além do passaporte, os documentos mais pedidos são:

  • passagens de ida e volta;
  • reserva de hotéis ou carta convite da pessoa que vai te receber;
  • holerites (para quem tem emprego fixo);
  • contrato social ou registro da empresa (para empresários);
  • declaração ou matrícula da escola (para estudantes);
  • dinheiro local;
  • extratos bancários para comprovar recursos suficientes para bancar a viagem.

A lista varia de país para país. Então, sempre confira as principais orientações no site da embaixada ou consulado. Coloque todos os documentos em uma pasta e carregue com você a cabine do avião. Não guarde esse material na mala despachada, porque só depois de passar na imigração é que terá acesso à bagagem, okay!?

  1. Adquirir seguro viagem

A gente nunca sabe quando um acidente vai acontecer ou quando vamos ficar doentes, né!? Esses são imprevistos que podem ocorrer durante uma viagem. Então, é sempre bom ter um suporte para nos ajudar fora do país. Até porque, fora do Brasil, nem todo país dispõe de sistema público gratuito de saúde.

Para entrar em qualquer país da União Européia, por exemplo, é exigido um seguro de saúde com cobertura mínima de 30 mil euros. Óbvio que a gente contrata para não usar, mas se precisar o serviço está à disposição. Faça a cotação e contrate o seu seguro antes de embarcar!

  1. Fazer as malas e embarcar!

Ufa! Depois de tantos preparativos, agora é só fazer as malas, seguir para o aeroporto e se jogar na sua aventura fora do Brasil. Só não esquece de deixar nos comentários se essa lista te ajudou ou alguma outra dica bacana para compartilhar, okay?! Boa viagem!

Estratégias para viagem internacional com dólar alto

O avanço do dólar, do euro e da libra vem nos fazendo arrepiar os cabelos desde o fim do ano passado. As moedas utilizadas nos destinos mais procurados no exterior entraram em uma tendência de alta alarmante e os picos assustadores levaram muita gente a desistir de viajar para fora do Brasil por achar que não cabe no orçamento.

Existem projeções de queda ao longo dos próximos meses com o resultado das eleições, mas, se não acontecer, será que a única solução é mesmo abortar o projeto de conhecer outros lugares do mundo? Eu acredito que não.


VEJA TAMBÉM: Dicas para calcular quanto dinheiro levar na viagem

E MAIS: Como pesquisar voos low cost


Apesar do real estar bem desvalorizado (atualmente perde até para o novo sol do Peru), há estratégias para conseguir driblar o câmbio, economizar e se aventurar fora do país. Afinal, a gente é brasileiro e o que não nos falta é jogo de cintura. Então, confere uma lista de dicas para te ajudar a planejar sua viagem internacional.

  1. Viajar com dólar alto: tenha flexibilidade

    Sabe a famosa lei do desapego? Então, não ter exigência quanto a um país específico é a forma mais simples de se jogar no mundo. As promoções de passagens aéreas aparecem todos os dias para diversos lugares e quem está com o coração aberto pode aproveitar entre os descontos disponíveis no período em que planeja viajar. Antes de comprar, só é interessante conferir se alimentação e hospedagem não são exorbitantes no local escolhido. Do contrário, a economia com o bilhete vai por água abaixo.

    Para quem sonha com um destino em particular, ter flexibilidade de datas facilita encontrar bons preços.  Uma estratégia eficaz é viajar fora da alta temporada do verão no Hemisfério Norte.  No período do outono-inverno na Europa e Estados Unidos (outubro a março), é comum achar preços atrativos de passagens e ainda gastar menos com hospedagem. O único contra é que nem todos os passeios funcionam na baixa estação.

    Quem só pode viajar nas férias de dezembro, janeiro ou julho tem alternativa de apostar em companhias aéreas novas e menos badaladas para conseguir voos mais baratos. Ao invés de focar a busca na TAM ou outra gigante, por que não voar de Air Europa, Alitalia ou Royal Air Maroc? É claro que o serviço tem falhas, mas, no geral, as empresas cumprem a obrigação de te levar ao destino. Para encontrar voos baratos, clique aqui

  2. Driblando o câmbio: aposte em redes locais de hotelaria

    Ao visitar um lugar pela primeira vez no exterior, é normal procurarmos por marcas conhecidas e acabamos indo atrás de hotéis de grandes redes consagradas no Brasil, como Ibis, Pullman, Hilton e Marriot. Só que os preços, infelizmente, ficam mais caros ao converter para a nossa moeda. Por isso, uma dica é pesquisar por pequenos hotéis e pousadas locais no destino da viagem.

    Pense bem: se em nossa cidade tem aquele hotelzinho aconchegante, limpo e barato que recomendamos para todo mundo, o mesmo acontece em Londres, Paris, Roma, Nova York e qualquer lugar do globo. Basta só um pouco mais de tempo e dedicação para descobrir.

    Uma mão na roda para evitar cair em alguma espelunca é consultar o site TripAdvisor, que traz avaliações de estabelecimentos e fotos reais tiradas por hóspedes.

    Além disso, os hotéis tradicionais não são o único tipo de acomodação. Hoje o AirBnB  permite alugar o quarto no apartamento de alguém (ou até o imóvel inteiro) em várias cidades do mundo.

    Para o viajante solo, o dormitório compartilhado dos hostels/albergues são também uma alternativa econômica. Nessa modalidade, você reserva apenas uma cama no quarto e divide o espaço com outras pessoas pagando super barato. Para viagem com grupo de amigos ou família, é possível  fechar um quarto por um preço mais barato que o hotel e repartir o valor. Fica a dica!

  3. Viajar com dólar alto: use transporte público 

    Deslocamento e alimentação são dois itens que podem pesar os gastos de viagem em qualquer cidade, inclusive no Brasil. Por isso, imitar os moradores locais é uma dica para não extrapolar o orçamento. Ainda mais quando as despesas serão feitas em moeda estrangeira.

    Pesquise destinos com um bom sistema de transporte público e escolha hotéis com fácil acesso às linhas para se aventurar de metrô ou ônibus ao explorar a cidade. O táxi ou uber podem ser extremamente práticos e te deixar na porta das atrações, mas o valor que você gastaria em três ou quatro corridas é praticamente o mesmo de comprar um passe ilimitado para utilizar o transporte público por uma semana.

    Além de utilizar o sistema de transporte local, procure dicas de restaurantes, lanchonetes e cafeterias frequentadas pelos próprios moradores da cidade que você pretende visitar. Esses tesouros cotidianos tem um sabor mais verdadeiro e também oferecem preços reais, sem a inflação que tempera os famosos pega-turista.

    Na atual era da informação, temos o benefício de contar com grupos nas redes sociais e fóruns na internet onde viajantes compartilham vários detalhes sobre diversos lugares do mundo para se ajudar. Aproveite! E fique atento aqui ao blog porque sempre vou indicar os achados também.

  4. Economia com dólar alto: trave cotações

    Pior do que o dólar caro, é a instabilidade do câmbio no Brasil. Não tem como prever o que vai acontecer com a cotação e, mesmo quando estamos numa tendência de baixa, pode surgir um novo escândalo político para bagunçar o cenário.

    Agora imagine programar uma viagem ao exterior e reservar hospedagem antecipadamente com o dólar a R$ 3,40 (saudades!), mas no dia de desembarcar no destino e efetivamente passar o cartão para pagar a reserva o dólar estar valendo R$ 4? Na conta final, essa diferença vai pesar no orçamento.

    Como não gosto de surpresas assim, sempre busco travar cotações para contornar a variação cambial e manter o controle do orçamento. Existem sites que permitem pagar o hotel em real ainda no Brasil e até parcelar o valor em suaves prestações.

    Uso o Hotéis.com e recomendo a ferramenta, pois os preços são competitivos em relação aos outros sites de reserva, o suporte é bastante dinâmico e ainda tem um programa de fidelidade que permite ganhar diárias de graça.

    Somado a isso, é oferecida a opção de comprar com cancelamento grátis. Então, se o câmbio baixar e os preços ficarem mais em conta, é possível cancelar sem estresse e receber o dinheiro de volta para refazer a reserva com economia.

    Pela minha filosofia viajante, também utilizo a lógica de travar o câmbio comprando em real os passeios com valores a partir de US$ 70 dólares (em torno de R$ 280). Os sites Decolar.com e Expedia oferecem diversas excursões em diferentes cidades do mundo e o custo, geralmente, é compatível.  Sempre compare com o preço na moeda original para checar se não estão cobrando a mais, okay?!

  5. Não compre seus dólares todos de uma vez

    A parte mais chata da viagem é justamente o dinheiro para levar. Fora do país, são poucos os bancos que oferecem saque de recursos na conta corrente para socorrer em eventual emergência. Então, será preciso se organizar para definir a quantia necessária para se bancar no dia-a-dia.

    Como já temos vários detalhes para acertar, é comum deixarmos para comprar a moeda estrangeira na última hora. Só que podemos dar azar dias antes do embarque e estarmos em um dos picos do câmbio. Para driblar a situação e tirar o melhor proveito do sobe-desce, compre a moeda estrangeira aos poucos, com pequenas quantias ao mês, até a data da viagem.

    Sempre que sobrar um trocado, fique de olho na cotação e corre para comprar seus dólares, libras ou euros. Fica tão leve que dá para juntar o montante sem perceber.Só compensa comprar a moeda de uma vez se acontecer uma queda maluca do câmbio no Brasil e tiver o recurso em conta para desembolsar.

Cinco conselhos para a 1ª viagem sozinha fora do país

Há anos você sonha conhecer um novo país e já tem até dinheiro guardado para a viagem, mas vem adiando o embarque por um simples detalhe: ainda não encontrou alguém para ir com você. Então, talvez seja a hora de deixar o medo de lado e seguir para uma aventura solo!

Não vou negar que é bom demais ter alguém do lado para compartilhar experiências, rir dos perrengues e garantir cliques especiais do passeio, porém nem sempre é possível. Se já está difícil conciliar a agenda na vida adulta para um jantar com amigos, quanto mais dar a sorte de conseguir marcar as férias na mesma data.

Sim, tem gente que vai te olhar com cara de dó porque você decidiu ir sozinha. Também é verdade que você dependerá muito da boa vontade de estranhos para não ter um álbum exclusivo de selfies e ainda ficará sem ombro amigo para te tranquilizar quando estiver perdida na rua, sem bateria no celular… Mas preciso te dizer que existe um lado bom de voar solo.

Já pensou ficar três horas explorando o museu que achou interessante e não ter ninguém emburrado para ir embora? Ou evitar uma batalha todo dia para decidir o roteiro e escutar reclamação porque o passeio que você escolheu deu errado? E que tal o privilégio de desfrutar o silêncio para absorver a cultura de um país estrangeiro enquanto se encanta com um belo pôr-do-sol?

Por essas e outras, a falta de companhia não pode ser uma desculpa para deixar de viver uma aventura. Agora se partir sozinha para fora do Brasil ainda te dá frio na barriga, eu desenvolvi um guia com cinco dicas básicas para facilitar o início da caminhada e preparar a primeira viagem por conta própria.

  1. Comece pelo Brasil

Antes de aprender a correr, a gente precisa engatinhar, né?! Uma boa forma de se preparar para desbravar outro país sozinha é começar organizando uma viagem solo dentro do Brasil. Eu, por exemplo, fiz um “treinamento” passando as férias em Curitiba, antes de embarcar para a Inglaterra no ano seguinte.

O desafio é justamente concentrar em se tornar a sua melhor companhia, já que não haverá distrações com a língua falada e nem mistérios sobre os procedimentos em caso de eventuais emergências.

Lá no fundo, a gente sabe que consegue muito bem se virar sozinha. Falta só um empurrãozinho. Por isso, escolha uma cidade, aproveite um feriado prolongado, compre as passagens e explore o destino por conta própria.

  1. Opte por países que você entenda a língua

Se correu tudo tranquilo na etapa anterior, chegou o momento de voar mais longe. Então, comece a explorar o mundo por lugares onde você não terá problemas para se comunicar. Acredite: entender os anúncios de metrô e a conversa das pessoas ao redor ajuda a controlar o medo de estar só no exterior pela primeira vez.

Isso não significa que é preciso falar inglês ou espanhol. Mesmo quem não sabe outro idioma pode encontrar destinos onde a língua não será um total enigma, afinal o português é falado – com pequenas variações – em Portugal, em países do continente africano e até regiões da Ásia. Além disso, o portunhol também abre as portas para aventuras na América Latina e na própria Europa. Pesquise e garanta logo o primeiro carimbo desse passaporte.

  1. Escolha bem a hospedagem

Não reserve um hotel apenas porque é o mais barato. Confira localização, acesso a transporte público na região, segurança do bairro e procure resenhas de quem já se hospedou no estabelecimento. É melhor prevenir do que remediar, certo?

Para ajudar na tarefa, existe um site chamado TripAdvisor que reúne avaliações do mundo todo, inclusive com fotos reais dos quartos para te alertar de propagandas enganosas. A própria ferramenta de busca do Google também traz resenhas de clientes, além de permitir consultar o mapa para ver se o endereço não fica longe de todas as atrações da cidade.

Outro ponto importante é escolher um tipo de hospedagem em que você se sentirá confortável. Não precisa compartilhar um quarto com desconhecidos num hostel ou dividir apartamento com um estranho pelo AirBNB logo na primeira viagem, só porque todo mundo indicou para economizar. Já vai ter muita novidade para processar.  Vá com calma!

  1. Planeje seu roteiro

Não precisa sair do Brasil com cada minuto da viagem planejado, mas é legal fazer a lista com os lugares que não podem ficar fora do roteiro. Com essas ideias na mão, dá até para bolar um rascunho de itinerário juntando as atrações que ficam na mesma região e aproveitar melhor o tempo.

Ao fazer o seu mapa, você ainda pode planejar como será o deslocamento e se organizar para fazer passeios a pé ou utilizando o transporte público local. A propósito, sempre dou preferência a cidades com redes eficientes de transporte público para ter mais autonomia na locomoção e evitar a necessidade de andar sozinha de taxi/uber com um motorista desconhecido.

  1. Faça um seguro viagem

Imprevistos acontecem e – como o nome já diz – não tem como adivinhar quando eles vão aparecer. Um mal-estar ou problema de saúde pode virar uma complicação enorme para quem está em outro país sem nenhum amigo ou familiar para socorrer, pois nem todo lugar tem atendimento médico gratuito como o Brasil.

Por isso, contrate um seguro viagem para contar com assistência e um contato para recorrer caso alguma coisa dê errado. A gente sempre torce para não usar, mas se precisar é bom saber que está à disposição.

Dependendo do serviço contratado, o viajante pode ter suporte (e reembolso!) até mesmo para resolver complicações por atraso em voos ou perda de bagagem. Algumas apólices cobrem  inclusive as despesas de viagem para um familiar te encontrar no destino, caso você fique doente. Então, leia as letras miúdas com atenção antes de assinar o contrato e diminua as chances de dor de cabeça.

Uma viagem pela Inglaterra de Harry Potter

Não lembro exatamente quando o hábito da leitura me conquistou. Só sei que meu relacionamento com os livros começou cedo e permanecemos firmes até hoje. Confesso, porém, que não me interessei pelos clássicos no início. Os enredos juvenis da saudosa Coleção Vagalume me atraíram para as bibliotecas a princípio e depois é que fui tentada a me aventurar por narrativas mais complexas, aclamadas por gente grande.

Justamente por isso resolvi começar a série de posts sobre os roteiros literários com uma escritora novata e desbravar a Inglaterra que inspirou JK Rowling na criação do mundo mágico de Harry Potter. É fato que a obra gera controvérsia. Enquanto a trama encanta os fãs devotos do bruxinho, os leitores mais críticos olham para a história infanto-juvenil até com um pouco de desprezo.

Apesar disso, não há dúvidas que a autora conseguiu trazer a atenção de toda uma nova geração, viciada em telas vibrantes de celulares e computadores, novamente para as silenciosas páginas amareladas de um bom livro. Hoje, nos grupos de leitura, é comum até encontrar depoimentos de jovens que declaram em caixa alta que devem à escritora britânica o gosto cultivado pelo universo literário.

Por causa dessa contribuição, o trabalho de Rowling foi celebrado pela British Library no ano em que o primeiro livro completou 20 anos de lançamento. A data foi marcada pela exposição ‘Harry Potter: Uma História de Magia’, que destrinchou o embasamento teórico por trás da inspiração da escritora.

Nascida em Yate, na Inglaterra, Rowling teve a ideia de escrever a série Harry Potter enquanto estava num trem indo de Manchester para Londres, em 1990. Em um período de sete anos, Rowling vivenciou a morte da mãe, o nascimento da primeira filha, divórcio e uma crise financeira pessoal até finalizar o primeiro dos livros da saga, Harry Potter e a Pedra Filosofal, em 1997.

Antes mesmo de botar os pés em Hogwarts, o encontro entre o protagonista e a magia acontece bem no meio da capital britânica, no zoológico de Londres. O momento inclusive  está estampado na parede da ala dos repteis, onde Harry lançou – sem nem saber – um dos primeiros feitiços contra o primo Duda. O local foi utilizado na gravação do filme de estreia, mas hoje o tanque das cobras está vazio para ser preservado para posteridade (Sim, os ingleses levam a sério a criação de JK Rowling).

Depois de descobrir que não era um trouxa, Harry dá o próximo passo da aventura e embarca para Hogwarts na plataforma 9 e ¾ da estação Kings Cross, uma das mais antigas do metrô de Londres. A arquitetura da estação ferroviária já é de encher os olhos e o local ainda reserva aos fãs a oportunidade de empurrar também o seu carrinho para atravessar a parede rumo ao trem que leva à escola de magia. Há inclusive fotógrafos de prontidão para registrar o momento épico e até oferecem acessórios como o cachecol na cor da sua casa preferida (Grifinoria rules!) para você sair bem no retrato.

De King’s Cross, ainda há a possibilidade de esticar até os estúdios da Warner Bros na Inglaterra e pular dos livros para os cenários onde a história ganhou vida nos cinemas. Não é um parque com várias opções de atividades interativas, mas você vai poder tirar fotos incríveis dentro da casa dos Dudley na Rua dos Alfeneiros, bisbilhotar a sala de Dumbledore e perambular pelo Beco Diagonal olhando as vitrines das lojas. Vale a pena!

A uma curta viagem de Londres, há também cidades como Oxford, Gloucester e Lacock que foram utilizadas como set de filmagem para a saga. A visita é uma ótima oportunidade não só para desvendar um pouco mais do mundo mágico, mas também para conhecer lugares que retratam o charmoso visual do passado da Inglaterra. #ficaadica

Outros lugares tem ligação não tão óbvia com a história do bruxinho. Na minha visita a Londres, eu fiz um passeio a pé que levou até alguns pontos do setor financeiro. O guia, vestido com um cachecol nas cores de Grifinória, explicou que o banco da Inglaterra  pode ter sido o prédio que inspirou a arquitetura de Gringotes.

Para comprovar a teoria, o especialista potteriano cita a própria descrição usada por Rowling no primeiro livro, que apresenta Gringotes como um edifício imponente muito branco e com degraus de pedra branca na fachada. Exatamente o que vemos ao observar a arquitetura do banco da Inglaterra.

Do Gringotes na vida real, seguimos para o Mercado Leadenhall. A entrada foi por uma ruela estreita, como aquelas que vemos nos filmes que retratam o passado de Londres. O mercado é justamente uma coleção dessas vielas apertadas e fica numa das regiões mais antigas da cidade, onde inclusive encontramos um pub que abriu as portas em 1792. Esse cenário pitoresco é considerado uma das inspirações de Rowling para o visual do Beco Diagonal e do próprio Caldeirão Furado, segundo o guia.


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Mas não existe um consenso sobre a fonte de inspiração do beco mágico. Já li alguns sites que apontam as ruazinhas Goodwin’s Court e Cecil Court, no entorno de Charing Cross e da Trafalgar Square, como o lugar que aguçou a imaginação da escritora. Seja verdade ou não, são cantinhos charmosos da capital inglesa e não custa incluir uma parada no roteiro.

Há também quem defenda que o verdadeiro Beco Diagonal estaria fora de Londres, no norte da Inglaterra. Mais conhecida por ser a cidade Viking do Reino Unido, a pequena York recebe milhares de pottermaníacos que querem botar os pés em Shambles, a rua mais antiga da cidade e hoje consagrada pela semelhança com o lugarejo mágico.

Não é difícil acreditar que a autora foi contagiada por esse pedacinho medieval de York para desenvolver o cenário da principal rua comercial do mundo potteriano. Afinal, JK Rowling morava em Edimburgo quando escreveu o primeiro livro da saga e as duas cidades ficam a apenas 2 horas de distância de trem.

Além disso, a ligação entre York e o Beco Diagonal ficou ainda mais forte porque os produtores do filme foram até a cidade viking para estudar o visual de Shambles e desenhar o projeto para a construção dos sets de filmagem de Harry Potter.

De todos os becos visitados, eu também aposto na estreita viela de York como a inspiração da escritora. Não só pelo calçamento rústico de paralelepípedos e as construções caricatas do século XIV em ambos os lados do caminho, mas pela atmosfera acolhedora das lojinhas onde você encontra de tudo e sempre é atendido com simpatia pelos vendedores. Me senti como o próprio Harry, encantado na primeira visita ao Beco Diagonal.

Subindo um pouco mais no mapa, a capital da Escócia, Edimburgo, é uma parada interessante para quem quiser sentar no lugar onde grande parte das páginas sobre a vida do mago foram escritas: o Elephant House Cafe. Por fora, não tem nada de referência a Harry Potter, mas recomendo uma visitinha ao toalete. Calma, não é uma dica de mau gosto ou uma crítica aos pratos da casa.

É que as paredes do banheiro foram tomadas por mensagens e feitiços de fãs de todo o mundo. Já pintaram várias vezes para tentar apagar os rabiscos, mas no dia seguinte sempre havia novos recadinhos. Então, a equipe desistiu e se rendeu ao “memorial”. A homenagem curiosa até virou notícia no Daily Mail, um dos maiores jornais do Reino Unido.

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Outras referências usadas por JK Rowling estão escondidas entre os túmulos o Cemitério Greyfriars. A escritora tomou emprestados os nomes dos finados para vários personagens da saga. Entre as lápides você encontra o próprio Tom Riddle, mais conhecido como Voldemort, e o professor Severo Snape. O cemitério escocês parece também ter inspirado o ambiente fantasmagórico do retorno do Lorde das Trevas após o torneio Tribruxo.

Se bater o medo de desbravar o local sozinho, fique tranquilo porque não faltam opções de passeios a pé por Edimburgo para quem quiser conferir as curiosas ligações da capital da Escócia e o mundo de Harry Potter. Para os caçadores de referências, a cidade também é o ponto de partida de inúmeras excursões para conhecer mais paisagens do norte da Inglaterra ou das Highlands escocesas que inspiraram a história nos livros e nas telas de cinema.

Anote as dicas e vá mais longe!

1 – Quer conhecer o castelo que foi usado para as filmagens externas de Hogwarts e aprender a voar na vassoura? Siga de Edimburgo para o castelo Alnwick em Nothumberland.

2 – Deseja se sentir a caminho da escola de magia, embarque em um passeio para o viaduto de Glenfinnan e depois suba no trem a vapor Jacobite para desbravar de trem as paisagens rurais da Escócia.

3 – Para experimentar o que é estar nos corredores de Hogwarts com Harry, Ron e Hermione, faça um bate-volta até Durham e visita a catedral que serviu de cenário para as áreas externas da escola.