4 Hostels em Londres com quarto privativo (e bem localizados!)

Assim como em outros destinos, o hostel é a opção mais barata de hospedagem em Londres. A cidade conta com estabelecimentos Continuar lendo “4 Hostels em Londres com quarto privativo (e bem localizados!)”

Águas Calientes: parada estratégica antes de Machu Picchu

Machu Picchu é impressionante e não pode faltar no roteiro de primeira viagem ao Peru, mas preciso dizer uma coisa que poucas pessoas lembram de avisar: o passeio pela cidadela inca demanda um certo grau de esforço físico.

Só para chegar ao local de observação onde são clicadas as fotos mais populares nas redes sociais já será necessário encarar uma baita subida e o sítio arqueológico tem muito mais a oferecer a quem estiver com disposição para movimentar o corpo. Então, estar descansado é fundamental para aproveitar o máximo da visita ao lugar.

Justamente por isso, Águas Calientes ocupa uma posição estratégica no roteiro básico de viagem ao Peru. O vilarejo com pouco mais de 6.000 moradores fica localizado aos pés da montanha onde as ruínas repousam, ou seja, é a parada ideal para quem precisa de uma boa noite de sono antes de encarar os altos e baixos no interior de Machu Picchu, com incontáveis degraus adaptados para a estatura dos incas – cuja a fama é que eram bem maiores do que nós.

Sendo sincera, além da parada para descanso, Águas Calientes não tem outros grandes atrativos. O vilarejo possui apenas fontes de banhos termais (entrada: 10 soles) para oferecer aos turistas, o que pode ser uma boa pedida para quem gastou energia o dia todo em trilhas por Machu Picchu. No entanto, eu preferi mesmo foi de vagar pelas ruas pequenas do povoado no tempo livre,  observar os moradores locais e admirar as imponentes montanhas ao redor.

Como chegar em Águas Calientes

Não há rodovias que ligam diretamente Águas Calientes a Cusco e Ollantaytambo. O meio de transporte mais prático é o trem, que deixa os visitantes na estação dentro do povoado. O único problema da ferrovia é o preço. O percurso ida e volta custa a partir de 150 dólares.

A alternativa para quem quiser economizar pode ser o caminho da hidrelétrica, que custa em torno de 30 dólares. O trajeto combina transporte de van e uma caminhada até Águas Calientes.  Entretanto, leve em consideração que a viagem de van dura em torno de 6 horas até a hidrelétrica e depois mais quase duas horas a pé para chegar ao vilarejo.

Águas Calientes: Hotéis perto de Machu Picchu

Com o fluxo intenso de turistas para conhecer Machu Picchu, muitas opções de hospedagem se disseminaram pelas ruelas de Águas Calientes. Há desde aluguel de quartos em casas de família até grandes hotéis de luxo para atender a todos os orçamentos de viagem.

Águas Calientes é cortada por um riacho e se divide em duas partes: o lado da estação com o mercado de artesanato e o lado da avenida principal Hermanos Ayar – de onde saem os micro-ônibus que levam até Machu Pícchu.  Na minha passagem pelo vilarejo, optei por ficar perto da avenida, tanto pela proximidade do ponto de ônibus quanto por ser uma área mais movimentada durante a noite – estava viajando sozinha e me senti mais segura.

Entre as diversas alternativas próximas à avenida Hermanos Ayar, minha escolha foi o Mantu Boutique Hotel e super recomendo. A estrutura é novinha, a cama muito confortável, banheiro moderno e tudo estava perfeitamente limpo.

O preço não é tão caro. A diária sai por volta de R$ 250, com café da manhã incluso. Se você sair de madrugada como eu para pegar os primeiros horários de ônibus para Machu Picchu, a equipe prepara uma marmita com lanche para você. A única ponderação que faço é para quem tiver problemas de locomoção, pois o hotel não tem elevador.

Quem procura opções mais baratas e com boa estrutura na região pode conferir: Angie’s Inn, El TamboHostal Urpi, Margarita’s House e Varayoc Bed & Breakfast. As diárias giram em torno de R$ 150.

Os interessados em hotéis cinco estrelas também tem como opções: Casa del Sol, Inti Punku Hotel & Suites, Hatun Boutique Machu Picchu, Tierra Viva Machu Picchu e o ultrarenomado (e mega caro!) Sumaq Hotel.  O preço das diárias varia de R$ 300 a mais de R$ 1300.

Onde comer em Águas Calientes

Por causa da enxurrada de turistas, encontrar alimentação boa e barata pode  ser um desafio no vilarejo. Para fugir de armadilhas, recomendo sempre olhar antes o cardápio que fica disponível do lado de fora e perguntar sobre taxas adicionais de serviço.

Faço um alerta para os restaurantes da avenida Imperio de Los Incas (perto da estação de ônibus e do letreiro de Machu Picchu Pueblo). Deixei quase um rim (mais de 30 soles) para pagar um almoço sem nada demais e uma garrafinha de inca cola.

Uma dica de preços melhores são os restaurantes chifas, que misturam a culinária oriental e peruana. Tem algumas coisas exóticas no cardápio, mas, em geral, será possível encontrar pratos simples como frango na chapa com batata frita (pollo a la plancha, con papas fritas).

Eu experimentei o Yakumama (103, Antisuyo), onde tem menu econômico com entrada e prato principal a partir de 15 soles. Com o meu copo de chica morada (adoro!), a conta saiu por menos de 20 so-les na época e a comi-da estava gostosa.

O Yakumama fica numa pequena tra-vessa que dá acesso à praça principal e on-de tem vários restau-rantes e cafés com valores interessantes. São diversos estilos e tem até espetinhos para quem estiver com saudade de um churrasquinho.

Além disso, tem muitos mercadinhos e pequenas padarias espalhadas pela avenida principal e também nas pequenas ruas de Águas Calientes que podem suprir com lanchinhos para enganar o estômago.

Cusco: o que fazer e hotéis para se hospedar

Cusco pode não ser a capital do Peru e nem a maior cidade do país, mas é a porta de entrada para o território inca e certamente o destino mais procurado pelos viajantes de diversas partes do mundo interessados em conhecer um pouco da cultura e da história de um dos maiores impérios da América Latina.

No passado, a administração política e o centro de forças armadas do império inca ficavam localizados em Cusco, que significa “Umbigo do Mundo” em quechua. Por isso, toda a região guarda ainda os vestígios da antiga civilização andina.

Mesmo quem não tiver curiosidade em conhecer as ruínas ao redor já terá uma experiência única ao se aventurar só na cidade de Cusco, declarada como patrimônio cultural da humanidade por ser “testemunha” da intervenção dos colonizadores europeus na cultura andina, com inúmeras construções antigas que mesclam em suas paredes resquícios da engenharia inca e adaptações arquitetônicas (totalmente questionáveis) introduzidas pelos espanhóis.

História à parte, o labirinto de ruelas do centro histórico e a rusticidade das pequenas casas de Cusco carrega uma certa magia, especialmente quando o cenário é banhado com a meia-luz amarelada dos postes da rua. Se já está ansioso para se perder por esse lugar, anote as principais atrações turísticas e também as dicas para organizar a estadia na cidade.

Do aeroporto de Custo até o hotel

O aeroporto de Cusco fica a cinco quilômetros do centro histórico da cidade, região que concentra os hotéis e as principais atrações turísticas. Diferente de Lima, não há um serviço de ônibus executivo entre o aeroporto e o centro de Cusco.

É claro que existe o transporte público, mas os ônibus de linha são complicados para a utilização do visitante. Cusco é atendida por uma rede de micro-ônibus operada por empresas privadas e cada uma tem uma rota específica que passa por diversos pontos. A passagem custa em torno de 1 sole.

Entretanto, não há um cronograma fixo e podem ocorrer alterações nos pontos de parada sem aviso prévio. Até o momento, sequer era possível consultar os trajetos de cada linha. Além disso, os assentos são muito limitados, os veículos andam lotados e não há armazenamento de bagagem. Mesmo defensora do transporte coletivo e carregando só uma mala pequena, eu não encarei a aventura e preferi chamar um táxi.

Para diminuir o perrengue, acionei a empresa Taxidatum e recomendo. Você pode fazer todo o agendamento pelo site na internet e eliminar o estresse de ficar caçando ponto de táxi na rua. No horário marcado, o motorista já estará aguardando no pátio externo. Meu voo até atrasou um pouco, mas não tive problemas.  O preço foi 20 soles.

Outra opção para o deslocamento ao desembarcar no aeroporto e para retornar ao terminal é o uber. Sim, o aplicativo já funciona no Peru e costuma ter bastante carro disponível. Em média, a corrida custa 15 soles cada trecho.

Hotéis: Onde ficar em Cusco

Uma região bem gostosa e segura fica no entorno da calle Ruínas, bem na entrada do bairro de San Blas. Ali você ficará localizado a menos de cinco minutos a pé da praça das Armas, mas sem aquela muvuca que sempre afeta áreas muito turísticas.

Há opções de hospedagem para todos os bolsos, inclusive hostel e guest houses com valores baratinhos. Para viajantes econômicos, várias pequenas pousadas se espalham na região com diárias a partir de R$150, como a La Pousada del Viajero, Hosteria de Anita, Orquidea del Cusco, MOAF Cusco Boutique Hotel, Tukuna Cusco, Casa Grande Colonial Palace e Inkas Machupicchu Inn.

Há também hotéis locais de médio porte como o Emperador Plaza, Monasterio del Inca, Hotel Santa Maria, Casona Boutique, Loreto Boutique Hotel, La Casa de Selenque, Hotel Tupac Yupanqui e Hostal El Triunfo na faixa de R$ 250 por noite. Já quem não abre mão dos cinco estrelas, terá o Hotel Suenos del Inca e unidades de grandes redes como JW Merriot e Novotel.

Outra boa alternativa é o entorno do Qorikancha – Templo do Sol, que é o limite no mapa para quem não quer sofrer ao subir até a praça de armas. Entre as indicações de hospedagem boa e barata nessa região estão: o Hotel Boz Art (diárias em torno de R$ 200) e o Hostal Lucerito (menos de R$ 100 por noite), colados na avenida Sol; e nas ruas menores que levam ao templo há ainda La Casona de Rimacpampa, La Casa de Fray Bartolome e Hotel Casa Limacpampa, com diárias em torno de R$ 150 a R$ 200.

Sim, você vai encontrar muitos hotéis baratinhos para baixo do Qorikancha, mas, com as limitações impostas ao nosso corpo por causa da altitude de Cusco, subir o morrinho até a praça de Armas pode se mostrar cansativo e prejudicar as andanças.

Quer pagar a hospedagem em reais e parcelado?

Onde comer em Cusco

A culinária cusquenha se tornou moda e muitos viajantes não resistem a experimentar as iguarias da gastronomia peruana ao visitar o país. Justamente por causa dessa tendência, muitos restaurantes têm preços um tanto inflacionados para quem está com o orçamento apertado.

Uma dica que ajudará a controlar os gastos é optar pelo menu turístico dos restaurantes, que oferece uma opção de entrada, prato principal, bebida ou sobremesa por um preço menor. No centro histórico, é bem fácil achar locais que cobram entre 25 a 30 soles por essa opção do cardápio.

Entretanto, se você prefere economizar ainda mais com comida, encontrei muitos restaurantes, cafeterias e lanchonetes com preços mais conta e que oferecem uma boa refeição por algo em torno de 15 soles na calle Choqechaka, bem perto da pedra de 12 ângulos. Coloca no GPS e corre para lá porque é certeza de comer gostoso sem gastar muitos soles.

turismo: O que fazer em Cusco

Se você decidiu seguir o itinerário sugerido no blog para a primeira visita ao Peru, o roteiro terá, no mínimo, três noites em Cusco. Será o suficiente para ver o essencial sem passar correndo por vários lugares.

  • Primeiro dia

No dia de chegada a Cusco, o ideal é fazer atividades leves por causa da aclimatação. A cidade fica a 3.400 metros acima do nível do mar e o ar é mais escasso, então vá com calma para evitar o soroche – mal estar que causa dores de cabeça, cansaço extremo, falta de ar e desarranjo intestinal.

Se chegar à cidade de dia, uma boa ideia é percorrer as agências (são várias) na região do centro histórico e conferir os passeios interessantes para fazer no dia seguinte. Depois aproveite para observar a arquitetura das construções da praça e para perambular pelas ruelas antigas.

Vá até a Calle Hatunrumiyoc e tente achar a pedra de 12 ângulos, que dizem sustentar toda a estrutura de um muro de um antigo palácio inca. Ou então, caminhe até o mercado de San Pedro para ver o artesanato e os aromas típicos do Peru.

Caso ainda tenha tempo no primeiro dia, conhecer o Qoricancha ou Templo do Sol é uma ótima forma de dar boas vindas a Cusco. O lugar é uma igreja católica, mas foi construída pelos espanhóis sobre o muro de um templo inca. No interior, há inclusive paredes remanescentes do Templo do Sol original, que chamam a atenção pelo alinhamento em perfeita simetria e a junção das rochas sem uso de cimento ou argamassa.

O ingresso custa 15 soles e o horário de visitação é das 8h30 às 17h30. Para conhecer com calma, tenha certeza de chegar, pelo menos, 40 minutos antes do horário de fechamento ou então deixe a visita para as atividades do dia seguinte.

Para quem curte igrejas e arquitetura, uma proposta de passeio leve é visitar o interior da catedral de Cusco na praça de armas. A entrada custa 25 soles e o horário de abertura é das 10h às 18h.

Além do visual com influências góticas, maneiristas e barrocas, o local reúne obras de artesanato cusquenho, uma versão curiosa de “Última Ceia” em que o prato principal é o cuy (porquinho da india) assado e também a imagem de um Jesus Cristo que se amorenou devido à fumaça das velas dos devotos.

  • Segundo dia

Bem descansado depois de uma noite tranquila de sono, o segundo dia pode ser destinado a passeios pelos sítios arqueológicos perto de Cusco e também às visitas aos locais que não deu tempo de ver no dia de chegada a Cusco.

Os dois pacotes mais comuns oferecidos pelas agências são: o tour que envolve as ruínas ao norte (Sacsayhuaman, Qenqo, Puca Pucara, Tambomachay e o mirante do Cristo Blanco) e o outro tour envolve o Vale Sul (Tipon, Piquillacta e Andahuaylillas). Não é possível fazer todos em um dia. Então, será necessário escolher o passeio que mais te interessa ou acrescentar mais uma noite em Cusco se decidir fazer o itinerário completo, como eu acabei fazendo.

É também possível contratar um táxi e mesclar as atrações (Sacsayhuaman, Qenqo e Tipon foram os lugares que mais gostei, a propósito hehehe). Se essa for sua decisão, só recomendo ter a companhia de um guia turístico porque será necessário para entender a função e a história dos locais. É claro que essa alternativa sairá mais caro, principalmente se estiver viajando sozinho.

Seja a sua escolha por um tour em grupo ou um passeio privativo, fique atento porque será necessário comprar o boleto turístico para visitar os sítios arqueológicos. O preço varia de 70 a 130 soles, dependendo do número de atrações inclusas e prazo de validade.

  • Local de venda: Cosituc
  • Endereço: Av. El Sol, 103, Galerías Turísticas
  • Telefone: 084 22-7037
  • Horário: diariamente 8h-18h

Depois de tanta peregrinação, curta a noite em Cusco. Uma programação bem legal para quem curte experimentar gastronomia é fazer uma aula para aprender a fazer o pisco sour e ainda degustar a bebida típica do Peru. Você pode reservar pelo link.

  • Terceiro dia

É hora de se aprofundar mais no território dos incas e desbravar outro cantinho do Vale Sagrado: o sítio arqueológico de Pisac. A 35 km de Cusco, o caminho que se percorre em 50 minutos, por uma estrada estreita e sinuosa.

Pisaq é dividida em duas parte: o vilarejo e o sítio arqueológico no alto da montanha. Na vila, há um mercado central bem diversificado e com inúmeras barracas de artesanato peruano, mas nada tão original.

Já o sítio guarda o que sobrou de uma cidadela com funções agrícolas e militares, que estava estrategicamente posicionada no caminho inca entre Cusco e a selva amazônica para facilitar o controle do acesso ao Vale Sagrado. Justamente por isso a visita às ruínas oferece uma das visões mais espetaculares do Vale. Prepare o fôlego para a subida, pois o topo onde ficava o observatório astronômico está a 3.514 metros acima do mar. Cansa, mas a paisagem compensa. E atenção: você precisará ter um boleto turístico para entrar no sítio arqueológico.


Para fazer o bate-volta a Pisac, é possível utilizar:

– Van de linha (colectivo): funcionam como se fossem ônibus regulares e com saídas a cada 10 minutos da calle Puputi, a 1,5 km da Plaza de Armas (20 minutos a pé ou 5 minutos de táxi, por 5 soles). A passagem custa entre 4 e 5 soles por pessoa em cada direção. As vans param na parte plana da Pisaq. Então, ainda será preciso negociar um táxi no local para subir ao sítio arqueológico (entre 20 e 30 soles/6 e 8 dólares em cada direção – a cooperativa fica na av. Amazonas, junto à ponte).

– Tour guiado privado com motorista e guia: as agências de turismo vão cobrar entre 100 e 130 dólares.

– Tour privado com motorista, sem guia: a Real Inka (av. Grau, 496, esquina Pavitos, tel. 084 24-6245) cobra 55 dólares.

– Táxi: na calle Pavitos ou na calle Puputi é possível negociar e conseguir um táxi por algo entre 45 e 55 soles/15 dólares até Pisaq. Tratar passeios com profissionais avulsos sempre é mais arriscado do que com empresas. Para voltar você precisará negociar outro táxi em Pisaq.

– Tour guiado em grupo de van ou ônibus: eu não consegui encontrar um passeio de um dia exclusivo por Pisac nas agências. A maioria tenta espremer Chinchero e Ollantaytambo num circuito super corrido, o que não recomendo.


Depois de procurar bastante, achei um tour de dois dias que caiu como uma luva no meu roteiro. O itinerário reservava o primeiro dia para conhecer uma reserva ecológica de llamas (Awana Kancha), Pisac e o museu Inkary. Já no dia seguinte, seguimos para visitas ao sítio de Moray, às salineras de Maras e chegamos a Ollantaytambo. Tudo percorrido sem correria.

O guia turístico, transporte, ingressos e almoço estavam inclusos no pacote, que custou R$ 500. Como estava sozinha, valeu a pena porque não precisei ficar correndo atrás de táxi para os deslocamentos. Quem se interessar, vou deixar aqui o link da excursão. Você pode inclusive pagar em reais e parcelado!

ATENÇÃO: se optar por esse tour que eu fiz, você não voltará para Cusco depois de conhecer Pisac no dia 3. Então, reserve estadia em Urubamba, de onde você seguirá na excursão pelo Vale Sagrado no dia seguinte para chegar a Ollantaytambo.

  • Quarto dia

É hora de se despedir de Cusco (temporariamente). Faça check out no hotel e embarque no passeio rumo às salineras de Maras, Moray e Ollantaytambo. Esse itinerário é uma estratégia para otimizar o tempo da viagem e conseguir visitar mais lugares.


As opções de transporte para o deslocamento são:

– Tour guiado de van ou ônibus: verifique se Ollantaytambo é a última parada e se deixam você levar sua mochila. Preços em torno de 70 ou 80 soles por pessoa (25 dólares)

– Vans de lina: Da esquina da calle Pavitos com av. Grau saem microônibus da Real Inka o dia inteiro, que vão a Ollantaytambo via Urubamba por 12 soles (1h45 de viagem). Você fazer Moray e Salineras num tour de meio dia (entre 30 e 40 soles/13 dólares por pessoa) e depois pode usar esse serviço para ir a Ollantaytambo.

– Tour guiado privado, com motorista e guia: as agências vão cobrar entre 170 e 200 dólares pelo carro.

– Tour privado com motorista, sem guia: a Real Inka (av. Grau, 496, esquina Pavitos, tel. 084 24-6245) cobra 80 dólares pelo carro com motorista, sem guia. A TaxiDatum cobra 65 dólares pelo carro com motorista, sem guia.

– Táxi: na calle Pavitos, você pode conseguir um táxi por algo entre 120 e 150 soles (45 dólares).


 

As Salinas de Maras são formadas por  tanques de extração de sal que remontam a dois mil anos, antes até dos incas. Cada um dos tanques é alocado a uma família que mora na região e passado de geração em geração. No local, e possível conhecer um pouco do estilo de vida e do trabalho de uma parte dos moradores do Vale Sagrado. De bônus, ainda tem uma vista sensacional das montanhas e vendem uns chips de banana de comer rezando nas barraquinhas da entrada (#ficaadica)

Já Moray apresenta uma série de terraços escavados na montanha, perfeitamente circulares e concêntricos. À primeira vista, até poderíamos pensar que a estrutura funcionava como uma arena ou um estádio, mas não. Os estudiosos tendem a concordar que Moray era um laboratório agrícola onde sementes eram testadas sob condições diferentes oferecidas por cada ‘degrau’ dos terraços.

A parada final do quarto dia, Ollantaytambo, é um tesouro que passa quase despercebido no roteiro de muitos turistas. Os apressados acabam apenas indo conhecer as imponentes ruínas da fortaleza e ignoram as vielas da parte mais antiga da cidade, que preservam até hoje o mesmo traçado dos tempos incas. Então, não deixe de passar uma noite em Ollanta  para se perder um pouco por elas.

ATENÇÃO: o boleto turístico é necessário para o acesso às ruínas de Moray e entrada na fortaleza de Ollanta

Hotéis econômicos em Guarulhos com transfer para o aeroporto

Maior hub do Brasil, o aeroporto internacional de Guarulhos é o ponto de partida para grande parte das viagens para fora do país. Só no ano passado, quase 38 mil passageiros circularam pelos terminais de Cumbica para embarcar rumo a outras partes do território nacional ou do mundo.

A localização do aeroporto é uma comodidade para quem mora em São Paulo e pode simplesmente sair de casa com algumas horas de antecedência para pegar o voo. A situação, entretanto, se torna mais complicada para quem vem de outras cidades do interior do país.

Seja o deslocamento de avião ou de ônibus, nem sempre é possível (ou recomendado!) sincronizar o horário de chegada em São Paulo com a partida do voo para o destino final. O resultado: horas de castigo nas cadeiras da sala de espera, cansado e sem banho. Tudo fica ainda mais estressante se o perrengue for de madrugada.

Para um cochilo de poucas horas e uma ducha no intervalo antes do voo, as cabines do Slaviero Fast Sleep, dentro do próprio aeroporto, podem ser suficientes. Quem já recorreu ao serviço conta que o quarto é apertado, mas a limpeza é um ponto forte.

O preço até compensa para permanência até quatro horas: você paga em torno de R$ 80 pelos primeiros 60 minutos e um acréscimo de R$ 30 por hora. Agora para estadias a partir de cinco horas, será cobrado o valor integral da diária (R$ 250), o que eu considero caro pela falta de conforto. Nesse caso, a melhor opção é sair do aeroporto e se alojar em um dos hotéis de Guarulhos.

As duas opções mais próximas de Cumbica são o Marriott e o Pullmann, com diárias na faixa de R$ 600. Para quem está com o orçamento folgado, são hotéis excelentes. Agora vamos ser sinceros: a maioria dos viajantes brasileiros prefere não gastar tanto assim. A boa notícia é que vários hotéis no centro da cidade, com preços bem mais acessíveis, oferecem translado gratuito para sair e voltar ao aeroporto.

Basta escolher um hotel e seguir para saída D do terminal 2 para encontrar as vans que levam os passageiros para descansar antes do embarque para a viagem de férias. O trajeto leva apenas 20 minutos e os preços compensam, já que é possível encontrar diárias entre R$ 150 e R$ 170. Duas recomendações na região são o Monreale e o Sables. Abaixo conto um pouco sobre a minha estadia nos dois durante o intervalo ante do meu voo.

Monreale: estrutura moderna a baixo custo em guarulhos

Localizado no centro de Guarulhos, o Monreale Hotel oferece uma super estrutura com academia, sauna seca e até serviços de massagem para os viajantes, mas não tenho como dizer nada sobre esses extras porque quase não saí do quarto. Como era a véspera da minha primeira viagem internacional, estava preocupada conferindo a mala e checando pela milésima vez os documentos para embarque.

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As acomodações são confortáveis e espaçosas. O piso não tinha carpete e era tudo em parquet (Aleluia!). O quarto tem ar-condicionado, TV a cabo, Wi-Fi gratuito e frigobar. Os móveis são novos e o banheiro também, sem contar que a limpeza estava impecável.

Outro ponto positivo foi o café-da-manhã. O buffet era farto, com várias opções de quentes e frios, cereais, pães, sucos e cafés. Tudo bem fresquinho, com bandejas repostas rápido. Confesso que até preparei uma “marmitinha” e garanti o almoço sem gastar com comida no aeroporto.

A única ressalva quanto ao Monreale pode ser a localização. O hotel fica literalmente no centro comercial de Guarulhos e com várias lojas praticamente na esquina, o que é uma mão na roda se precisar comprar algum item esquecido antes de embarcar ou para fazer um lanche barato. Porém, a proximidade do centro também significa muitos andarilhos e pedintes por perto, demandando mais alerta para andar pela região. Mesmo com esse pormenor, eu ficaria novamente no hotel para descansar antes do voo.

Sables: hotel com localização agradável em guarulhos

O Sables Hotel está localizado a 5 minutos de carro do centro de Guarulhos. Na viagem para o Peru, escolhi ficar no Sables antes do embarque porque o hotel oferecia mais horários de transfer durante a madrugada e eu precisaria estar de volta ao aeroporto por volta das três da manhã. Apesar da estadia rápida, achei a região mais agradável do que a do Monreale, com menos andarilhos nas redondezas.

Por outro lado, a estrutura do Sables está um pouco mais judiada. O banheiro apresentava o piso um pouco encardido, especialmente no box. As toalhas também estavam amareladas. Apesar disso, estava tudo muito limpo. O chuveiro funcionava bem e não faltou água quente. Também achei o colchão bastante confortável.

Os quartos tem ar-condicionado, TV a cabo, frigobar, WiFi gratuito e uma mesa de trabalho. O piso é de parquet, o que considero um bônus porque sou extremamente alérgica a carpetes.

Além disso, o hotel tem um restaurante e o café da manhã está incluído no preço da diária. Eu saí antes do café começar a ser servido e não posso dizer como é o buffet, mas achei interessante o hotel preparar um box para viagem. O pacote vem com sanduíche, fruta e uma bebida. Na medida certa para matar a fome nas primeiras horas do dia.

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Onde se hospedar em São Paulo: Vila Clementino

Localizado na zona sul de São Paulo, a Vila Clementino é considerada um bairro nobre e fica próxima ao Parque do Ibirapuera. Metade pertence ao distrito da Vila Mariana e a outra metade pertence ao distrito da Saúde.

No miolo da Vila Clementino, por uns minutos, até dá para esquecer que estamos na capital paulista. O trânsito é menos intenso e algumas ruas quase não tem movimento além dos moradores que estão aproveitando o dia de folga para uma caminhada.

Como a região é basicamente residencial, não há muitos hotéis no bairro. Algumas opções são o Travel Inn Ibirapuera, o Green Place Ibirapuera e o Hotel Park’s, com diárias a partir de R$ 200.  Por outro lado, o próprio Booking e o também o AirBNB garante a oferta de apartamentos ou quartos para  quem decidir se hospedar no bairro da zona Sul e curtir um pouco do conforto da rotina da classe média paulistana.

Para atender aos moradores locais e aos visitantes, a Vila Clementino abriga um comércio forte. Pela vizinhança, é possível encontrar desde pequenas lojas a grandes redes. Há também vários restaurantes tradicionais e as típicas “padocas” paulistanas espalhadas a cada esquina para matar a fome, com preços simpáticos.

Além disso, a área é bem servida pelo transporte público e permite um deslocamento fácil por São Paulo, seja de ônibus ou de metrô. O bairro é atendido pela estação Santa Cruz, pertencente à linha azul do metrô,  e assim se conecta com os terminais Luz e Sé, de onde é possível fazer baldeações para o restante da rede.

Para melhorar, a expansão da linha lilás do metrô trará a nova estação Hospital São Paulo, que deve ser inaugurada até o fim de 2018 e ampliar as opções para circular pela metrópole. Quando esse novo trecho estiver em operação,  a Vila Clementino pode ser um lugar estratégico para quem estiver na cidade para o processo de solicitação do visto americano.

O CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto) já está localizado na região, a cerca de 15 minutos de caminhada a partir da estação Santa Cruz. Com a nova ligação pela linha lilás, será possível chegar de metrô à estação Borba Gato e também ter acesso fácil ao consulado americano, onde é necessário passar por entrevista depois da coleta da biometria no CASV.

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Conhece outra região interessante para se hospedar em São Paulo? Deixa um comentário e conta para nós o seu lugar preferido em Sampa

Hotel barato em boa localização de Curitiba

A hospedagem é um dos principais custos na hora de programar a viagem de férias. Em Curitiba, essa também é uma realidade e se torna um desafio encontrar um hotel bem localizado e, ao mesmo tempo, barato.

Para resolver essa equação, muitas pessoas abrem mão da privacidade e dividem o quarto com estranhos no hostel. É uma boa opção para economizar e tem locais muito bem estruturados, mas não é para todo mundo. Então, se você prefere um quarto só para você, o Hotel Sol é uma dica para ficar bem localizado e pagar pouco em Curitiba.

1 – Localização

O Hotel Sol fica na avenida Sete de Setembro, bem na divisa do centro com o bairro Batel – um dos mais nobres de Curitiba. A região fica perto do miolo central da cidade, mas numa área bem movimentada à noite e onde é possível caminhar sem grilos depois do horário comercial, o que não acontece em outros locais do centro por causa da presença de andarilhos.

Localizado entre dois grandes shoppings, o hotel tem várias opções de alimentação a curta caminhada para o almoço ou jantar. O lugar também é bem servido de transporte público para facilitar locomoção a outras partes da cidade e curtir Curitiba sem problemas. Na porta, tem uma estação tubo que permite embarcar nos ônibus regulares e chegar a diversos pontos turísticos.

Além disso, andando cinco minutos a pé dá para ter acesso à linha especial de turismo que percorre mais de 20 atrações da capital paranaense e ainda ao ônibus executivo que oferece translado até o aeroporto.

2 – Preço e serviços inclusos

As diárias custam a partir de R$ 105 (single) e R$ 140 (double), incluindo wi-fi, estacionamento privativo e café-da-manhã no preço. Falando nisso, o café foi um dos pontos altos da estadia. A comida era simples, mas com opções variadas desde frutas a cereais e bolos. Foi mais do que o suficiente para dar energia a quem ficava o dia inteiro fora do hotel, batendo perna. Ajudou até a economizar em alimentação porque, depois da extravagância pela manhã, eu só sentia fome na hora do jantar.

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3 – Quartos

Quanto à estrutura do hotel, o prédio é pequeno e simples, mas foi totalmente reformado e o mobiliário renovado recentemente. Então, tudo está novinho e limpo. Os quartos dispõem de TV de tela plana e secador de cabelo. As fotos do site e dos aplicativos de reserva retratam exatamente o que você encontra no local. Para pessoas com dificuldade de locomoção, o negativo pode ser a falta de elevador porque os quartos ficam nos andares superiores.

O banheiro, uma das minhas maiores preocupações na hospedagem, estava em estado excelente e o chuveiro ofereceu um banho quente tão bom quanto em casa, o que foi essencial para quem viajou a Curitiba no período do inverno e ainda pegou dias seguidos de chuva. Também achei a cama e o colchão bastante confortáveis.

A limpeza foi outro ponto positivo. Os lençóis e as toalhas eram novos e sem sinal de manchas ou encardido. O quarto era arrumado diariamente e as toalhas foram trocadas todos os dias, mesmo eu não achando necessário.

No quarto, eu senti falta apenas de um frigobar. Quando me hospedei em 2015 não tinha ar condicionado/aquecedor, mas pelas informações do site já houve um upgrade e o equipamento foi instalado até nas habitações single. Para quem tem sono leve, é bom garantir um quarto nos fundos. Alguns dormitórios são voltados para a avenida e o barulho de trânsito pode incomodar. Não foi um problema para mim porque tenho sono pesado e não escutei nada.

Resumindo, o Hotel Sol ofereceu excelente custo-benefício para a minha viagem solo. Com certeza, ficarei novamente na próxima visita a Curitiba.