Cusco: o que fazer e hotéis para se hospedar

Cusco pode não ser a capital do Peru e nem a maior cidade do país, mas é a porta de entrada para o território inca e certamente o destino mais procurado pelos viajantes de diversas partes do mundo interessados em conhecer um pouco da cultura e da história de um dos maiores impérios da América Latina.

No passado, a administração política e o centro de forças armadas do império inca ficavam localizados em Cusco, que significa “Umbigo do Mundo” em quechua. Por isso, toda a região guarda ainda os vestígios da antiga civilização andina.

Mesmo quem não tiver curiosidade em conhecer as ruínas ao redor já terá uma experiência única ao se aventurar só na cidade de Cusco, declarada como patrimônio cultural da humanidade por ser “testemunha” da intervenção dos colonizadores europeus na cultura andina, com inúmeras construções antigas que mesclam em suas paredes resquícios da engenharia inca e adaptações arquitetônicas (totalmente questionáveis) introduzidas pelos espanhóis.

História à parte, o labirinto de ruelas do centro histórico e a rusticidade das pequenas casas de Cusco carrega uma certa magia, especialmente quando o cenário é banhado com a meia-luz amarelada dos postes da rua. Se já está ansioso para se perder por esse lugar, anote as principais atrações turísticas e também as dicas para organizar a estadia na cidade.

Do aeroporto de Custo até o hotel

O aeroporto de Cusco fica a cinco quilômetros do centro histórico da cidade, região que concentra os hotéis e as principais atrações turísticas. Diferente de Lima, não há um serviço de ônibus executivo entre o aeroporto e o centro de Cusco.

É claro que existe o transporte público, mas os ônibus de linha são complicados para a utilização do visitante. Cusco é atendida por uma rede de micro-ônibus operada por empresas privadas e cada uma tem uma rota específica que passa por diversos pontos. A passagem custa em torno de 1 sole.

Entretanto, não há um cronograma fixo e podem ocorrer alterações nos pontos de parada sem aviso prévio. Até o momento, sequer era possível consultar os trajetos de cada linha. Além disso, os assentos são muito limitados, os veículos andam lotados e não há armazenamento de bagagem. Mesmo defensora do transporte coletivo e carregando só uma mala pequena, eu não encarei a aventura e preferi chamar um táxi.

Para diminuir o perrengue, acionei a empresa Taxidatum e recomendo. Você pode fazer todo o agendamento pelo site na internet e eliminar o estresse de ficar caçando ponto de táxi na rua. No horário marcado, o motorista já estará aguardando no pátio externo. Meu voo até atrasou um pouco, mas não tive problemas.  O preço foi 20 soles.

Outra opção para o deslocamento ao desembarcar no aeroporto e para retornar ao terminal é o uber. Sim, o aplicativo já funciona no Peru e costuma ter bastante carro disponível. Em média, a corrida custa 15 soles cada trecho.

Hotéis: Onde ficar em Cusco

Uma região bem gostosa e segura fica no entorno da calle Ruínas, bem na entrada do bairro de San Blas. Ali você ficará localizado a menos de cinco minutos a pé da praça das Armas, mas sem aquela muvuca que sempre afeta áreas muito turísticas.

Há opções de hospedagem para todos os bolsos, inclusive hostel e guest houses com valores baratinhos. Para viajantes econômicos, várias pequenas pousadas se espalham na região com diárias a partir de R$150, como a La Pousada del Viajero, Hosteria de Anita, Orquidea del Cusco, MOAF Cusco Boutique Hotel, Tukuna Cusco, Casa Grande Colonial Palace e Inkas Machupicchu Inn.

Há também hotéis locais de médio porte como o Emperador Plaza, Monasterio del Inca, Hotel Santa Maria, Casona Boutique, Loreto Boutique Hotel, La Casa de Selenque, Hotel Tupac Yupanqui e Hostal El Triunfo na faixa de R$ 250 por noite. Já quem não abre mão dos cinco estrelas, terá o Hotel Suenos del Inca e unidades de grandes redes como JW Merriot e Novotel.

Outra boa alternativa é o entorno do Qorikancha – Templo do Sol, que é o limite no mapa para quem não quer sofrer ao subir até a praça de armas. Entre as indicações de hospedagem boa e barata nessa região estão: o Hotel Boz Art (diárias em torno de R$ 200) e o Hostal Lucerito (menos de R$ 100 por noite), colados na avenida Sol; e nas ruas menores que levam ao templo há ainda La Casona de Rimacpampa, La Casa de Fray Bartolome e Hotel Casa Limacpampa, com diárias em torno de R$ 150 a R$ 200.

Sim, você vai encontrar muitos hotéis baratinhos para baixo do Qorikancha, mas, com as limitações impostas ao nosso corpo por causa da altitude de Cusco, subir o morrinho até a praça de Armas pode se mostrar cansativo e prejudicar as andanças.

Quer pagar a hospedagem em reais e parcelado?

Onde comer em Cusco

A culinária cusquenha se tornou moda e muitos viajantes não resistem a experimentar as iguarias da gastronomia peruana ao visitar o país. Justamente por causa dessa tendência, muitos restaurantes têm preços um tanto inflacionados para quem está com o orçamento apertado.

Uma dica que ajudará a controlar os gastos é optar pelo menu turístico dos restaurantes, que oferece uma opção de entrada, prato principal, bebida ou sobremesa por um preço menor. No centro histórico, é bem fácil achar locais que cobram entre 25 a 30 soles por essa opção do cardápio.

Entretanto, se você prefere economizar ainda mais com comida, encontrei muitos restaurantes, cafeterias e lanchonetes com preços mais conta e que oferecem uma boa refeição por algo em torno de 15 soles na calle Choqechaka, bem perto da pedra de 12 ângulos. Coloca no GPS e corre para lá porque é certeza de comer gostoso sem gastar muitos soles.

turismo: O que fazer em Cusco

Se você decidiu seguir o itinerário sugerido no blog para a primeira visita ao Peru, o roteiro terá, no mínimo, três noites em Cusco. Será o suficiente para ver o essencial sem passar correndo por vários lugares.

  • Primeiro dia

No dia de chegada a Cusco, o ideal é fazer atividades leves por causa da aclimatação. A cidade fica a 3.400 metros acima do nível do mar e o ar é mais escasso, então vá com calma para evitar o soroche – mal estar que causa dores de cabeça, cansaço extremo, falta de ar e desarranjo intestinal.

Se chegar à cidade de dia, uma boa ideia é percorrer as agências (são várias) na região do centro histórico e conferir os passeios interessantes para fazer no dia seguinte. Depois aproveite para observar a arquitetura das construções da praça e para perambular pelas ruelas antigas.

Vá até a Calle Hatunrumiyoc e tente achar a pedra de 12 ângulos, que dizem sustentar toda a estrutura de um muro de um antigo palácio inca. Ou então, caminhe até o mercado de San Pedro para ver o artesanato e os aromas típicos do Peru.

Caso ainda tenha tempo no primeiro dia, conhecer o Qoricancha ou Templo do Sol é uma ótima forma de dar boas vindas a Cusco. O lugar é uma igreja católica, mas foi construída pelos espanhóis sobre o muro de um templo inca. No interior, há inclusive paredes remanescentes do Templo do Sol original, que chamam a atenção pelo alinhamento em perfeita simetria e a junção das rochas sem uso de cimento ou argamassa.

O ingresso custa 15 soles e o horário de visitação é das 8h30 às 17h30. Para conhecer com calma, tenha certeza de chegar, pelo menos, 40 minutos antes do horário de fechamento ou então deixe a visita para as atividades do dia seguinte.

Para quem curte igrejas e arquitetura, uma proposta de passeio leve é visitar o interior da catedral de Cusco na praça de armas. A entrada custa 25 soles e o horário de abertura é das 10h às 18h.

Além do visual com influências góticas, maneiristas e barrocas, o local reúne obras de artesanato cusquenho, uma versão curiosa de “Última Ceia” em que o prato principal é o cuy (porquinho da india) assado e também a imagem de um Jesus Cristo que se amorenou devido à fumaça das velas dos devotos.

  • Segundo dia

Bem descansado depois de uma noite tranquila de sono, o segundo dia pode ser destinado a passeios pelos sítios arqueológicos perto de Cusco e também às visitas aos locais que não deu tempo de ver no dia de chegada a Cusco.

Os dois pacotes mais comuns oferecidos pelas agências são: o tour que envolve as ruínas ao norte (Sacsayhuaman, Qenqo, Puca Pucara, Tambomachay e o mirante do Cristo Blanco) e o outro tour envolve o Vale Sul (Tipon, Piquillacta e Andahuaylillas). Não é possível fazer todos em um dia. Então, será necessário escolher o passeio que mais te interessa ou acrescentar mais uma noite em Cusco se decidir fazer o itinerário completo, como eu acabei fazendo.

É também possível contratar um táxi e mesclar as atrações (Sacsayhuaman, Qenqo e Tipon foram os lugares que mais gostei, a propósito hehehe). Se essa for sua decisão, só recomendo ter a companhia de um guia turístico porque será necessário para entender a função e a história dos locais. É claro que essa alternativa sairá mais caro, principalmente se estiver viajando sozinho.

Seja a sua escolha por um tour em grupo ou um passeio privativo, fique atento porque será necessário comprar o boleto turístico para visitar os sítios arqueológicos. O preço varia de 70 a 130 soles, dependendo do número de atrações inclusas e prazo de validade.

  • Local de venda: Cosituc
  • Endereço: Av. El Sol, 103, Galerías Turísticas
  • Telefone: 084 22-7037
  • Horário: diariamente 8h-18h

Depois de tanta peregrinação, curta a noite em Cusco. Uma programação bem legal para quem curte experimentar gastronomia é fazer uma aula para aprender a fazer o pisco sour e ainda degustar a bebida típica do Peru. Você pode reservar pelo link.

  • Terceiro dia

É hora de se aprofundar mais no território dos incas e desbravar outro cantinho do Vale Sagrado: o sítio arqueológico de Pisac. A 35 km de Cusco, o caminho que se percorre em 50 minutos, por uma estrada estreita e sinuosa.

Pisaq é dividida em duas parte: o vilarejo e o sítio arqueológico no alto da montanha. Na vila, há um mercado central bem diversificado e com inúmeras barracas de artesanato peruano, mas nada tão original.

Já o sítio guarda o que sobrou de uma cidadela com funções agrícolas e militares, que estava estrategicamente posicionada no caminho inca entre Cusco e a selva amazônica para facilitar o controle do acesso ao Vale Sagrado. Justamente por isso a visita às ruínas oferece uma das visões mais espetaculares do Vale. Prepare o fôlego para a subida, pois o topo onde ficava o observatório astronômico está a 3.514 metros acima do mar. Cansa, mas a paisagem compensa. E atenção: você precisará ter um boleto turístico para entrar no sítio arqueológico.


Para fazer o bate-volta a Pisac, é possível utilizar:

– Van de linha (colectivo): funcionam como se fossem ônibus regulares e com saídas a cada 10 minutos da calle Puputi, a 1,5 km da Plaza de Armas (20 minutos a pé ou 5 minutos de táxi, por 5 soles). A passagem custa entre 4 e 5 soles por pessoa em cada direção. As vans param na parte plana da Pisaq. Então, ainda será preciso negociar um táxi no local para subir ao sítio arqueológico (entre 20 e 30 soles/6 e 8 dólares em cada direção – a cooperativa fica na av. Amazonas, junto à ponte).

– Tour guiado privado com motorista e guia: as agências de turismo vão cobrar entre 100 e 130 dólares.

– Tour privado com motorista, sem guia: a Real Inka (av. Grau, 496, esquina Pavitos, tel. 084 24-6245) cobra 55 dólares.

– Táxi: na calle Pavitos ou na calle Puputi é possível negociar e conseguir um táxi por algo entre 45 e 55 soles/15 dólares até Pisaq. Tratar passeios com profissionais avulsos sempre é mais arriscado do que com empresas. Para voltar você precisará negociar outro táxi em Pisaq.

– Tour guiado em grupo de van ou ônibus: eu não consegui encontrar um passeio de um dia exclusivo por Pisac nas agências. A maioria tenta espremer Chinchero e Ollantaytambo num circuito super corrido, o que não recomendo.


Depois de procurar bastante, achei um tour de dois dias que caiu como uma luva no meu roteiro. O itinerário reservava o primeiro dia para conhecer uma reserva ecológica de llamas (Awana Kancha), Pisac e o museu Inkary. Já no dia seguinte, seguimos para visitas ao sítio de Moray, às salineras de Maras e chegamos a Ollantaytambo. Tudo percorrido sem correria.

O guia turístico, transporte, ingressos e almoço estavam inclusos no pacote, que custou R$ 500. Como estava sozinha, valeu a pena porque não precisei ficar correndo atrás de táxi para os deslocamentos. Quem se interessar, vou deixar aqui o link da excursão. Você pode inclusive pagar em reais e parcelado!

ATENÇÃO: se optar por esse tour que eu fiz, você não voltará para Cusco depois de conhecer Pisac no dia 3. Então, reserve estadia em Urubamba, de onde você seguirá na excursão pelo Vale Sagrado no dia seguinte para chegar a Ollantaytambo.

  • Quarto dia

É hora de se despedir de Cusco (temporariamente). Faça check out no hotel e embarque no passeio rumo às salineras de Maras, Moray e Ollantaytambo. Esse itinerário é uma estratégia para otimizar o tempo da viagem e conseguir visitar mais lugares.


As opções de transporte para o deslocamento são:

– Tour guiado de van ou ônibus: verifique se Ollantaytambo é a última parada e se deixam você levar sua mochila. Preços em torno de 70 ou 80 soles por pessoa (25 dólares)

– Vans de lina: Da esquina da calle Pavitos com av. Grau saem microônibus da Real Inka o dia inteiro, que vão a Ollantaytambo via Urubamba por 12 soles (1h45 de viagem). Você fazer Moray e Salineras num tour de meio dia (entre 30 e 40 soles/13 dólares por pessoa) e depois pode usar esse serviço para ir a Ollantaytambo.

– Tour guiado privado, com motorista e guia: as agências vão cobrar entre 170 e 200 dólares pelo carro.

– Tour privado com motorista, sem guia: a Real Inka (av. Grau, 496, esquina Pavitos, tel. 084 24-6245) cobra 80 dólares pelo carro com motorista, sem guia. A TaxiDatum cobra 65 dólares pelo carro com motorista, sem guia.

– Táxi: na calle Pavitos, você pode conseguir um táxi por algo entre 120 e 150 soles (45 dólares).


 

As Salinas de Maras são formadas por  tanques de extração de sal que remontam a dois mil anos, antes até dos incas. Cada um dos tanques é alocado a uma família que mora na região e passado de geração em geração. No local, e possível conhecer um pouco do estilo de vida e do trabalho de uma parte dos moradores do Vale Sagrado. De bônus, ainda tem uma vista sensacional das montanhas e vendem uns chips de banana de comer rezando nas barraquinhas da entrada (#ficaadica)

Já Moray apresenta uma série de terraços escavados na montanha, perfeitamente circulares e concêntricos. À primeira vista, até poderíamos pensar que a estrutura funcionava como uma arena ou um estádio, mas não. Os estudiosos tendem a concordar que Moray era um laboratório agrícola onde sementes eram testadas sob condições diferentes oferecidas por cada ‘degrau’ dos terraços.

A parada final do quarto dia, Ollantaytambo, é um tesouro que passa quase despercebido no roteiro de muitos turistas. Os apressados acabam apenas indo conhecer as imponentes ruínas da fortaleza e ignoram as vielas da parte mais antiga da cidade, que preservam até hoje o mesmo traçado dos tempos incas. Então, não deixe de passar uma noite em Ollanta  para se perder um pouco por elas.

ATENÇÃO: o boleto turístico é necessário para o acesso às ruínas de Moray e entrada na fortaleza de Ollanta

Tudo que você precisa para chegar a Machu Picchu

Machu Picchu é o principal ponto que desejamos riscar da lista de lugares para visitar em uma primeira viagem ao Peru. A imagem das ruínas já está tão disseminada na internet que é comum a ilusão de que o cartão-postal peruano pode ser avistado facilmente como o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, mas a verdade é que só para dar uma espiada na cidadela perdida dos incas será preciso percorrer um longo caminho.

Assim como as pirâmides do Egito estão em uma região afastada da capital Cairo, Machu Picchu não fica perto das principais cidades do Peru. O complexo arqueológico está cercado por mata e incrustado em uma cadeia de montanhas, perto de um vilarejo chamado Águas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo), localizado há mais de 70 quilômetros de Cusco e sem ligação por rodovia duplicada.

Além disso, para ter acesso às ruínas é preciso comprar um ingresso com antecedência porque o número de visitantes passou a ser limitado por dia e o tempo de permanência também está sendo controlado.

Nada disso que estou falando é para te desanimar de conhecer o lugar, até porque existe toda uma estrutura organizada para o acesso à cidadela. No entanto, saber os detalhes é importante para planejar bem, evitar contratempos e se deslocar com segurança rumo ao topo da montanha onde está Machu Picchu.

Melhor época para ir a Machu Picchu

O período entre os meses de maio a setembro é o mais indicado para a visita à cidade inca, pois corresponde à estação seca no Peru. A probabilidade de chuva e neblina será menor nesta época do ano, o que é ideal para uma boa visibilidade das ruínas e para os melhores cliques da clássica paisagem de Machu Picchu entre as montanhas.

É verdade que tem gente que foi no verão entre dezembro e fevereiro, no meio da estação chuvosa, e deu tudo certo, até com sol durante todo o dia da visita. Porém, o fato é que as chances de chuva são maiores nesse período. Será que vale arriscar pagar uma viagem para chegar ao ápice do passeio e correr o risco de dar de cara com a paisagem coberta por nuvens?

Quanto custa o ingresso para Machu Picchu?

Existem três tipos de ingresso para Machu Picchu. O mais básico dá acesso apenas ao sítio arqueológico e custa 152 soles (algo em torno 45 dólares). Os outros dois combinam a visita à cidadela com trilhas pelas montanhas Waynapicchu ou Machupicchu, com preço de 200 soles (cerca de 60 dólares).

Onde comprar os ingressos para Machu Picchu

O mais recomendado é comprar os ingressos com antecedência pela internet na data da sua viagem, já que o número diário de visitantes em Machu Picchu é limitado. O planejamento é ainda mais recomendado se a viagem for entre julho e agosto, período das férias escolares na Europa e que atrai vários turistas às ruínas incas.

A compra pode ser feita pelo site oficial de Machu Picchu. Os ingressos são disponibilizados para até cinco meses adiante e é possível verificar quantas vagas ainda restam em cada data. No entanto, há uma pegadinha: até o momento, o site só aceita cartões da bandeira Visa.

Outra opção é comprar o bilhete por agências de turismo locais. Já existem empresas que oferecem o produto pela internet para garantir o ingresso antes de sair do Brasil, como a Ingresso Machu Picchu e a Easy Peru. Porém, se você não planejou e deixou para última hora pode arriscar presencialmente e visitar os escritórios locais em Cusco e Águas Calientes para verificar as datas ainda com vagas disponíveis.

  • Em Aguas Calientes:
    • Num quiosque na Av. Pachacutec, cuadra 1, s/n
    • Segunda a sábado das 5h20 às 20h45

Quanto tempo posso permanecer dentro do complexo?

Desde o ano passado, o tempo máximo de permanência no interior do sítio arqueológico é de 4 horas e na hora da compra do ingresso será preciso escolher se a entrada será no período da manhã ou da tarde.

Quando eu estive no Peru em 2018, não era preciso especificar a hora de início da visita, mas as regras mudaram a partir de 1º de janeiro de 2019 e os ingressos agora estão sendo vendidos com horário marcado. Ao todo, são 9 horários disponíveis: a primeira entrada às 6h, e a última, às 14h.

Outra mudança é que agora não é mais permitida a segunda entrada (#chateada). Até o fim do ano passado, você podia ingressar com o guia e ter uma visão geral do complexo, sair e depois entrar novamente para apreciar o lugar com mais calma. Esse benefício era importante porque em determinados pontos do circuito você é obrigado a seguir em sentido único para a saída e pode passar batido em alguma área importante.

Não sei se os fiscais na portaria vão seguir à risca a nova regra, mas em todo caso é bom dar uma conferida prévia no mapa de Machu Picchu para não passar reto nos principais destaques do complexo arqueológico.

Como chegar a Machu Picchu?

Para responder essa pergunta, é preciso considerar que existem três formas de se deslocar de Cusco para o vilarejo de Águas Calientes, que fica aos pés da montanha onde está Machu Picchu. A mais convencional e simples é pela ferrovia.

Você pode embarcar no trem pelas companhias Inca Rail e Peru Rail tanto da estação de Poroy (30 minutos de táxi do centro de Cusco) quanto da estação de Ollantaytambo. Os preços são por trecho (só ida ou só volta) e variam conforme dia e horário da viagem, mas o custo gira em média de 70 dólares (lanche incluso).

O caminho entre Cusco e Águas Calientes também pode ser feito por trilha e há empresas especializadas nesta experiência pela mata, com pacotes de três a cinco dias. As trilhas mais conhecidas são a trilha inca clássica e a salkantay, mas é necessário contratar o tour por agência de turismo e o preço do pacote completo não sai por menos de 400 dólares.

A alternativa mais barata, entretanto, é o percurso pela hidrelétrica: parte do roteiro é feito de van de Cusco até a estação da hidrelétrica de Santa Maria e depois o restante do trajeto será percorrido a pé até Águas Calientes. A passagem da van custa em torno de 25 dólares (ida e volta), mas é preciso levar em consideração que a viagem de van dura em torno de 7 horas até a hidrelétrica e depois mais duas horas de caminhada para chegar a Águas Calientes.

De Águas Calientes, é possível subir ao complexo de Machu Picchu por uma trilha de aproximadamente uma hora. O percurso é basicamente por escada e demanda um certo nível de preparo físico.

Se preferir guardar o fôlego para desbravar o interior de Machu Picchu, existem micro-ônibus com saídas a cada 20 minutos da avenida Hermanos Ayar. O preço é 24 dólares (ida e volta) e a passagem pode ser reservada pela internet ou presencialmente no stand da Consettur na mesma avenida. Apesar do ingresso para Machu Picchu ter agora hora marcada, os ônibus não são vendidos por horário.

É necessário contratar guia?

Até o ano passado, não era obrigatório um guia para o acesso a Machu Picchu. No entanto, as novas regras de visitação para 2019 falam sobre a proibição da entrada sem guia a partir de agora. Não sabemos se a questão será realmente fiscalizada na portaria, mas é fácil contratar guia.

Os hotéis em Águas Calientes geralmente têm contatos de guias para contratar. Além disso, há guias que ficam posicionados junto à porta de entrada e cobram entre 120 e 150 soles para guiar grupos de até 4 pessoas. Você não terá dificuldade em se encaixar num grupo.

Dá para fazer sem pacote de agência?

Sim e sem muita dificuldade. Eu viajei sozinha e fiz todo o processo de compra dos bilhetes de trem, passagens de ônibus para Machu Picchu e o ingresso para o sítio arqueológico por conta própria. Além de ficar mais barato que o pacotão da agência, também pude ter mais flexibilidade no roteiro.

Todos os passos para emitir o primeiro passaporte

Ainda não tem passaporte? Como dizia a canção de Raul Seixas, Plunct Plact Zum não vai a lugar nenhum… Pelo menos, não fora da América do Sul. O caderninho azul é mais que um mero espaço para colecionar carimbos. Fora do Brasil, ele será o documento oficial de identificação do  viajante.

CPF, Carteira de identidade e CNH não tem validade para as autoridades da maioria dos países estrangeiros. Então, se está pensando em fazer uma viagem internacional, é hora de tirar o passaporte. Veja as respostas para principais dúvidas sobre a emissão do documento:

Quanto custa o passaporte e como faço para solicitar?

O processo é relativamente simples e pode ser feito por conta própria sem problemas. O primeiro passo começa com uma visita ao site da Polícia  Federal. Na página inicial, vá até a barra lateral e clique em REQUERER PASSAPORTE, depois preencha o formulário com informações pessoais e documentos. Lembrete: revise os dados antes de confirmar e evite erros de digitação ou de ortografia.

Em seguida, será gerado o boleto com a taxa de R$ 257,25. Faça o pagamento e aguarde. A compensação no sistema da Polícia Federal não é feita de forma automática. O procedimento pode demorar entre 24h e 72h.

Passado o prazo, volte ao site da Polícia Federal e selecione a opção “Agendar Atendimento“para apresentar pessoalmente a documentação, tirar a foto e continuar com a emissão do passaporte. Será preciso informar o CPF e o número de protocolo (confira no boleto pago) para escolher o dia, horário e delegacia mais próxima da PF. Atenção:cidades menores geralmente não tem o serviço e será preciso se deslocar para o município pólo da região.

Quais documentos são necessários para emitir o passaporte?

Com o agendamento feito, é preciso comparecer à unidade e levar os seguintes documentos originais:

  • CPF;
  • Comprovante bancário de pagamento da taxa para a emissão do passaporte;
  • Documento de Identificação (RG, carteira nacional de habilitação expedida pelo DETRAN junto com outro documento para comprovar local de nascimento, carteira funcional expedida por órgão público, carteira de identidade expedida por comando militar, passaporte brasileiro anterior (ainda que vencido), carteira de identidade expedida por órgão fiscalizador do exercício de profissão regulamentada por lei, carteira de trabalho e previdência social-CTPS);
  • A pessoa que já teve o nome/sobrenome alterado, a qualquer tempo, em razão de casamento, separação ou divórcio, deve apresentar, além do documento de identidade, TODAS AS CERTIDÕES DE DIVÓRCIO e CASAMENTO para a comprovação de todos os nomes/sobrenomes anteriores;
  • Título de eleitor e comprovantes de votação/justificativa/pagamento de multa da última eleição (dos dois turnos, se houve). Na falta dos comprovantesou do título, pode ser a certidão de quitação eleitoral; 
  • Requerentes do sexo masculino devem ainda apresentar documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório. 

Não será preciso levar foto 3×4. A fotografia para o passaporte será tirada durante o atendimento na Polícia Federal, logo após a conferência de toda a documentação.

Que roupa usar para a foto do passaporte?

O site da Polícia Federal não traz muitas orientações sobre cores de roupa, mas perguntei ao atendente quando fui tirar o meu passaporte e o ideal é vestir blusas de cores neutras mais escuras porque a foto será tirada com um fundo branco.

Sobre o uso de brincos, colares e acessórios, não é proibido. Porém, o atendente pode pedir para retirar qualquer objeto que prejudique sua identificação. O mesmo vale para os óculos de grau.

Quanto a bonés, chapéus ou lenços de cabelo, melhor nem colocar para o dia da foto. São peças que dificultam a identificação e, provavelmente, será preciso tirar tudo para bater a foto do passaporte.

Além disso, tenha sempre em mente que a foto será sua identificação fora do Brasil e existem países bastante conservadores. Por isso, bom senso na hora de escolher o look e nada de regatas ou decotes muito exagerados.

Quanto tempo de demora para o passaporte ficar pronto? 

A previsão inicial de entrega é de 6 (seis) dias úteis, mas a data exata para coleta será informada quando apresentar a documentação. Como processo de confecção envolve o fabricante da caderneta e empresas entregadoras, o prazo pode variar. O passaporte não será enviado para o seu endereço e deve ser retirado no mesmo posto onde foi o primeiro atendimento.

E o visto?

A solicitação de visto para os Estados Unidos ou outros países que exigem autorização prévia para entrada no território não é feita na Polícia Federal. Para as informações sobre o visto, será necessário consultar o site do consulado do país e verificar todos os procedimentos e taxas.

Calcule quanto dinheiro levar para sua viagem ao exterior

Conhecer outros países é o que todos queremos, mas é preciso ser consciente para não extrapolar o orçamento e o sonho virar um pesadelo de dívidas. O maior erro ao planejar uma aventura internacional é se empolgar com um pacote em promoção e levar em conta só a despesa com passagens aéreas e hospedagem, esquecendo os gastos para se locomover, comer, visitar atrações e fazer passeios no lugar.

É claro que não é algo simples calcular o gasto médio de viagem. Os destinos são inúmeros e até mesmo dentro do Brasil os preços variam de uma cidade para outra. A indicação básica do site especializado Viaje na Viagem é o gasto médio de 60 a 75 dólares por dia para se bancar fora do país. Considero uma boa referência, mas não significa que seja uma regra para todo mundo.

Estabelecer uma quantia fixa é bastante complicado porque depende do perfil de cada viajante. Tem gente que quer fazer todos os passeios possíveis ou não resiste a uma balada durante a viagem e ainda há pessoas que só gostam de comer nos restaurantes mais sofisticados.

Por isso, ao invés de simplesmente jogar aqui um valor específico, vou te dar um parâmetro para calcular as suas despesas de acordo com as suas preferências. Para estimar o quanto de dinheiro levar na viagem ao exterior, baseie-se no preço da hospedagem.

calcule quanto dinheiro levar na sua viagem internacional

No meu caso, sou uma viajante econômico-moderada. Geralmente, não animo dividir quartos em hostel, mas sou totalmente a favor de ficar em pequenos hotéis sem firulas. Sou defensora de transporte público e evito, ao máximo, táxi ou uber. Não vou a baladas, mas sempre tento incluir uma programação de teatro no meu roteiro.

Então, somando todos os custos com alimentação, transporte e os rolezinhos, o meu gasto médio por dia é, no máximo, correspondente ao valor que pago de diária no hotel. Já quem tem um perfil mais luxuoso pode calcular um gasto médio por dia equivalente até ao dobro do valor pago na diária da hospedagem.

Por exemplo, uma pessoa com perfil econômico-moderado igual ao meu escolheu um hotel simples e pagou 60 libras na diária do hotel. Então, pode utilizar o mesmo valor para o gasto médio por dia com alimentação, passeios e deslocamento. Já quem tem um estilo mais cinco estrelas e pagou 100 libras na diária pode ter como parâmetro até o dobro dessa quantia para as despesas por dia, já que haverá uma preferência por restaurantes mais caros e pelo uso de táxi ou uber.

Assim, fica mais fácil calcular quanto dinheiro levar para qualquer lugar do mundo, pois geralmente o preço do hotel é compatível ao custo da cidade. É óbvio que, se comprar antecipado no Brasil ingressos e excursões, você pode abater e levar uma quantia de dinheiro menor.

Sites para te ajudar no cálculo dos gastos de viagem internacional

Para quem ainda ficar um pouco inseguro sobre os cálculos, recomendo três sites que reúnem informações sobre o gasto médio de viagem em várias cidades do mundo. Faça a pesquisa e confira se a sua estimativa está compatível com valores apresentados nas plataformas:

  • Quanto Custa Viajar – site totalmente em português que traz a média de gasto diário em cidades do Brasil e do mundo, considerando alimentação, transporte, passeios e hospedagem. Os valores já são mostrados em real. Também existe uma ferramenta que permite inserir o montante que você tem disponível para investir na viagem e o site apresenta uma lista de destinos que cabe no seu orçamento.
  • Expatistan – plataforma colaborativa com preços médios de alimentação, transporte público, entretenimento e aluguel de diversos locais do mundo. O site é totalmente em inglês. Não há muitas informações sobre destinos no Brasil.
  • Numbeo – banco de dados global alimentado de forma colaborativa por pessoas de todo mundo. Além de preços de comida e transportes, reúne taxas de criminalidade, qualidade dos cuidados de saúde, entre outras estatísticas. O site é totalmente em inglês. Não há muitas informações sobre destinos no Brasil.

Como montar um roteiro de viagem com a sua cara

Montar um roteiro personalizado de viagem é uma tarefa que demanda dedicação assim como encontrar passagens com bons preços para o destino desejado e na data que você precisa. Talvez por isso há quem prefira contratar um pacote e só seguir o fluxo da programação proposta para o grupo.

Mas a verdade é que o passeio fica muito mais gostoso quando tem a sua cara e reflete as suas paixões. Então, vale a pena investir tempo para pesquisar e organizar um roteiro personalizado para a próxima viagem.

A primeira etapa é pensar o tipo de destino que está interessado em conhecer. Podem ser praias paradisíacas, cidades históricas, lugares culturais exóticos, passeios de aventura, rotas religiosas, turismo gastronômico, arquitetura, metrópoles cosmopolitas, vilarejos românticos, paisagens com neve, contemplação da natureza e vida selvagem, e assim por diante.

Uma vez definido o estilo da viagem é começar uma lista de lugares que se encaixam no perfil, seja no Brasil ou em outros países. Com isso,  você terá um leque de opções e flexibilidade para encontrar o destino que cabe no orçamento e até aproveitar as promoções de passagens aéreas que surgirem.

Com a escolha feita, é a hora de buscar inspiração. Comece, por exemplo, olhando no Instagram fotos do destino, detalhes da arquitetura das cidades, monumentos, paisagens, comidas típicas… Se veja naquele local e encha a cabeça de ideias para organizar a futura visita.

Outra dica é abrir o mapa e checar se é possível combinar destinos para multiplicar a viagem. Ao invés de conhecer apenas Curitiba, o roteiro pode ser estendido para o litoral paranaense ou um bate-volta até o Parque Estadual Vila Velha. Ou pense em casar Buenos Aires com Colônia de Sacramento, apenas incluindo um passeio de barco no roteiro.

monte um roteiro de viagem enxuto

Para montar o roteiro final com as atividades previstas a cada dia, identifique os lugares indispensáveis para a você e priorize colocando na programação dos primeiros dias de viagem. Assim, se algo der errado, ainda terá tempo para reorganizar a agenda e conhecer em outro dia. Em seguida, pode encaixar os locais que acha interessantes,  mas não são essenciais. Por último, se sobrar tempo, as atrações que não faz tanta questão.

Agora não se preocupe em marcar ponto em todas as atrações turísticas de cada cidade que escolher visitar.  A proposta é fazer a viagem para relaxar e não se estressar correndo de um lado para outro para cumprir uma agenda apertada de “compromissos”. Até porque tem locais famosos e que não tem nada a ver com a gente, né?!

Para ter uma noção, Wembley está entre os pontos turísticos perto de Londres, mas nem passei perto porque simplesmente não tenho o mínimo interesse em tênis. Por outro lado, eu aluguei um carro e despenquei até o vilarejo de Chawton para conhecer o museu de Jane Austen.

Então, o meu conselho é: no lugar de uma série de check-ins em atrações aleatórias que não representam nada para você, pesquise se o destino não tem passeios alternativos relacionados ao seu livro, filme, seriado ou banda favoritos.

No meio da empolgação com o destino só não esqueça de ter equilíbrio: é preciso tempo para descansar. Então, deixe espaço no roteiro para relaxar, curtir um pouco mais seu jantar, se demorar em um local que gostou ou mesmo para incluir programações de última hora. É bom estar livre, caso a cidade te surpreenda!

Guia para organizar a primeira viagem ao exterior

Você finalmente juntou dinheiro, arranjou uma companhia animada e decidiu que 2019 será o ano para dar o play na sua primeira viagem internacional. Mas aí surgiu aquela dúvida: por onde eu começo a planejar o passeio fora do Brasil? Pode ficar tranquilo! Já enfrentei a mesma coisa e preparei um passo a passo para te ajudar até o embarque no aeroporto.

Então, prepare papel e caneta para anotar cada etapa do checklist primeira viagem internacional 2019:

  1. Tire o passaporte:

Você pode até explorar os países do Mercosul só com a carteira de identidade, mas por que perder a oportunidade de começar a colecionar carimbos no passaporte? Apesar de parecer pequeno, cada figura faz parte das lembranças de viagem. Então, acesse o site da Polícia Federal para dar início ao procedimento de solicitação do documento. Será preciso preencher o formulário, pagar uma taxa de R$ 257,25 e agendar o atendimento na unidade da PF.

  1. Verifique se o destino escolhido exige visto e vacinas

Com o passaporte em mãos, é a hora de escolher o país (ou países!) que pretende visitar e checar se a imigração exige visto prévio para autorizar a entrada no destino. A consulta pode ser feita no site da embaixada ou do consulado. Até o momento, não existe essa obrigatoriedade para visitar como turista a Europa, parte da África e da Ásia, pois o visto será concedido na chegada ao aeroporto. Veja a lista com os lugares que não exigem pré-visto para brasileiros.

Além disso, é preciso verificar se o país requer a imunização de vacina contra a febre amarela para liberar a entrada do visitante. A pesquisa deve ser feita diretamente no site da Anvisa. Caso seja necessária a comprovação da vacina, será preciso emitir o certificado internacional de vacinação ou profilaxia (CIVP). Veja como providenciar o documento.

  1. Faça o seu orçamento de viagem e compre moeda

Com a burocracia resolvida, é a hora de conferir a média de custos com alimentação, transporte e passeios no destino escolhido. O portal Quanto Custa Viajar oferece informações detalhadas de despesas em várias cidades do Brasil e do mundo para ajudar com a tarefa. Depois de definir o gasto médio por dia e fazer as contas da quantia total necessária para se bancar, programe-se para comprar aos poucos a moeda estrangeira até a data da viagem.

Caso decida levar o cartão de crédito para emergências, não esqueça de entrar em contato com o banco para avisar sobre a viagem e liberar o uso do cartão fora do país. Do contrário, a tarjeta pode ser bloqueada e te deixar na mão.

  1. Pesquise atrações turísticas para montar seu roteiro

Anote os pontos turísticos que sempre sonhou em conhecer no destino de viagem. Procure outros passeios na internet que tenham a ver com seu perfil e acrescente na lista. Depois verifique no mapa da cidade as atrações próximas para programar as visitas por região e assim organizar cada dia de roteiro. Na empolgação, cuidado para entulhar cada minuto com atividades. Deixe tempo livre para programações inesperadas!

  1. Comprar passagens

Após tanto planejamento, chegou o momento de abrir os sites de busca e começar a caça por passagens para o período da viagem. Consulte em várias plataformas, pois os bilhetes e horários disponíveis variam em cada um. Lembre-se de utilizar uma janela anônima para os melhores preços não fiquem escondidos e tenha flexibilidade em relação às datas de embarque.

  1. Reserve a hospedagem

Se já sabe o dia de chegada e retorno, agora só resta encontrar a acomodação perfeita para o seu estilo de viagem. Use sites de reserva como o Booking e Hoteis.com para checar as opções disponíveis e salve os favoritos. Depois verifique críticas, avaliações e até fotos reais de clientes no TripAdvisor para evitar cair em alguma espelunca.

Além dos hotéis tradicionais, hoje também existe a alternativa de se hospedar na casa de outra pessoa pelo AirBnB. O site permite alugar só um quarto na casa do anfitrião, mas também tem opções para alugar um imóvel inteiro. Se ainda não tem cadastro, acesse por este link e ganhe crédito de R$ 130!

  1. Veja o clima na época da viagem e prepare roupas

Saber a estação do ano, temperatura média e a previsão de chuvas é essencial para não errar na hora de arrumar a mala. Pesquise essas informações com antecedência para ter tempo de pedir emprestado ou mesmo comprar os itens necessários, especialmente se a viagem for para locais frios. Uma boa opção para comprar roupas especiais de frio aqui no Brasil sem pagar caro é procurar nas seções de trekking e ski da Decathlon.

  1. Prepare seus equipamentos eletrônicos

Cada país funciona com uma voltagem diferente e tem um padrão de tomada próprio. Para conseguir carregar o seu celular, câmera fotográfica e demais aparelhos eletrônicos será preciso um adaptador universal. Nem precisa sair de casa para procurar. É possível comprar baratinho aqui no Brasil por sites como Americanas e Submarino.

Além disso, como você vai ficar a maior parte do dia turistando na rua compensa investir em um carregador de bateria portátil para não ficar sem o celular durante as suas andanças. Nunca se sabe quando aquele clique perfeito de viagem vai acontecer ou quando será preciso de uma mãozinha do Google Maps para se localizar na cidade!

  1. Reunir a documentação necessária para imigração

Antes de embarcar, junte toda a papelada que deverá ser apresentada na imigração do aeroporto de destino para comprovar que deseja visitar o país a turismo e por tempo limitado. Além do passaporte, os documentos mais pedidos são:

  • passagens de ida e volta;
  • reserva de hotéis ou carta convite da pessoa que vai te receber;
  • holerites (para quem tem emprego fixo);
  • contrato social ou registro da empresa (para empresários);
  • declaração ou matrícula da escola (para estudantes);
  • dinheiro local;
  • extratos bancários para comprovar recursos suficientes para bancar a viagem.

A lista varia de país para país. Então, sempre confira as principais orientações no site da embaixada ou consulado. Coloque todos os documentos em uma pasta e carregue com você a cabine do avião. Não guarde esse material na mala despachada, porque só depois de passar na imigração é que terá acesso à bagagem, okay!?

  1. Adquirir seguro viagem

A gente nunca sabe quando um acidente vai acontecer ou quando vamos ficar doentes, né!? Esses são imprevistos que podem ocorrer durante uma viagem. Então, é sempre bom ter um suporte para nos ajudar fora do país. Até porque, fora do Brasil, nem todo país dispõe de sistema público gratuito de saúde.

Para entrar em qualquer país da União Européia, por exemplo, é exigido um seguro de saúde com cobertura mínima de 30 mil euros. Óbvio que a gente contrata para não usar, mas se precisar o serviço está à disposição. Faça a cotação e contrate o seu seguro antes de embarcar!

  1. Fazer as malas e embarcar!

Ufa! Depois de tantos preparativos, agora é só fazer as malas, seguir para o aeroporto e se jogar na sua aventura fora do Brasil. Só não esquece de deixar nos comentários se essa lista te ajudou ou alguma outra dica bacana para compartilhar, okay?! Boa viagem!

Cinco conselhos para a 1ª viagem sozinha fora do país

Há anos você sonha conhecer um novo país e já tem até dinheiro guardado para a viagem, mas vem adiando o embarque por um simples detalhe: ainda não encontrou alguém para ir com você. Então, talvez seja a hora de deixar o medo de lado e seguir para uma aventura solo!

Não vou negar que é bom demais ter alguém do lado para compartilhar experiências, rir dos perrengues e garantir cliques especiais do passeio, porém nem sempre é possível. Se já está difícil conciliar a agenda na vida adulta para um jantar com amigos, quanto mais dar a sorte de conseguir marcar as férias na mesma data.

Sim, tem gente que vai te olhar com cara de dó porque você decidiu ir sozinha. Também é verdade que você dependerá muito da boa vontade de estranhos para não ter um álbum exclusivo de selfies e ainda ficará sem ombro amigo para te tranquilizar quando estiver perdida na rua, sem bateria no celular… Mas preciso te dizer que existe um lado bom de voar solo.

Já pensou ficar três horas explorando o museu que achou interessante e não ter ninguém emburrado para ir embora? Ou evitar uma batalha todo dia para decidir o roteiro e escutar reclamação porque o passeio que você escolheu deu errado? E que tal o privilégio de desfrutar o silêncio para absorver a cultura de um país estrangeiro enquanto se encanta com um belo pôr-do-sol?

Por essas e outras, a falta de companhia não pode ser uma desculpa para deixar de viver uma aventura. Agora se partir sozinha para fora do Brasil ainda te dá frio na barriga, eu desenvolvi um guia com cinco dicas básicas para facilitar o início da caminhada e preparar a primeira viagem por conta própria.

  1. Comece pelo Brasil

Antes de aprender a correr, a gente precisa engatinhar, né?! Uma boa forma de se preparar para desbravar outro país sozinha é começar organizando uma viagem solo dentro do Brasil. Eu, por exemplo, fiz um “treinamento” passando as férias em Curitiba, antes de embarcar para a Inglaterra no ano seguinte.

O desafio é justamente concentrar em se tornar a sua melhor companhia, já que não haverá distrações com a língua falada e nem mistérios sobre os procedimentos em caso de eventuais emergências.

Lá no fundo, a gente sabe que consegue muito bem se virar sozinha. Falta só um empurrãozinho. Por isso, escolha uma cidade, aproveite um feriado prolongado, compre as passagens e explore o destino por conta própria.

  1. Opte por países que você entenda a língua

Se correu tudo tranquilo na etapa anterior, chegou o momento de voar mais longe. Então, comece a explorar o mundo por lugares onde você não terá problemas para se comunicar. Acredite: entender os anúncios de metrô e a conversa das pessoas ao redor ajuda a controlar o medo de estar só no exterior pela primeira vez.

Isso não significa que é preciso falar inglês ou espanhol. Mesmo quem não sabe outro idioma pode encontrar destinos onde a língua não será um total enigma, afinal o português é falado – com pequenas variações – em Portugal, em países do continente africano e até regiões da Ásia. Além disso, o portunhol também abre as portas para aventuras na América Latina e na própria Europa. Pesquise e garanta logo o primeiro carimbo desse passaporte.

  1. Escolha bem a hospedagem

Não reserve um hotel apenas porque é o mais barato. Confira localização, acesso a transporte público na região, segurança do bairro e procure resenhas de quem já se hospedou no estabelecimento. É melhor prevenir do que remediar, certo?

Para ajudar na tarefa, existe um site chamado TripAdvisor que reúne avaliações do mundo todo, inclusive com fotos reais dos quartos para te alertar de propagandas enganosas. A própria ferramenta de busca do Google também traz resenhas de clientes, além de permitir consultar o mapa para ver se o endereço não fica longe de todas as atrações da cidade.

Outro ponto importante é escolher um tipo de hospedagem em que você se sentirá confortável. Não precisa compartilhar um quarto com desconhecidos num hostel ou dividir apartamento com um estranho pelo AirBNB logo na primeira viagem, só porque todo mundo indicou para economizar. Já vai ter muita novidade para processar.  Vá com calma!

  1. Planeje seu roteiro

Não precisa sair do Brasil com cada minuto da viagem planejado, mas é legal fazer a lista com os lugares que não podem ficar fora do roteiro. Com essas ideias na mão, dá até para bolar um rascunho de itinerário juntando as atrações que ficam na mesma região e aproveitar melhor o tempo.

Ao fazer o seu mapa, você ainda pode planejar como será o deslocamento e se organizar para fazer passeios a pé ou utilizando o transporte público local. A propósito, sempre dou preferência a cidades com redes eficientes de transporte público para ter mais autonomia na locomoção e evitar a necessidade de andar sozinha de taxi/uber com um motorista desconhecido.

  1. Faça um seguro viagem

Imprevistos acontecem e – como o nome já diz – não tem como adivinhar quando eles vão aparecer. Um mal-estar ou problema de saúde pode virar uma complicação enorme para quem está em outro país sem nenhum amigo ou familiar para socorrer, pois nem todo lugar tem atendimento médico gratuito como o Brasil.

Por isso, contrate um seguro viagem para contar com assistência e um contato para recorrer caso alguma coisa dê errado. A gente sempre torce para não usar, mas se precisar é bom saber que está à disposição.

Dependendo do serviço contratado, o viajante pode ter suporte (e reembolso!) até mesmo para resolver complicações por atraso em voos ou perda de bagagem. Algumas apólices cobrem  inclusive as despesas de viagem para um familiar te encontrar no destino, caso você fique doente. Então, leia as letras miúdas com atenção antes de assinar o contrato e diminua as chances de dor de cabeça.

É hora de planejar a próxima viagem!

Viajar sempre foi um prazer para mim desde criança. Era quase uma festa quando meus pais entravam de férias e falavam para arrumar as malas. O percurso podia ser longo. Às vezes, eram mais de seis horas de carro para chegar ao destino final. Nada disso, entretanto, diminuía a empolgação de passar alguns dias em um novo lugar. Na verdade, fazia parte do clima de passeio.

Com o passar dos anos, a infância acabou e também a disposição dos pais para coordenar a programação turística da casa, mas a minha paixão por me aventurar em novos ares persistiu. Só que agora o desafio era organizar (e pagar!) o roteiro por conta própria, além de me virar sozinha onde quer que estivesse.

Juro que o primeiro impulso foi correr atrás de pacotes fechados de viagem em agências  de turismo para não me preocupar com nada e me sentir segura no meio de um grupo de excursão, mas o primeiro impasse foi o preço. Terceirizar por completo a organização das férias pode ser prático, só que nem sempre cabe no orçamento.

Depois, com um pouco de pesquisa, descobri também que havia um abismo entre o itinerário proposto e o que eu realmente queria conhecer. É o famoso paradoxo “expectativa versus realidade”. Sem contar que muitas vezes o tour  era muito corrido e não dava o tempo que eu achava suficiente para aproveitar em cada lugar.

O jeito então foi assumir as rédeas para me dedicar ao planejamento dos meus próprios roteiros e não me arrependo das horas gastas, ou melhor, bem aproveitadas para conferir as várias opções de hospedagem, atrações turísticas, passagens aéreas e outros macetes essenciais para a organização da próxima  viagem, mesmo que não seja eu quem vai embarcar! Basta ficar sabendo de algum amigo com férias marcadas e também já me lanço na busca por indicações e passeios só para conhecer um pouco do destino,  que pode virar a parada seguinte do meu checklist de lugares a visitar.

O blog Checklist Mundo nasce justamente dessa sede insaciável por descobrir a história, a cultura, as paisagens e as “gentes” espalhadas por esse mundão afora. É um espaço para contar do meu diário de bordo e compartilhar as informações coletadas pela viajante e jornalista que vos escreve, para ajudar quem também deseja dicas de economia (afinal, não tá fácil para ninguém!) para turistar mais e sem passar perrengue.

Então, caro leitor, welcome aboard ao projeto Checklist Mundo! Faça perguntas, dê sugestões, conte suas experiências, chame os amigos para interagir também e vamos juntos planejar a nossa próxima rota de viagem!